quinta-feira, 18 de setembro de 2025

📖 Estudo: O Dia Nacional da Escola Bíblica Dominical (EBD

 


📖 Estudo: O Dia Nacional da Escola Bíblica Dominical (EBD)

1. O Significado do Dia Nacional da EBD

  • O Dia Nacional da Escola Bíblica Dominical é comemorado todo 3º domingo de setembro no Brasil.

  • Tem como objetivo relembrar a importância da Palavra de Deus e destacar o papel da EBD na formação cristã.

  • A EBD é chamada de "a escola que nunca fecha", porque se reúne fielmente todos os domingos para ensinar as Escrituras a todas as idades.

Referência bíblica:
👉 "Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele." (Provérbios 22:6)


2. Primeira EBD no Brasil

  • Fundada em junho de 1836 pelo missionário Justin Spaulding, em Petrópolis – RJ.

  • Objetivo: ensinar jovens e adultos.

  • Trabalho interrompido em 1842, mas deixou sementes para futuras iniciativas.

Aplicação bíblica:
👉 "A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo." (Romanos 10:17)


3. A Influência do Casal Kalley

  • Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley chegaram ao Brasil em 1855.

  • Fundaram a primeira EBD em língua portuguesa, em Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855.

  • Este trabalho foi permanente e transformador, com grande influência espiritual e social.

Lição prática: Um casal missionário, com dedicação e visão, pode impactar uma nação inteira.

Referência bíblica:
👉 "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)


4. O Papel dos Missionários Presbiterianos

  • Em 22 de abril de 1860, o missionário Ashbel Green Simonton, da Igreja Presbiteriana, organizou uma EBD no Rio de Janeiro.

  • Foi voltada para crianças e usava como textos:

    • A Bíblia

    • Catecismo

    • O Peregrino (de John Bunyan)

Referência bíblica:
👉 "E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos..." (Deuteronômio 6:6-7)


5. A Primeira EBD das Assembleias de Deus no Brasil

  • Em agosto de 1911, na casa do irmão José Batista Carvalho, em Belém – PA, aconteceu a primeira aula da EBD ligada às Assembleias de Deus.

  • Classes divididas em quatro grupos:

    • Homens

    • Senhoras

    • Meninos

    • Meninas

Referência bíblica:
👉 "Examine-se cada um a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice." (1 Coríntios 11:28)
(Aqui destacamos a importância do ensino para todas as faixas etárias da igreja).


6. Importância da EBD Hoje

  • Educação cristã contínua: A EBD é fundamental para a formação bíblica e teológica.

  • Comunhão: É um espaço para compartilhar experiências e crescer na fé.

  • Missão: Ajuda a igreja a cumprir o ide de Cristo, formando discípulos.

Referência bíblica:
👉 "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça." (2 Timóteo 3:16)


📌 Conclusão

O Dia Nacional da Escola Bíblica Dominical é mais do que uma data comemorativa: é um chamado à valorização do ensino cristão.
Desde os pioneiros como Justin Spaulding, passando pelo casal Kalley, os missionários presbiterianos e o movimento pentecostal com as Assembleias de Deus, a EBD moldou gerações e continua sendo ferramenta essencial para o crescimento da Igreja.


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Estudo sobre a importância da oração PR. FERNANDO PESSOA


Estudo sobre a importância da oração 


PR. FERNANDO PESSOA 


TEXTO: TIAGO 


Tgo 5:13  Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 

Tgo 5:14  Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 

Tgo 5:15  e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 

Tgo 5:16  Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. 

Tgo 5:17  Elias era um homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. 

Tgo 5:18  E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. 

Tgo 5:19  Irmãos, se algum de entre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, 

Tgo 5:20  saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados. 





Introdução:

Estamos dando a abertura em uma série de ensino sobre a importância da Oração. Sabemos como é difícil orar, falta de tempo, desânimo, e outros diversos fatores que fazem com o que desanimamos com o ministério da oração e intercessão.


Em pleno dias de hoje onde a tecnologia tem acelerado o processo de aprendizado, praticamente temos tudo na palma das mãos, chegamos nos cultos correndo atrasados, e às vezes até pra orar é difícil.


Mediante esse problema estamos deixando nossa vida de oração de lado.

Já chegamos em culto, já está tudo preparado, o pregador, o cantor, agora é só deixar Deus falar com a gente.

E sabemos que Deus não quer somente falar com a gente em um culto, mas ele também quer nos dar livramentos, quer nos renovar, trazer alívio para nossa alma. Mas nestes dias o que precisamos é aumentar a nossa FÉ.

O HOJE O NOSSO ESTUDO SOBRE ORAÇÃO É PAUTADO 

O TEMA: ORAÇÃO E FÉ


Em um estudo dos princípios e do procedimento da oração, de suas atividades e desafios, o primeiro lugar deve, necessariamente, ser dado à fé. Ela é a qualidade inicial no coração de uma pessoa que se prepara para falar com aquele que não pode ser visto. Ela deve, por causa de sua total falta de esperança, estender mãos de fé. Ela deve crer quando não puder provar.

No fim, a oração é simplesmente a fé reivindicando suas prerrogativas naturais, mas maravilhosas – a fé tomando posse de sua herança ilimitável. A verdadeira fé é tão verdadeira, firme e perseverante no campo da fé quanto no campo da oração. Além disso, quando a fé deixa de orar, ela deixa de viver.

A fé faz o impossível porque traz Deus para agir por nós e nada é impossível com Deus. Como é grande – sem qualificação ou limitação – o poder da fé! Se a dúvida for banida do coração e a incredulidade se tornar desconhecida ali, o que pedirmos a Deus certamente acontecerá e o crente receberá “tudo o que disse”.

A oração projeta a fé sobre Deus e Deus sobre o mundo. Somente Deus pode mover montanhas, mas a fé e a oração podem mover Deus.


Em sua maldição sobre a figueira sem fruto, o Senhor demonstrou seu poder. Em seguida, ele passou a declarar que grandes poderes estavam entregues à fé e à oração não para matar, mas para fazer viver, não para destruir, mas para abençoar.

Neste ponto de nosso estudo, voltamo-nos para uma declaração de nosso Senhor que precisa ser enfatizada, pois é a própria pedra fundamental da relação entre fé e oração: “Tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis”. (Mt 21.22).


Devemos ponderar bem esta declaração: “Crendo, recebereis”. Aqui é descrita a fé que realiza, que se apropria, que toma. Esta fé é uma consciência do Divino, uma comunhão experimentada, uma certeza realizada.


Perguntas?

A fé está crescendo ou declinando com o passar dos anos? 

A fé se mantém firme e forte nestes dias, quando a iniquidade se multiplica e o amor de muitos se esfria? 

A fé mantém sua influência, quando a religião tende a se tornar uma mera formalidade e a impiedade prevalece cada vez mais? 

A pergunta de nosso Senhor pode, com grande propriedade, ser a nossa: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc.18.8). 

Cremos que sim, e é nosso dever, em nossa época, cuidar para que a lâmpada da fé esteja em boa ordem e acesa, pois Ele virá muito em breve.


Negação de Pedro.

A fé é o fundamento do caráter cristão e a segurança da alma. Quando Jesus estava prevendo a negação de Pedro e advertindo-o sobre ela, ele disse ao seu discípulo:

“Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça”. (Lc 22.31)


Nosso Senhor estava declarando uma verdade central: 

era a fé de Pedro que ele estava procurando preservar, pois ele bem sabia que, quando a fé é quebrada, os fundamentos da vida espiritual se perdem e toda a estrutura da vida espiritual se desvanece. Era a fé de Pedro que precisava ser preservada. Por isso vemos a preocupação de Cristo pelo bem-estar da alma de seu discípulo e sua determinação em fortalecer a fé de Pedro por sua própria oração totalmente predominante.


Em sua segunda epístola, Pedro tem esta ideia em mente quando fala sobre o crescimento na graça como uma medida de segurança na vida cristã e como implicando em frutificação.

“Reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade”. (2Pe 1.5, 6)

outra tradução: 2Pe 1:5  Por isso mesmo, aplicando todo o vosso esforço, acrescentai a virtude à vossa fé e o conhecimento à virtude, 

2Pe 1:6  e o domínio próprio ao conhecimento, e a perseverança ao domínio próprio, e a piedade à perseverança, 


Neste processo de adição, a fé foi o ponto de partida – a base das outras graças do Espírito. A fé foi o fundamento sobre o qual as outras virtudes deveriam ser edificadas. Pedro não ordena a seus leitores que acrescentem às obras, ou aos dons ou às virtudes, mas a fé. 


Muita coisa depende do ponto de partida correto neste crescimento em graça. Há uma ordem divina, da qual Pedro está consciente e, por isso, ele declara que devemos ser diligentes em confirmar nossa vocação e eleição (2Pe. 1.10)2Pe 1:10  Portanto, irmãos, esforçai-vos com dedicação cada vez maior, confirmando o chamado e a eleição com que fostes contemplados, pois se agirdes desse modo, jamais abandonareis a fé.  que a eleição é confirmada quando acrescentada à fé, o que, por sua vez, é feito por oração constante e sincera. Assim, a fé é mantida pela oração e cada passo dado neste crescimento de graça em graça, é acompanhado pela oração. 


A fé que cria a oração poderosa é a fé que é centralizada em uma pessoa poderosa. 

A fé na capacidade de Cristo de fazer e fazer grandemente é a fé que ora grandemente. Deste modo, o leproso se lançou sobre o poder de Cristo: “Senhor, se quiseres”, clamou, “podes purificar-me” (Mt. 8.2). 

Neste caso, vemos como a fé é centralizada na capacidade de Cristo fazer e como ela assegurou o poder de curar.

Foi a respeito deste ponto exato que Jesus questionou os cegos que foram até ele para serem curados: “Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor! Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé”.

(Mt. 9. 28,29).

Foi para inspirar a fé em sua capacidade de fazer que Jesus deixou atrás de si a última, maior afirmação que, em análise final, é um desafio retumbante à fé:

“Toda autoridade”, declarou ele, “me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18).


Novamente: a fé é obediente. Ela age quando ordenada, como fez o oficial que foi até Jesus e cujo filho estava gravemente enfermo (Jo 4.47). E mais: esta fé age. Como o homem que nasceu cego, ela vai se lavar no tanque de Siloé que recebe ordem para ir (Jo 9.1-12). Pedro, em Genesaré, ela lança a rede onde Jesus ordena, instantaneamente, sem questionar ou duvidar (Lc 5.1-11). Esta fé prontamente remove a pedra do túmulo de Lázaro (Jo 11.39). 

Uma fé que ora cumpre os mandamentos de Deus e faz aquilo que é agradável aos seus olhos.

Ela pergunta: “Que farei, Senhor?” (At 22.10) e responde rapidamente: “Fala, porque o teu servo ouve” (1Sm 3.9).



I-Segredos para vencer batalhas na oração e na fé

 Tgo 5:13  Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 

O segundo tópico do fechamento de uma carta grega dizia respeito à

saúde; Tiago trata desse assunto longamente, enquadrando-o no contexto das reações verbais à vida. 

Em primeiro lugar, está alguém entre vós aflito? Ore.

As aflições a que Tiago se refere são os infortúnios da vida: perseguições, como as que os profetas sofreram (5:10; cf. 5:1-6); infortúnios exteriores, como os que Jó sofreu (5:11); Tgo 5:11  Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso. ou ser caluniado por um membro da comunidade (3:1-12; cf 2:6-7).(está se referindo ao poder da língua)


Todos estes são infortúnios externos, que alguém poderia considerar facilmente estarem fora da vontade de Deus, visto terem origem nos males que afligem o mundo, constituindo ataques contra os justos. A resposta adequada a tais males não consiste em contra-atacar (opor violência contra a violência), nem em resignação (como os estóicos aconselhavam), mas em oração.


O salmista apelava a Deus para que resolvesse o problema de seus perseguidores (Salmos 30; 50:15; 91:15), Slm 50:15  E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. 

Slm 91:15  Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. 


e esta é também a resposta adequada do cristão.


Em segundo lugar, está alguém contente? Cante louvores. 

Com demasiada frequência a felicidade ou a alegria são consideradas direitos óbvios. Tiago lembra os cristãos de que também há um uso apropriado da língua nos momentos de alegria, pois o Novo Testamento constantemente ordena aos crentes que estejam cheios de louvor a Deus, no lar e no trabalho, bem como na igreja (e.g., 1 Coríntios 14:15; Efésios 5:19; Colossenses 3:16; Filipenses 4:4).


PAULO DIZ : 1Co 14:15  Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. 


Efs 5:19  falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, 


Col 3:16  A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração. 


II- O SEGREDO PARA VENCER AS ENFERMIDADES NA ORAÇÃO E NA FÉ.

Tgo 5:14  Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 


5:14 / Em terceiro lugar, está alguém entre vós doente? 

As doenças constituíam uma situação bem mais difícil do que o sofrimento externo. 

A culpa pelas guerras, perseguições ou ostracismo pode ser lançada contra o mal humano, mas as doenças parecem estar fora da esfera humana e, por isso, possibilitam o surgimento da pergunta: “Por que isto me aconteceu?” Ou, com maior agudeza: “Que é que eu fiz para merecer isto?” O Novo Testamento emprega terminologia diferente para falar das doenças, e apresenta reações diferentes daquelas empregadas para

o sofrimento (que sempre expressam o que a pessoa experimenta pelo fato de ser cristã).

Alinhando-se segundo a atitude genérica do Novo Testamento, Tiago trata da questão da doença de modo inteiramente diferente de seu tratamento para o sofrimento:

Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com óleo

em nome do Senhor.

Isto significa que a oração também é a resposta para o sofrimento,

mas agora, neste caso, envolvem-se as orações e conselhos dos líderes

da igreja. 

A igreja local era regida por um conselho formado de presbíteros; alguns destes procurariam a pessoa doente quando a visita era solicitada. Note-se o fato interessante que os presbíteros é que são chamados, e não as pessoas dotadas do dom específico de curar

(como em 1 Coríntios 12:9, 28, 30),

1Co 12:9  e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 


1Co 12:28  E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 


1Co 12:30  Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos? 


embora a presença desses dons de cura não constituíssem pré requisitos

para a escolha de presbíteros. Aparentemente Tiago achava que, dado o

relacionamento entre cura e ministério pastoral (cf 5:15), Tgo 5:15  e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 


Os anciãos como corpo diretivo deveriam envolver-se, e para tais tarefas teriam sido qualificados, em razão do cargo.

Quando os presbíteros atendem ao chamado, realizam dois atos. Primeiramente, oram pela pessoa doente. Este é o ato mais enfatizado, porque vem em primeiro lugar. Pedem a Deus que cure o doente; os presbíteros não no curam por seus próprios méritos.


Em segundo lugar, ungem o doente (ungindo-o com óleo em nome do Senhor). Embora o azeite fosse comumente utilizado como remédio

(Lucas 10:34), ele não é apresentado aqui como tratamento médico. Ao contrário, trata-se de um sinal externo e fisicamente perceptível do poder espiritual da oração, bem como sinal da autoridade de quem cura (Marcos 6:13). Mar 6:13  E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam. 

O azeite corresponde à oração de cura assim como a água corresponde à oração batismal. Ungese o doente em nome do Senhor, porque, à semelhança do batismo (Atos 2:28), o nome de Jesus é invocado na oração, como detentor de todo o poder e autoridade do ato.


III- A ORAÇÃO DA FÉ QUE SALVA.

Tgo 5:15  e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 


5:15 / Este ato terá efetividade porque a oração da fé salvará o doente. A

palavra oração é o termo que cobre tudo quanto descrevemos. Conquanto houvesse azeite e provavelmente imposição de mãos, não são os atos físicos que possuem poder, mas a oração dirigida a Deus, proferida pelos presbíteros.

Há de ser oração da fé. 

Pronunciar uma oração, ainda que nos termos mais belos e elevados,

não é garantia de resposta divina, se não provier do coração. Tiago já havia salientado antes que a confiança em Deus e a obediência a seus mandamentos constituíam parte essencial da oração (1:5-8; 4:1-3),

Tgo 1:5  E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. 

Tgo 1:6  Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. 


Tgo 1:5  E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. 

Tgo 1:6  Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte.   e agora ele repete o ensino.

Se a vida não for entregue fielmente a Deus, e é isso que a oração exprime, as orações serão ineficazes. A fé está nos presbíteros, não no doente (Tiago nada diz a respeito da fé do doente). No entanto, é crucial que os presbíteros exerçam fé: se alguma coisa “der errado” são os presbíteros, e não o doente, que devem levar a

culpa do erro.


Há uma promessa: o Senhor o levantará. No grego está bem claro que Tiago está tratando da cura física, e não de um mero preparativo espiritual para a morte.

Diz mais Tiago: é a ação do Senhor que produz a cura, e não o óleo, nem as mãos, nem o poder dos presbíteros. Deus permanece soberano: o Senhor responde às orações; ele não é compelido pelas orações.


Finalmente, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 

Pode ser que o pecado seja a razão por trás da doença, mas o pecado não é necessariamente a causa das doenças. Aparentemente os presbíteros apresentavam ao doente uma oportunidade de confessar os pecados (este aspecto de aconselhamento espiritual seria talvez uma razão por que os presbíteros eram convocados). 

A confissão de pecados era levantada perante o Senhor junto com a doença; a cura resultante confirmaria que Deus havia perdoado a pessoa. Entretanto, este processo era sempre oferecido, e, se não houvesse pecado conhecido, tudo bem. É muito importante aquele “se” de Tiago: ir além dessa condicional e exigir confissão é violentar as Escrituras e a sabedoria pastoral.


IV- PODER DA ORAÇÃO E DA FÉ PARA CONFISSÃO DOS PECADOS

Tgo 5:16  Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. 


5:16 / Tiago resume seu ensino a respeito de curas em duas frases. Primeira, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A confissão de pecados é elemento importante para a cura.

A segunda frase: A oração de um justo é poderosa e eficaz. O “justo” não é alguém livre de pecados, perfeito, mas uma pessoa que confessou todo pecado conhecido, que obedece aos padrões morais da comunidade cristã. Tendo uma consciência limpa, e estando em perfeita união com Deus, tal pessoa ergue uma oração poderosa e eficaz. O texto grego acrescenta uma expressão difícil que provavelmente significa “quando chega a Deus e o Senhor a responde” (lit., “quando funciona”). A oração não é poderosa em si mesma, não é mágica. Contudo, seu poder é ilimitado, porque o filho de Deus invoca um Pai de bondade e capacidade infinitas.

5:17-18 / Tgo 5:17  Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. 

Tgo 5:18  E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. 

Para comprovar sua afirmativa quanto ao poder da oração, Tiago cita Elias (1 Reis 17:1—18:46). Embora o Antigo Testamento relate pouca coisa a respeito, a tradição judaica posterior centralizou-se na oração de Elias. 


Tiago menciona a duração da seca a fim de sublinhar o poder da oração. Observe-se que essa oração não foi apenas destrutiva, mas curativa também, visto que Elias orou e a seca terminou imediatamente (isto interessa muito aos cristãos a quem Tiago se dirige, pois estes presumivelmente estariam mais voltados para a cura e, desse

modo, seriam mais motivados pela oração que faz chover, para que capim cresça, do que pela oração que ocasiona uma seca prolongada).


Tiago diz mais: Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós. Na

tradição judaica, bem como no Antigo Testamento, Elias bastante humano. É piedoso, mas com frequência torna-se presa de dúvidas e depressões. 

Elias não se alteia aos píncaros da história, não se coloca num pedestal de três metros de altura, mas surge como um homem comum nas mãos de um Deus fora do comum.

Visto ter Elias às mesmas paixões que nós, qualquer cristão, sendo crente obediente a Deus, detém o mesmo poder. 

CONCLUSÃO:

A missão pode ser diferente, mas, se uma simples oração era suficiente para o cumprimento da grande missão de Elias, certamente será suficiente para a missão de qualquer crente. QUE ORA E QUE TENHA FÉ.




A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA

  A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA  PALAVRA CHAVE TRANSFORMAÇÃO  INTRODUÇÃO: Como vimos no capítulo anterior...