quinta-feira, 31 de outubro de 2024

PROMESSA E OBEDIÊNCIA LIÇÃO 4 DIA 27 DE OUTUBRO 2024

 


 PROMESSA E OBEDIÊNCIA 


LIÇÃO 4 DIA 27 DE OUTUBRO 2024


PROFESSOR: PR. FERNANDO PESSOA 


Introdução:

Quero em primeira mão conscientizar a todos que a obediência é fruto de um coração grato e sincero.

Por trás da ação é levada muito em conta o que faz da obediência uma virtude importante.


Para Deus, a obediência à sua Palavra e aos seus mandamentos é a condição indispensável para cumprimento das suas promessas a pessoas, ao seu povo e à sua Igreja. 

Des de que Deus criou o homem à sua imagem conforme a sua semelhança Gên 1:26  Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 

Gên 1:27  Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 

Gên 1:28  E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. 

Existe a terrível tendência , no ser criado, à prática da desobediência 

Observamos os dois primeiros humanos da terra Adão e Eva tinham ao seu dispor todas coisas indispensáveis para viverem felizes e eternamente. 

Joã 17:17  Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 


Entretanto a bíblia que é a Palavra de Deus, que é a verdade afirma-nos que a harmonia do Paraíso foi alterado quando o diabo um antigo querubim que se rebelou contra Deus, foi lançado dos céus a terra e certamente resolveu atacar por vingança a obra prima da mão de um Deus: o homem. A causa eficiente para a queda, no entanto, surgiu no meio do próprio casal .

Eva preferiu fazer a escolha do livre arbítrio do que obedecer a Palavra de Deus.

Assim ao invés de ouvir a voz de DEUS ela ouviu a voz do inimigo.

então pela desobediência entrou o pecado no mundo.


O DIABO ENGANOU A MULHER DANDO-LHE A ENTENDER QUE PODERIA DESOBEDECER A DEUS SEM SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO.

EVA Foi enganada pela sua própria concupiscência  Tgo 1:14  Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 


Satanás fez do amargo, doce , e doce , amargo Isa 5:20  Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! 


E a mulher compartilhou o seu pecado com seu marido, e ambos caíram perdendo a imagem e semelhança originais do criador.


A perda da desobediência a Deus a Deus causou uma terrível tragédia não só para o primeiro casal mas para  a natureza e todos os seus descendentes.

Ao pecarem, criaram condições espirituais que comprometeram a todos os habitantes da terra Rom 5:12  Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. 

Rom 5:13  Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. 

Rom 5:14  Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. 


Dessa forma para não continuar sofrendo as consequências do pecado pela desobediência, só através da obediência consciente por amor a Deus e à sua palavra, o ser humano pode ser beneficiado pelas bênções e promessas concedidas pelo Senhor, Neste capítulo tomamos por base as promessas de Deus a Israel. que são referência para quem deseja ser agraciado com o cumprimento do Senhor.


I- OBEDIÊNCIA NO ANTIGO TESTAMENTO 


 1 CONCERTO DE HOREBE.


Deu 29:1  São estas as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés fizesse com os filhos de Israel na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe. 


Gên 12:1  Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 

Gên 12:2  de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 

Gên 12:3  Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 


2.O CONCERTO NAS CAMPINAS DE MOABE.


Promessas de bênçãos, saúde e longividade 

Condicionado à obediência e a resguardar todos os seus estatutos 

Deus prometeu um verdadeiro plano de saúde divino para o seu povo.

Em circunstâncias tão adversas e em meio a uma longa caminhada, não havia qualquer tipo de programa de saúde, assistência médica ou hospitalar jamais imaginada por eles. O Senhor, porém, cuidou de tudo Êxo 15:26  e disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara. Deus nos apresentou como Jeová Rafá. O SENHOR SARA.

O Senhor prometeu alimento e cuidado com a saúde da mulher Êxo 23:25  Servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades. 

Êxo 23:26  Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril; completarei o número dos teus dias. 

Deus abençoou a água e os alimentos durante o tempo que eles passaram 


3 Promessas de múltiplas bênçãos condicionadas à obediência 

Em Deuteronômio depois de anunciar a destruição de todos os inimigos de Israel, Deus disse ao povo Deu 7:11  Guarda, pois, os mandamentos, e os estatutos, e os juízos que hoje te mando cumprir. 

Deu 7:12  Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o SENHOR, teu Deus, te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais; 

Deu 7:13  ele te amará, e te abençoará, e te fará multiplicar; também abençoará os teus filhos, e o fruto da tua terra, e o teu cereal, e o teu vinho, e o teu azeite, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, na terra que, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. 

Deu 7:14  Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá entre ti nem homem, nem mulher estéril, nem entre os teus animais. 

Deu 7:15  O SENHOR afastará de ti toda enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das doenças malignas dos egípcios, que bem sabes; antes, as porá sobre todos os que te odeiam. 


II- PROMESSAS EXTENSIVAS AOS SERVOS DE DEUS 


1- UM NOVO CONCERTO 

Heb 8:8  E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, 

Heb 8:9  não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. 

Heb 8:10  Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 

Heb 8:11  E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. 

Heb 8:12  Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei. 

Heb 8:13  Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer. 


VELHO TESTAMENTO Jer 31:33  Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 

2. JESUS CRISTO, O MEDIADOR. 

Heb 8:10  Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 


1Tm 2:5  Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, 


3. OBEDIÊNCIA  DO NOVO CONCERTO.


Flp 2:8  a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. 


III BÊNÇÃOS PROVENIENTES DA OBEDIÊNCIA A CRISTO 

1 BENÇÃO ESPIRITUAL 

2Co 3:4  E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; 

2Co 3:5  não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, 

2Co 3:6  o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. 


Rom 14:17  Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. 


2. JUSTIÇA E PAZ 


Mat 5:6  Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 


1Co 6:11  Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.


Flp 4:7  E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. 


Joã 14:27  Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. 


3. A ALEGRIA DO ESPÍRITO SANTO 

Gál 5:22  Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 


Slm 1:3  Ele é como uma árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. 




DIA DO PROTESTANTISMO DIA 31/10

 



Dia da Reforma Protestante: Uma data marcante para o cristianismo

O que é o Dia da Reforma Protestante?

O Dia da Reforma Protestante é comemorado em 31 de outubro e marca o início de um movimento religioso que transformou profundamente o cristianismo. Em 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou suas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha. Nesse documento, ele criticava diversas práticas da Igreja Católica, como a venda de indulgências.

Por que a data é importante?

A Reforma Protestante desencadeou uma série de eventos que levaram à divisão do cristianismo ocidental e à formação de diversas denominações protestantes. As ideias de Lutero sobre a salvação pela fé e o livre acesso à Bíblia inspiraram muitos outros reformadores, como João Calvino e Ulrich Zwinglio.

O impacto da Reforma Protestante

A Reforma Protestante teve um impacto profundo na sociedade e na cultura europeia. Algumas das suas principais consequências foram:

  • Pluralidade religiosa: A Reforma Protestante contribuiu para o surgimento de uma maior diversidade religiosa na Europa, desafiando o monopólio da Igreja Católica.
  • Desenvolvimento da educação: Os protestantes valorizavam a educação e a alfabetização, o que impulsionou o desenvolvimento de escolas e universidades.
  • Mudanças sociais e políticas: A Reforma Protestante teve um papel importante nas guerras religiosas e nas transformações políticas que marcaram a Europa moderna.

A Reforma Protestante no Brasil

No Brasil, o protestantismo chegou com os imigrantes europeus e se desenvolveu de forma significativa ao longo dos séculos XIX e XX. As igrejas evangélicas, que têm suas raízes na Reforma Protestante, são hoje uma das maiores forças religiosas do país.

Em resumo

O Dia da Reforma Protestante é uma data que celebra a busca por uma fé mais autêntica e a valorização da liberdade individual. As ideias de Lutero e dos outros reformadores continuam a influenciar a sociedade e a cultura até os dias de hoje.

Gostaria de saber mais sobre algum aspecto específico da Reforma Protestante?

Por exemplo, você pode me perguntar sobre:

  • As 95 teses de Lutero
  • As principais diferenças entre o catolicismo e o protestantismo
  • O papel da Reforma Protestante na história do Brasil
  • As diversas denominações protestantes existentes

Vamos aprofundar o conhecimento sobre a Reforma Protestante!

Excelente pergunta! A Reforma Protestante é um tema riquíssimo e que continua a influenciar a sociedade até os dias de hoje. Para te fornecer um panorama completo, vamos explorar diversos aspectos desse movimento:

As Causas da Reforma

  • Críticas às práticas da Igreja Católica: A venda de indulgências, o poder do clero e a riqueza da Igreja eram alguns dos pontos mais criticados por Lutero e outros reformadores.
  • Descontentamento popular: A população em geral estava insatisfeita com a corrupção e a imoralidade presentes em alguns setores da Igreja.
  • Contexto histórico: A Reforma ocorreu em um período de grandes transformações na Europa, com o renascimento cultural e o desenvolvimento do comércio.
  • Questões teológicas: Houve divergências sobre a interpretação da Bíblia e a natureza da salvação.

Martinho Lutero e as 95 Teses

  • O monge agostiniano: Lutero era um monge preocupado com a salvação da alma e com a relação entre o homem e Deus.
  • As 95 teses: Esse documento, afixado na porta da igreja de Wittenberg, continha críticas à venda de indulgências e defendia a salvação pela fé.
  • Impacto das teses: As ideias de Lutero se espalharam rapidamente por toda a Europa, graças à imprensa inventada por Gutenberg.

Outros Reformadores e suas Contribuições

  • João Calvino: Fundador da Igreja Reformada, Calvino enfatizou a soberania de Deus e a predestinação.
  • Ulrich Zwinglio: Líder da Reforma na Suíça, Zwinglio defendia uma interpretação literal da Bíblia e a simplicidade dos cultos.
  • Ana Batista: Fundador do movimento anabatista, Batista defendia o batismo de adultos e a separação entre Igreja e Estado.

As Consequências da Reforma Protestante

  • Divisão do cristianismo: A Reforma levou à fragmentação da Igreja Católica e ao surgimento de diversas denominações protestantes.
  • Guerras religiosas: Os conflitos religiosos marcaram a Europa por séculos, com milhões de mortos.
  • Mudanças sociais e políticas: A Reforma contribuiu para o desenvolvimento do Estado nacional, o fortalecimento da burguesia e a valorização da educação.
  • Repercussões culturais: A Reforma influenciou a arte, a literatura e a música, gerando um novo tipo de espiritualidade e expressão artística.

A Reforma Protestante no Brasil

  • Imigração europeia: Os primeiros protestantes chegaram ao Brasil com os imigrantes alemães, suíços e escandinavos.
  • Crescimento das igrejas evangélicas: No século XX, as igrejas evangélicas se multiplicaram e se tornaram uma importante força religiosa no país.
  • Influência na sociedade: Os protestantes brasileiros contribuíram para o desenvolvimento de diversas áreas, como a educação, a saúde e a assistência social.

Gostaria de se aprofundar em algum desses tópicos? Podemos explorar:

  • As principais diferenças entre o catolicismo e o protestantismo
  • O papel da Reforma Protestante na história do Brasil
  • As diversas denominações protestantes existentes
  • O impacto da Reforma Protestante na arte e na cultura
  • A Reforma Protestante e a questão da mulher

Além disso, posso te ajudar com:

  • Sugestões de livros e filmes sobre o tema
  • Informações sobre igrejas protestantes na sua região
  • Respostas a perguntas específicas sobre a Reforma Protestante

O que eram as 95 Teses?

Eram proposições teológicas nas quais Lutero criticava veementemente a venda de indulgências pela Igreja Católica. As indulgências eram documentos emitidos pela Igreja que, segundo a doutrina católica da época, reduziam o tempo de purgatório para os pecadores. Lutero argumentava que a salvação era alcançada pela fé em Jesus Cristo e não pela aquisição de indulgências.

Os principais pontos das 95 Teses:

  • Crítica à venda de indulgências: Lutero considerava a venda de indulgências uma prática corrupta e que minava a fé dos cristãos.
  • A salvação pela fé: Lutero defendia que a salvação era um dom gratuito de Deus, obtido pela fé e não por obras ou sacramentos.
  • A autoridade da Bíblia: Lutero afirmava que a Bíblia era a única fonte de autoridade em matéria de fé e prática religiosa.
  • O papel do sacerdote: Lutero questionava o papel do sacerdote como intermediário entre Deus e os homens, defendendo o sacerdócio universal de todos os cristãos.

Por que as 95 Teses foram tão importantes?

  • Início da Reforma Protestante: As teses de Lutero desencadearam um movimento de reforma religiosa que abalou os fundamentos da Igreja Católica.
  • Divisão do cristianismo: A Reforma Protestante levou à divisão do cristianismo ocidental e ao surgimento de diversas denominações protestantes.
  • Mudanças sociais e políticas: As ideias de Lutero tiveram um impacto profundo na sociedade e na política europeia, contribuindo para o desenvolvimento do Estado nacional e o fortalecimento da burguesia.

Quais foram as consequências da Reforma Protestante?

  • Pluralidade religiosa: A Reforma Protestante contribuiu para o surgimento de uma maior diversidade religiosa na Europa.
  • Desenvolvimento da educação: Os protestantes valorizavam a educação e a alfabetização, o que impulsionou o desenvolvimento de escolas e universidades.
  • Guerras religiosas: A Reforma Protestante desencadeou uma série de guerras religiosas que marcaram a Europa por séculos.
  • Mudanças culturais: A Reforma Protestante influenciou a arte, a literatura e a música, gerando um novo tipo de espiritualidade e expressão artística.

As 95 Teses em perspectiva:

As 95 Teses de Lutero foram um marco histórico que transformou profundamente a Europa e o mundo ocidental. Embora as ideias de Lutero tenham gerado muitas controvérsias e conflitos, elas também contribuíram para o desenvolvimento da liberdade religiosa, da tolerância e da democracia.

Gostaria de saber mais sobre algum aspecto específico das 95 Teses ou da Reforma Protestante?

Possíveis tópicos para aprofundamento:

  • A vida e obra de Martinho Lutero
  • As principais diferenças entre o catolicismo e o protestantismo
  • O impacto da Reforma Protestante no Brasil
  • As diversas denominações protestantes existentes
  • A Reforma Protestante e a questão da mulher

Posso te ajudar a encontrar mais informações sobre este tema!

Palavras-chave para buscas:

  • Reforma Protestante
  • Martinho Lutero
  • 95 Teses
  • Indulgências
  • História da Igreja
  • Religião

Recursos adicionais:


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Escatológia no livro De Ezequiel

 

A escatologia de Ezequiel é uma parte importante da teologia profética do Antigo Testamento, onde o profeta Ezequiel apresenta visões e mensagens sobre o futuro de Israel e a restauração da glória de Deus. No contexto de Ezequiel, a escatologia envolve tanto o julgamento contra Israel e outras nações por seus pecados quanto a promessa de restauração e esperança para o povo de Deus. Seus capítulos mais escatológicos são encontrados principalmente entre os capítulos 33 a 48.


Aqui estão alguns temas centrais da escatologia de Ezequiel:


1. Julgamento e Exílio: Grande parte do livro de Ezequiel enfatiza o julgamento sobre Israel devido à idolatria e injustiças, e a consequência é o exílio. Deus é apresentado como justo e rigoroso em relação à aliança violada.



2. Promessa de Restauração: Após o julgamento, Ezequiel profetiza que Deus restaurará Israel. Essa restauração inclui a volta do povo à sua terra e uma renovação espiritual, onde Deus promete dar-lhes um "novo coração e um novo espírito" (Ezequiel 36:26), simbolizando a regeneração espiritual.



3. Ressurreição dos Mortos: A visão do vale dos ossos secos em Ezequiel 37 é uma metáfora para a restauração de Israel. Deus traz à vida ossos mortos, representando o renascimento e a nova esperança do povo de Israel.



4. Gogue e Magogue: Nos capítulos 38 e 39, Ezequiel fala sobre a batalha final contra Gogue e Magogue, figuras associadas aos inimigos de Israel. Essa passagem é interpretada como uma grande guerra escatológica contra as forças que se opõem a Deus e ao Seu povo.



5. Novo Templo e a Glória de Deus: A partir do capítulo 40, Ezequiel descreve uma visão de um novo templo e a volta da glória de Deus a Jerusalém. O templo simboliza a presença divina permanente entre o povo e é interpretado como uma visão do templo futuro e ideal, representando a comunhão completa entre Deus e Seu povo.



6. Nova Aliança e a Jerusalém Restaurada: O final do livro apresenta uma visão de Israel renovado e de uma Jerusalém chamada "O Senhor está ali" (Ezequiel 48:35). Essa cidade escatológica simboliza um novo começo e a fidelidade de Deus.




A escatologia de Ezequiel é assim tanto uma mensagem de advertência quanto de esperança, antecipando a restauração final do povo de Deus e a vitória do Senhor sobre o mal.

A visão do vale de ossos secos é uma das passagens mais poderosas e simbólicas do livro de Ezequiel (capítulo 37). Ela representa a esperança de restauração e renovação para Israel após o exílio e simboliza o poder de Deus em trazer vida onde só havia morte e desolação. Na visão, Ezequiel é levado pelo Espírito de Deus a um vale cheio de ossos secos, representando a condição de Israel, que estava espiritualmente morto e desanimado após a destruição de Jerusalém e o exílio.


Aqui estão alguns elementos e interpretações principais da visão:


1. O Vale de Ossos Secos como Símbolo de Israel: Os ossos secos simbolizam a desesperança de Israel. Eles estão "muito secos", indicando a condição extrema de morte espiritual e falta de vida. Israel, por sua desobediência, se encontrava em uma situação aparentemente irreversível.



2. O Papel do Profeta: Deus pede a Ezequiel que profetize aos ossos, e à medida que ele obedece, os ossos começam a se mover, a se juntar e a tomar forma humana. Isso simboliza que a palavra de Deus, quando proclamada, tem o poder de restaurar e dar nova vida.



3. A Vinda do Espírito de Vida: Depois que os ossos ganham carne e pele, eles ainda estão sem vida. Deus então ordena que Ezequiel profetize ao Espírito (ou "fôlego"), e o Espírito sopra sobre os corpos, fazendo-os reviver. Isso reflete o poder criador de Deus e sugere uma renovação espiritual: assim como Deus soprou o "fôlego de vida" em Adão no Gênesis, Ele traz vida ao povo por meio do Seu Espírito.



4. Mensagem de Esperança e Restauração: Deus explica a Ezequiel que essa visão é uma metáfora para Israel, prometendo restaurar o povo, trazê-lo de volta à sua terra e dar-lhe um novo coração e um novo espírito. Isso aponta para uma renovação futura, onde o povo seria transformado e teria uma relação renovada com Deus.



5. A Vida Eterna e a Ressurreição Espiritual: Em uma interpretação mais ampla, muitos veem o vale de ossos secos como uma pré-figuração da esperança da ressurreição e da vida eterna. O Espírito de Deus é aquele que vivifica e renova não apenas a nação de Israel, mas também traz vida espiritual para todos os que creem.




A visão do vale de ossos secos é, portanto, uma mensagem de que Deus é capaz de transformar até as situações mais desesperadoras e restaurar a vida espiritual, tanto de indivíduos quanto de comunidades.




sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Culto de ensino da Palavra Livro de Romanos Cap 13 / Pr Fernando Pessoa /Assembleia de Deus /IV - O SERVIÇO CRISTÃ O EM RELAÇÃO ÀS AUTORIDADES (13.1-7)

 

IV - O SERVIÇO CRISTÃ O EM RELAÇÃO ÀS AUTORIDADES

(13.1-7)

Vimos que , em Romanos 12, o'apóstolo Paulo abordou nosso relacionamento

com Deus (12.1,2), Rom 12:1  Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 

Rom 12:2  E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

com nós mesmos (12.3-8), com nossos irmãos (12.9-16) e com nossos inimigos (12.17-21). 

Agora, no capítulo 13, ele analisará mais três relacionamentos: o relacionamento com as autoridades (13.1-7), com a lei (13.8-10) e com o dia da volta do Senhor Jesus (13.11-14).


No capítulo 12 de Romanos, Paulo trata dos crentes espirituais no corpo espiritual, a igreja. Esses crentes viviam no mundo. Após dar regras de como viver na igreja, o apóstolo agora explica no capítulo 13 de Romanos como os cristãos podem praticar seu cristianismo no mundo secular, político e cotidiano.

O cristão é um cidadão de dois mundos, de duas ordens, e Paulo parece dizer como o Mestre: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21).


Esse texto tem servido para polêmica sobre a relação entre Igreja e Estado. Porém, não vejo nenhuma dificuldade para fazer distinção entre ambos. Cada qual tem a sua missão distinta, mas são interligados pelos objetivos,

O serviço cristão nesta esfera alcança toda a sociedade, e o crente deve ter um comportamento à altura dos verdadeiros ideais do cristianismo.


13.1. “ Toda alma esteja sujeita às potestades superiores”

. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída. A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: “ Porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus” . A palavra “ potestade” refere-se a “ autoridade, ou poder delegado” . Nesta parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de Deus.

Outros versões 

Quando Paulo menciona “autoridades superiores” em Romanos 13.1, está referindo-se ao Estado, com seus representantes oficiais.

 Paulo não defende aqui nenhuma forma específica de governo, mas afirma que esse governo é uma instituição divina. E Deus quem levanta e depõe reis. É ele quem coloca no trono aqueles que governam e os tira do trono. Ele é quem governa o mundo e faz isso mediante as autoridades constituídas. Deus é Deus de ordem, e não de desordem. Ele instituiu o governo, e não a anarquia.

Warren Wiersbe diz que apenas três organizações terrenas foram instituídas por Deus: a família, a igreja e o governo humano. Suas funções não se sobrepõem, e há confusão e problema quando isso acontece.


Quatro verdades básicas são abordadas pelo apóstolo no texto em tela.

Em primeiro lugar,

 a origem da autoridade (13.1), sobre a qual Paulo destaca três aspectos importantes:


a. A autoridade procede de Deus. “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (13.1). O apóstolo deixa claro que nenhum indivíduo está isento dessa sujeição; nenhuma pessoa desfruta privilégios especiais. 

Nas palavras de John Murray, “nem a incredulidade nem a fé oferecem imunidade”.

Agora, Paulo diz que Deus é a fonte de toda autoridade e os que a exercem o fazem por delegação divina. 

 A autoridade precisa reconhecer que sua autoridade é delegada. Aquele que exerce autoridade é servo. E subalterno.

É constituído por Deus para governar em conformidade com a justiça.

Deus é o protótipo e arquétipo da autoridade. E a autoridade de Deus que se exerce, quando a autoridade exerce sua autoridade a serviço do bem.


b. O compromisso de obedecer à autoridade. “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores...” (13.1).

A atitude que devemos ter em relação às autoridades é sujeição. O termo bypotalassesthai não implica de modo algum servilismo. Trata-se de uma sujeição que visa evitar a desordem e promover a paz, como convém no Senhor.

O apóstolo ainda afirma: “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (13.5). 

A obediência à autoridade não tem o caráter de resignada submissão inspirada por temor ou medo, seja de multa, seja de prisão.

Sua obediência não se dá só por medo das consequências. Você obedece por questão de consciência, pois aceita que a autoridade vem de Deus e, quando obedece à autoridade, obedece a Deus.

c. A atitude de não resistir à autoridade: “De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (13.2).

A expressão “... se opõe...” (13.2) significa “lançar em batalha contra”. Paulo fala sobre uma resistência formal, planejada, proposital e sistemática. A resistência que podemos ter não é ao princípio de autoridade, mas aos

desmandos da autoridade.


QUANDO A AUTORIDADE FOGE DO SEU CAMINHO.


Quando a autoridade foge do seu caminho, quando deixa de ser ministro de Deus para fazer o bem e punir o mal, quando oprime, quando se corrompe, quando torce as leis ou elabora leis injustas de opressão, quando cria meios e instrumentos para espoliar os fracos, quando suborna os tribunais, quando arrebata o direito do inocente, quando ama o luxo e esquece a fome e a miséria do povo a quem governa, quando promove a idolatria e induz o povo a

se desviar, quando colabora com a depravação moral e o desbarrancamento da virtude, então, esse governo precisa ser alertado. Precisa ser alertado como João Batista alertou o rei Herodes Antipas, como Amós alertou Jeroboão II, como os apóstolos alertaram o sinédrio judaico, como Lutero alertou a aristocracia feudal, como Calvino alertou os tecnocratas genebrinos, como João Wesley condenou o tráfico de escravos na Inglaterra, como Charles Finney alertou sobre a impiedade da escravidão na América, como

Dietrich Bonhoeffer ergueu sua voz contra o nazismo

alemão.

O povo de Deus não pode, a título de obediência, ser colaboracionista, entreguista e conivente com a opressão, a corrupção e a maldade. A igreja europeia foi colaboracionista com o nazismo de Adolf Hitler. No Brasil, muitos pastores foram entreguistas no regime da ditadura e da repressão militar.


 Quando o governo se desvia de sua rota e se rebela contra a autoridade de Deus, promulgando leis contrárias à lei de Deus, a desobediência civil se torna um dever cristão, e precisamos resistir como as parteiras hebréias se recusaram a matar os meninos recém-nascidos no Egito por ordem de Faraó (Êx E l7). 

Precisamos resistir como Mesaque, Sadraque e Abede-Nego resistiram às ordens de Nabucodonosor para adorar a sua imagem (Dn 3.15-18). 

Dan 3:18  Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. 


Precisamos resistir como Daniel resistiu à trama que lhe armaram para não orar a Deus (Dn 6.10).

Dan 6:10  Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. 


Precisamos resistir como os cristãos primitivos resistiram para não adorar o imperador romano, ainda que selando essa resistência com o próprio sangue, incendiados nos jardins de Roma e rasgados por feras no Coliseu Romano.


John Stott é enfático: “Se o Estado exige aquilo que Deus proíbe, ou então proíbe o que Deus ordena, então, como cristãos, nosso dever é claro: resistir, não sujeitar-nos, desobedecer o Estado a fim de obedecer a Deus (1 Rs 21.3;

Dn 3.18; 6.12; Mc 12.17; At 4.19; 5.29; Hb 11.23)”

1Rs 21:3  Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu dê a herança de meus pais. 


Heb 11:23  Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei. 


Todavia, é grave pecado resistir à autoridade. Quem resiste, resiste ao próprio Deus. E rebelião contra Deus. E ninguém pode resistir a Deus senão para a própria ruína e confusão. O que resiste à autoridade esforça-se para transtornar a ordem de Deus. E essa resistência gera a desordem, patrocina a anarquia e o desgoverno, e estabelece o caos. O texto bíblico diz: “[...] os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (13.2). O evangelho é tão inimigo da anarquia quanto da tirania.


Em segundo lugar, 

a natureza da autoridade. Paulo escreve: Rom 13:3  Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 

Rom 13:4  visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 


O apóstolo diz que a autoridade é “ministro de Deus” (13.4). João Calvino disse: “Não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações”.


Os magistrados precisam entender sua vocação, seu chamado, seu ministério. Eles não são autocratas, mas homens vocacionados por Deus. São ministros de Deus, diakonoi, representantes de Deus, estão sob a mão de Deus. São mordomos de Deus. Geoffrey Wilson explica que esta passagem não consigna aos governantes carta branca para exercitarem poderes ilimitados. Esses poderes são limitados pela natureza da autoridade que é entregue ao magistrado civil.

Sua autoridade está sob a autoridade de Deus. Seu poder não vem de si mesmo. Não são absolutistas. Não governam à parte de Deus, sem a direção de Deus, sem reconhecer a soberania de Deus, a justiça de Deus. Não governarão bem sem conhecerem a ética de Deus, os valores de Deus, os

propósitos de Deus, a Palavra de Deus.

Por isso, a autoridade não é constituída para dominar com rigor e despotismo, com violência e truculência, mas para o bem. A autoridade não recebe poder ilimitado para rechaçar a autoridade de Deus que está acima.


Em terceiro lugar, a finalidade da autoridade (13.3,4).

A autoridade constituída tem duas finalidades, ambas importantes, ambas fundamentais para o progresso e a paz da sociedade.


a. Promover o bem (13.3,4). O objetivo do governo civil não é promover o bem-estar dos governantes, mas dos governados. Eles são ordenados e investidos de autoridade a fim de agir como terror para os malfeitores e louvor para aqueles que fazem o bem.

 Se a autoridade é representante de Deus, se é vigário de Cristo, e se Deus é justo e bom, a autoridade precisa compatibilizar-se com o caráter de quem ela representa.


Ninguém pode representar outrem se nega esse alguém,

contraria sua vontade, torce suas palavras e conspira contra os

interesses desse alguém. Qual é o ministério que Deus confiou

ao Estado? E um ministério que tem a ver com o bem e

o mal. Paulo já disse que devemos detestar o mal e apegar-nos

ao bem (Rm 12.9), que não devemos retribuir a ninguém mal

por mal, mas fazer o bem perante todos os homens (12.17),

e que não devemos deixar-nos vencer pelo mal, mas vencer o

mal com o bem (12.21). Agora, ele descreve o papel que cabe

ao Estado com respeito ao bem e ao mal. O papel do Estado

é promover o bem e coibir o mal (13.4).1062

A autoridade é o ministro de Deus para o nosso bem. Que tipo de bem?


— O bem espiritual. Para Calvino, o governo deve promover a verdade. Quando um governo promove o ateísmo ou outras aberrações que levam o povo a se desviar da verdade, está cavando a própria sepultura e tornando-se instrumento de juízo em vez de bênção. A Bíblia diz: “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor ” (SI 33 .12 ).


O bem político. O objetivo do governo civil não é promover o bem-estar dos governantes, mas dos governados. Maldito é o ministro que apascenta a si mesmo, e não a seu rebanho. Maldito é o que legisla em causa própria. Maldito é o governante que se deleita nas camas de marfim e nos banquetes regalados enquanto o povo geme sob a tirania da fome.


— O bem social. O governo tem o compromisso de promover a dignidade humana, estabelecer a justiça social, defender a liberdade, coibir os preconceitos, defender os humildes, os fracos, os desassistidos, os despossuídos. O governo tem de ser padrão de honestidade. Não pode ser

corrupto, imoral e parcial.


— O bem econômico. O governo tem de valorizar o homem e o trabalho, remunerando-o com justiça para que todos possam viver dignamente.


— O bem moral. O governo deve estimular e promover um alto nível moral do seu povo. Um povo não é forte sem valores morais sólidos. O patrocínio da cultura imoral está destruindo nosso povo. Os grandes reinos e nações do passado caíram não por forças externas, mas por debilidade interna. Uma nação nunca é forte se os valores morais que a sustentam estão entrando em colapso. Os historiadores dizem que o império romano só caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. As grandes potências econômicas da atualidade estão cavando a própria sepultura ao se render ao relativismo moral.


b. Castigar o mal (13.3,4). O Estado recebe a incumbência de uma função explicitamente proibida ao cristão (12.17,19). Rom 12:17  Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; 

Rom 12:18  se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 

Rom 12:19  não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.

Deus proíbe ao cristão aplicar vingança pessoal e ordena ao Estado fazê-lo. 

A autoridade deve ser austera no combate ao mal, pois liberdade sem restrição resulta em anarquia. O governo não pode ser complacente com a injustiça, com o mal, com a anarquia, com as forças desintegradoras que tentam anarquizar a sociedade.

O governo não pode agir com frouxidão no castigo do mal. Ele precisa punir exemplarmente os promotores do mal. Tem de reagir com rigor e firmeza contra toda forma de violência, crime, suborno e corrupção (13.4; Gn 9.6; Pv

17.11,15; 20.8,26; 24.24; 25.4,5). 

Assim como Deus não tolera o mal, também as autoridades devem ter pulso forte para combatê-lo. Quando o Estado castiga um malfeitor, está agindo como servo de Deus, executando sobre ele a ira divina (13.4)

Assim como Deus não tolera a injustiça, a autoridade civil não pode ter dois pesos e duas medidas. Não pode favorecer os poderosos e negar a justiça aos fracos. Assim como Deus não faz acepção de pessoas, o governo civil não pode acobertar o erro daqueles que cometem crimes de colarinho branco.

Como servos de Deus, devemos orar pelas autoridades (lTm 2.1,2). 1Tm 2:1  Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 

1Tm 2:2  em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.


Devemos honrá-las, obedecer-lhes e pagar- lhes tributos. Mas devemos também confrontá-las se elas se desviarem da verdade, pois, enquanto a autoridade governa sob o governo de Deus e o representa, somos a consciência do Estado e devemos chamá-lo a voltar-se a seu papel sempre que ele perder o rumo da sua caminhada.


Em quarto lugar, nosso dever para com a autoridade.

“Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.

Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (13.6,7).


O cristão é cidadão de dois reinos: é cidadão do mundo e cidadão do céu. Deve obediência ao Estado e obediência a Deus. Sua obediência ao Estado é delimitada por sua obediência a Deus. O termo grego usado aqui para “ministro” não é diakonos, como aparece no versículo 4, mas leitourgos, que geralmente tem implicações religiosas. O termo foi usado para descrever os anjos (Hb 1.7), os sacerdotes (Hb 8.2) e o próprio Paulo (15.16).

Heb 1:7  Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; 

Heb 8:2  como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 


Rom 15:16  para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo. 


As obrigações do cristão para com o Estado são estabelecidas por Deus. E o próprio Deus quem nos ordena a pagar ao Estado tributo e imposto, tratando as autoridades com respeito e honra. Uma vez que o Estado precisa prover

certos serviços e estes têm o seu custo, é absolutamente legítimo que o Estado cobre impostos. Por isso, todo cristão deve acatar de bom grado as suas obrigações tributárias, pagando completamente suas dívidas, tanto no nível nacional como local. O cristão consciente submete-se à autoridade

do Estado, honra seus representantes, paga seus impostos e

ora pelo bem-estar do povo (lTm 2 .1-4)

1Tm 4:1  Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, 

1Tm 4:2  pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, 

1Tm 4:3  que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; 

1Tm 4:4  pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, 

Warren Wiersbe argumenta que, se não pagarmos nossos impostos, demonstraremos desrespeito para com a lei, para com as autoridades e para com o Senhor, e essa falta de consideração afeta inevitavelmente a consciência do cristão. 

Entretanto, o governo não pode exorbitar em sua função, sobrecarregando o povo com pesados e abusivos impostos, vivendo no fausto e no luxo às expensas da pobreza e miséria do povo.



Não poucas vezes, os profetas de Deus condenaram os reis por esse abuso e anunciaram sobre eles o justo juízo de Deus. Se, por um lado, temos responsabilidades para com o Estado, por outro lado, o Estado tem responsabilidade para conosco. Quando se instalam no poder homens gananciosos e corruptos, que mordem vorazmente o erário público, desviando os recursos dos impostos para as suas gordas contas bancárias em paraísos fiscais, ou desviam para o ralo da corrupção verbas que deveriam promover o bem do povo, essa atitude má do governo deve ser denunciada com toda veemência e ousadia. O Estado não está acima da

lei moral, mas deve ser seu mordomo. Citando Agostinho, E E Bruce, registra: “Sem justiça, que são os reinos senão grandes bandos de ladrões?


A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA

  A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA  PALAVRA CHAVE TRANSFORMAÇÃO  INTRODUÇÃO: Como vimos no capítulo anterior...