quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

ESTUDO SOBRE NATAL TEMA: O verdadeiro significado do Natal Professor: Pr Fernando Pessoa

 ESTUDO SOBRE NATAL 

TEMA: O verdadeiro significado do Natal


Professor: Pr Fernando Pessoa 


TEXTO: Luc 2:13  E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: 

Luc 2:14  Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! 

A Origem do Natal e o Nascimento do Messias Prometido.

O mundo gira em torno de festividades que procuram trazer alegria e entretenimento às pessoas. Os homens sempre inventam coisas para se divertirem e assim distraírem suas mentes, livrando-as da realidade, ou

seja, iludindo-as. Desta forma no mundo antigo não faltava imaginação para a mente fértil do ser humano que se envolvia com as divindades e suas características e devaneios.


Assim todos tinham deuses de todas as qualidades e objetivos e gostos que os proporcionavam prazer e diversões em todas as áreas de suas vidas, sendo assim, realizavam oferendas em agradecimento aos mesmos que os induziram às suas bestialidades e coisas semelhantes.


Cada vez mais distante do verdadeiro D’us as pessoas buscam ainda hoje as mesmas coisas, permeiam os mesmos caminhos. Hoje permanecem os conceitos de séculos atrás, conceitos pagãos, conceitos idólatras e até mesmo aqueles que têm uma aparência de piedade, levam as pessoas para mais distantes ainda da Luz, para mais distantes da verdade, distantes do verdadeiro D’us.


Assim todos tinham deuses de todas as qualidades e objetivos e gostos que os proporcionavam prazer e diversões em todas as áreas de suas vidas, sendo assim, realizavam oferendas em agradecimento aos mesmos que os induziram às suas bestialidades e coisas semelhantes.


Sabemos que o Natal tem sua origem e é assim divulgada pelo Cristianismo, como o Nascimento de Jesus Cristo, visto assim como “Menino Jesus” ou o “menino deus” neste contexto, sendo o principal símbolo desta festa para a Cristandade.


Isso é o que é dito pela Igreja de Roma, o ícone do Cristianismo antigo e moderno. Porém, aqui neste shiur (estudo) veremos a verdadeira origem desta festa, dessa comemoração, de tudo o que a envolve os detalhes desta comemoração.


Recordemos que o mundo romano era pagão. 

Antes do século IV (século 4) os seguidores de Yeshua (Jesus) eram poucos, embora estivessem aumentando em número, eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a vinda do imperador Constantino no século IV, que se declarou cristão, elevando o Cristianismo a um nível de igualdade com o Paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.

Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de Dezembro. Era uma festa de alegria muito especial: agradava ao povo. Não queriam suprimi-la.

O reconhecimento do dia de domingo por parte de Constantino, dia em que os pagãos adoravam o sol, e como a influência do Maniqueísmo, que identifica o Filho de Deus com o sol, deram motivos aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar a festa do dia 25 de Dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando o título de dia do nascimento do Filho de Deus. (The New Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge).


Assim foi como o Natal foi introduzido em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo em espírito a festa pagã de culto ao sol.

Apenas mudou o nome. Podemos chamar de “leão” a uma lebre, mas nem por isto deixa de ser lebre. A Enciclopédia Britânica diz:


“A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de Janeiro para 25 de Dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol ou “Sol invíctus”. Os sírios e os armênios, apegando-se a data de 6 de Janeiro, acusavam os romanos de idolatria e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de Dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto”.

Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de Dezembro), que seguiu a Saturnália (17 a 24 de Dezembro) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã.


Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma

desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma da sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã”. (The New Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religiosos de Shaff-Herzog).


• A Verdadeira Origem do Natal

Temos visto, pois, que o Natal foi estabelecido por meio da Igreja Católica Romana e que ela o recebeu do paganismo. Porém, qual foi a sua verdadeira origem?

O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupta chamada

Babilônia e, como tal, é censurado nas profecias e ensinamentos bíblicos. Tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode! Sim, data da época imediatamente posterior ao dilúvio!

Ninrode, neto de Can, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema

babilônico, sistema organizado de impérios e governos humanos, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia original, Nínive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode se deriva da palavra מ” marad”, que significa “rebelar”.


De escritos antigos aprendemos que foi este homem que começou a grande apostasia mundial organizada que tem dominado o mundo desde tempos antigos até agora. Ninrode era tão perverso que, segundo escritos, casou-se com sua própria mãe cujo nome era Semíramis. Morto prematuramente, sua chamada mãe-esposa, Semíramis, propagou a perversa doutrina de reencarnação de Ninrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de Dezembro. Aqui está a verdadeira origem do Natal.


Semiramis se converteu em “rainha do céu” e Nimrode, sob diversos nomes, se tornou o “divino filho do céu”. Depois de várias gerações desta adoração idólatra Nimrode também se tornou em falso messias, filho de Baal, o deus sol.

Neste falso sistema babilônico, a “mãe e filho” (Semíramis e Ninrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da “mãe e do filho” se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por surpreendente que pareça, encontramos o equivalente na Madona muito antes do nascimento Jesus.


Nos séculos IV e V os pagãos do mundo romano se “converteram” em massa ao “Cristianismo” levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos dissimulando-os sob nomes cristãos. Foi quando se popularizou também a ideia da “mãe e filho”, especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.

Quem foi criado neste mundo babilônico, que tem escutado e aceitado estas coisas durante toda a vida, tem aprendido a venerá-las como algo sagrado, não duvida e jamais se detém para investigar se este costume tem sua origem na Bíblia ou na idolatria pagã.


Assombram-nos ao conhecer a verdade e, infelizmente, há aqueles que se ofendem ao ouvir a verdade. Porém, D’us ordena a seus ministros fiéis: “clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz e anuncia ao povo a sua transgressão” (Isaías 58:1).


A verdadeira origem do Natal está na Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde a muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da “rainha do céu”) nasceu em 25 de Dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebraram esta data antes do nascimento de Yeshua, o Mashiach. Yeshua (Jesus), o Messias, não nasceu dia 25 de Dezembro. 

Os apóstolos da Comunidade do primeiro século jamais celebraram o natalício do Senhor Yeshua (Jesus) nesta data e em nenhuma outra. Não existe no Novo Testamento ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de observar a data da Sua morte (I Coríntios 11:24-26; João 13:14-17; Eclesiastes 7:1).

1Co 11:24  e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 


1Co 11:25  Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. 

1Co 11:26  Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. 


Ecl 7:1  Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento, e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém. 


Assim foi, como os “mistérios dos caldeus”, inventado pela esposa de

Ninrode deixado como legado, com novos nomes cristão, pelas religiões pagãs.


• Outros Costumes Pagãos

Além dos tradicionais costumes natalinos de cada povo, tem se adotado

outros que são de origem pagã. A corda verde adornada com fitas e bolas coloridas que enfeitam as portas de tantos lares é de origem pagã. Usadas para representar e indicar uma saturnália, um local de culto a Saturno. Também as velas, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar o deus sol, quando este se extinguiu para dar lugar à noite.


• O Papai Noel: Origem e Tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem

milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha

e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem parao bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi

apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.


Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel

com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do

refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo. Papai Noel no trenó e suas renas.


Atualmente, a figura do Papai Noel está presente na vida das crianças de

todo mundo, principalmente durante as festas natalinas. É o bom velhinho de barbas brancas e roupa vermelha que, na véspera do Natal, traz presentes para as crianças que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano. Ele habita o Pólo Norte e, com seu trenó, puxado por renas, traz alegria para as famílias durante as festas natalinas. Como dizem: Natal sem Papai Noel não é mesma coisa.


• Origem do Presépio de Natal

De acordo com fontes históricas, o primeiro presépio foi montado por

Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico montou o presépio em argila na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). Sua ideia era montar o presépio para explicar às pessoas mais simples o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo.

No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das

famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo.


• Tradição da Montagem do Presépio

É tradição em várias regiões do mundo a montagem do presépio na época de Natal. Os presépios podem variar em tamanho e materiais usados. Existem presépios minúsculos e outros em tamanho real. As

peças podem ser feitas de madeira, argila, metal ou outros materiais. O mais comum, atualmente, é a montagem dentro das casas das famílias cristãs. Porém, encontramos também presépios em lojas, empresas, praças, escolas e outros locais públicos.

Os pais castigam seus filhos por dizerem mentiras, porém ao chegar o Natal eles mesmos se encarregam de contar-lhes a falácia do “Papai Noel”, os “3 Reis Magos”! Por isso não seria de estranhar que ao chegarem à idade adulta também creiam que D’us é um mito.


Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao conhecer a verdade acerca de Papai Noel, comentou a um amiguinho: “Sim, também

vou me informar acerca do tal Jesus Cristo”.

Estudando estes fatos, vemos com assombro que o costume de celebrar o Natal, na realidade, não é costume bíblico, mas sim, pagão. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo tem caído!


• O que a Bíblia diz sobre árvores de Natal?

Na Bíblia, vemos que os povos, desde a antiguidade, possuíam o mau-hábito de utilizar a madeira, bem como as árvores, com fins de idolatria.

Isa 44:14  Tomou para si cedros, ou toma um cipreste, ou um carvalho e esforça-se contra as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. 

Isa 44:15  Então, servirão ao homem para queimar; com isso, se aquenta e coze o pão; também faz um deus e se prostra diante dele; fabrica uma imagem de escultura e ajoelha diante dela. 

Isa 44:16  Metade queima, com a outra metade come carne; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ora, já me aquentei, já vi o fogo. 

Isa 44:17  Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e lhe dirige a sua oração, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. 


(Isaías 44:14-17)


Deu 16:21  Não plantarás nenhum bosque de árvores junto ao altar do SENHOR, teu Deus, que fizeres para ti. 


Jer 10:3  Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado. 


Muitas dessas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto.


• O Que é, verdadeiramente, a Festa de Natal?

O Natal, na verdade, é um sincretismo religioso feito nos séculos III e IV

d.C., para que pudessem ser passados à posteridade todos os rituais pagãos. Éuma festa pagã, onde o nome do Senhor Yeshua foi usado apenas como pretexto, fazendo-O de espetáculo para o mundo. Se pensarmos que toda aquela simbologia era válida apenas para a época em que os pagãos cultuavam seus deuses, estamos enganados. 

Se assim fosse, não haveria razão de mantê-las nesta festa. Há uma dupla finalidade na existência do Natal: Além das mensagens inerentes, há um atrativo que chama todo mundo à participar do seu ritual . Assim como a Saturnália foi para os romanos, o Natal é para o mundo - tornando cada participante um cúmplice de sua magia. Foi uma forma que Satanás achou para oferecer a sua ilusória proposta de paz e harmonia, transformando assim o mundo na "Saturnia Tellus".



Por outro lado, suas simbologias, rituais, mensagens ocultas, destinadas aos praticantes dos rituais de ocultismo, bruxaria e feitiçaria são rituais pagãos que sobreviveram até os dias de hoje. As evidências desta verdade, além do que foi mostrado até agora nesse trabalho, são as crescentes publicações de magia, bruxaria, ocultismo, adivinhação, facilmente encontrados em qualquer banca de jornal ou livraria, onde estão também incluídas as simbologias de Natal. Uma das grandes provas da ligação do Natal com rituais de magia é o chamado "espírito do Natal", onde o ambiente é modificado pelos enfeites - símbolos de significados ocultos. Juntamente com as músicas, é criado um clima de mistério, e esta sensação atinge qualquer pessoa de qualquer crença, católicos, espíritas,  possivelmente budistas, muçulmanos, e até os ateus, criando uma espécie de confraternização. O estranho é que atinge incrédulos e crentes, o que evidencia que esta magia existe e tem grande poder de penetração no mundo. Como o povo de D’us poderia participar desta festa, sabendo de sua ligação com o ocultismo, magia e feitiçaria? Está evidente a finalidade do Natal como portador de mensagens - não bíblicas - mas mensagens destinadas aos que perecem. Nós é que procuramos cristianizar o Natal. Se o mundo age desta forma, não é de admirar, pois faz o que lhe é próprio. Mas os filhos de Hashem que têm a função e a responsabilidade de ser luz do mundo e sal da terra, quando comemoram o natal - sabendo o que ele significa - se fazem pior do que o mundo, pois desvirtuam totalmente a sua função.


(Jesus) Disse:

"Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus".

(Mateus 5:13-16)


Devemos nos distinguir deste século mau, pois para isto estamos aqui!

Não somos iguais ao mundo - apesar de estarmos sujeitos às mesmas paixões e pecados - depois de sermos atingidos pela Chéssed de Hashem, por meio de Yeshua nosso Messias, temos armas espirituais para não andarmos mais como escravos do pecado do mundo e do diabo. E estamos aguardando a redenção total, na Sua volta. Como servos de D’us, é necessário que o nosso testemunho seja completo. Quando procuramos fazer a vontade de D’us, cumprindo o

mandamento de sermos o sal da terra, a luz do mundo, é inevitável termos atitudes diferentes dos incrédulos. Quando fazemos isto, muitos nos acusam de fanáticos, radicais, extremistas, ou de não termos amor para com os outros. Não sabendo eles que foi exatamente este o exemplo dado pelo próprio Messias e pelos Seus discípulos, como Estêvão e Paulo (Marcos 11:15-18; João 2:13-16; Atos 7:2-51; 17:32-33). 


Mar 11:15  E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 

Mar 11:16  E não consentia que ninguém levasse algum vaso pelo templo. 

Mar 11:17  E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada por todas as nações casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões. 

Mar 11:18  E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isso, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina. 


Joã 2:13  E estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 

Joã 2:14  E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. 

Joã 2:15  E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas, 

Joã 2:16  e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas. 



"...visto que a amizade do mundo é inimizade contra D’us "

(Tiago 4:4)


Yeshua, antes de ser entregue para ser crucificado, orou:


"Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno"

(João 17:15)


Seremos os juízes que julgarão o mundo e até os anjos (I Coríntios 6:2,3); não podemos, portanto, nos conformar com este mundo (Romanos 12:2; II Coríntios 7:1),


1Co 6:2  Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? 

1Co 6:3  Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?


2Co 7:1  Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. 



Rom 12:2  E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 


A mensagem está bem clara: Não devemos nos associar às obras infrutuosas das trevas. Não se esconda atrás de desculpas com estas:


"O nosso Natal é diferente"- Isto não é verdade, pois, além de comemorar na mesma data, também adota os mesmos costumes dos incrédulos. "Estamos comemorando o nascimento de Yeshua (Jesus)"- Outra mentira, pois o Senhor Yeshua não nasceu nesse dia, e, o fato de não ser mencionado no Novo Testamento, a data do Seu nascimento, é justamente para evitar a Sua comemoração. Na verdade, quando se comemora o Natal, se está comemorando a Mitra, Baal, e outros deuses.

“Santificamos o Natal" - Santificaria o servo e filho de D’us uma mentira,

uma farsa?

"O que vale é a intenção"- Com a intenção ninguém foi ou será salvo. Com a intenção podemos cometer os mais abomináveis crimes.


domingo, 14 de dezembro de 2025

CULTO DE SANTA CEIA JD. CALIFORNIA Pastor: Fernando Pessoa TEMA: Sozinho, Traído e Ainda Obediente

CULTO DE SANTA CEIA JD. CALIFORNIA 

Pastor: Fernando Pessoa 

TEMA: Sozinho, Traído e Ainda Obediente


TEXTO: LUCAS 22: 39-46

INTRODUÇÃO:


A agonia do Senhor Jesus no Jardim do Getsêmani contém elementos que os mais sábios expositores não puderam expor plenamente. Ninguém jamais passou pelo que Jesus experimentou no Getsêmani. 

Seu sacrifício vicário, em completa obediência à vontade do Pai, era o único tipo de morte que poderia salvar os pecadores. O inferno, como ele é, veio até Jesus no Getsêmani e no Gólgota, e o Senhor desceu até ele, experimentando todos os seus horrores. Moisés Ribeiro diz que aquela era a batalha decisiva de Jesus.

A guisa de introdução, destacamos três fatos.

O local onde Jesus agonizou é indicado (22.39,40). 

Luc 22:39  E, saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. 

Luc 22:40  E, quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação.

 Lucas não menciona o jardim do Getsêmani, mas apenas o monte das Oliveiras, onde ele está localizado. Esse jardim fica do lado ocidental do ribeiro de Cedrom, defronte do monte Moriá, onde ficava o glorioso templo. Getsêmani significa “prensa de azeite, lagar de azeite”. 


Foi neste lagar, onde as azeitonas eram esmagadas, que Jesus experimentou a mais intensa agonia. Enquanto o primeiro Adão perdeu o paraíso num jardim, o segundo Adão o reconquista noutro.


1. O CONTEXTO DA IDA AO GETSÊMANI

Jesus não vai ao Getsêmani por acaso. Lucas destaca que era “como de costume”. Isso revela:

  • Um hábito de oração na vida de Jesus.

  • O Getsêmani não é apenas um lugar de dor, mas um lugar de intimidade com o Pai.

  • Antes da maior batalha da história, Jesus não procura refúgio humano, mas retira-se para orar.

O Monte das Oliveiras, onde ficava o Getsêmani, era um lugar conhecido por silêncio e recolhimento — ambiente propício à comunhão profunda com Deus.

O contexto da agonia é descrito. 

O evangelista João nos informa que Jesus saiu do cenáculo para o jardim (Jo 18.1). Joã 18:1  Tendo Jesus dito isso, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou com os seus discípulos. 

Não foi uma saída de fuga, mas de enfrentamento. Ele não saiu para esconder-se, mas para preparar-se. Ele não saiu para distanciar-se da cruz, mas para caminhar em sua direção.


O propósito da agonia é evidenciado. 

Jesus sabia que a hora agendada na eternidade havia chegado (Mc 14.35). 

Mar 14:35  E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 

Não havia improvisação nem surpresa. Para esse fim, ele havia vindo ao mundo. Sua morte estava determinada desde a fundação do mundo (Ap 13.8).

Apo 13:8  E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. 


No decreto eterno, no conselho da redenção, o Pai o entregou para morrer no lugar dos pecadores (Jo 3.16; Rm 5.8; 8.32), 

Joã 3:16  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 


Rom 5:8  Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 


Rom 8:32  Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? 

e ele mesmo, voluntariamente, dispôs-se a morrer (G1 2.20). 

Gál 2:20  Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. 


Vamos destacar as mensagens centrais desse drama doloroso de Jesus no Getsêmani.


I- A oração é necessária (22.39,40) 

Jesus buscou esse lugar de oração não apenas na hora da agonia. Lucas nos informa que este lugar secreto de oração era caro para Jesus.

 Ir a esse lugar de oração era o seu costume (22.39). Porque Judas conhecia o hábito de Jesus de ir ao Getsêmani à noite, dispôs-se a liderar a turba para prendê-lo nesse jardim.


Lucas destaca mais o cuidado pastoral de Jesus, alertando a todos eles acerca da necessidade de orar para não entrar em tentação (22.40). 


Luc 22:40  E, quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. 


 “Aqui, trata-se de uma tentação real, e não apenas de uma provação. Jesus conhecia o poder da tentação e a necessidade da oração.

A oração é um antídoto contra o medo e uma armadura contra as investidas do mal. Diante do cerco das trevas, não resistiremos à tentação sem oração.


Quando Jesus retorna de suas orações e encontra os discípulos dormindo, ele no vamente os exorta: Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação (22.46). 


II- A solidão é perturbadora (22.41)

Luc 22:41  E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, 


Lucas dá mais ênfase do que Mateus e Marcos à agonia da luta solitária de Jesus. Tendo dito aos discípulos que orassem para evitar a tentação, Jesus orou a fim de vencer a sua própria.

Na hora mais intensa da peleja, Jesus se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava. Nessa hora, ele estava só. Muitas coisas Jesus disse às multidões. Quando, porém, falou de um traidor, foi apenas aos doze. E unicamente para três desses doze é que ele disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo (Mt 26.38). 

A ANGÚSTIA DA ALMA DE JESUS

Mais adiante, Lucas relata:

Lucas 22:44 – “E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como gotas de sangue, que caíam sobre a terra.”

Aqui vemos algo único:

  • Jesus não sofre apenas fisicamente; Ele sofre na alma.

  • Ele antecipa a cruz, o abandono, a traição, o pecado do mundo sobre si.

  • A expressão “suor como gotas de sangue” indica agonia extrema (possível hematidrose).

O QUE É HEMATIDROSE?

Hematidrose (ou hematohidrose) é uma condição raríssima, reconhecida pela medicina, na qual uma pessoa, sob estresse físico ou emocional extremo, sua sangue misturado ao suor.

Ela ocorre quando:

  • Os capilares sanguíneos ao redor das glândulas sudoríparas se rompem

  • O sangue se mistura ao suor

  • O líquido é expelido pela pele como se fosse suor com sangue

Não é metáfora poética. É uma condição documentada, associada a:

  • Medo extremo

  • Angústia profunda

  • Trauma iminente

  • Dor emocional intensa


Isso revela que:

  • Jesus conhece profundamente a dor humana.

  • Ele não enfrenta a cruz de forma fria ou mecânica, mas com emoção, temor e sofrimento real.

LUCAS 22:44 E A PRECISÃO DO TEXTO

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como gotas de sangue, que caíam sobre a terra.”

Alguns pontos importantes:

  1. Lucas era médico (Cl 4:14), e seu vocabulário é técnico.

  2. Ele escreve “em agonia” (agonia no grego = luta intensa, combate interior).

  3. A expressão “como gotas de sangue” não enfraquece o relato — descreve aparência e intensidade, não necessariamente uma simples comparação poética.

Ou seja:

  • Lucas descreve algo anormal, extremo, visível.

  • O suor não era comum — caía em gotas pesadas, como sangue.

Mas ali, na solidão do jardim, Jesus ganhou a batalha.


Quando o apóstolo Paulo estava na prisão romana, na ante sala do martírio, disse: Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram (2Tm 4.16). Mas foi nessa arena da solidão que ele contemplou a coroa e ganhou sua mais esplêndida vitória.

Quando o apóstolo João foi exilado na Ilha de Patmos, o imperador Domiciano o jogou no ostracismo da solidão, mas Deus lhe abriu a porta do céu. E, no vale escuro de sua solidão, ele contemplou as glórias do céu.

O QUE PROVOCOU ESSA AGONIA EM JESUS?

Não foi apenas o medo da morte física. Muitos mártires enfrentaram a morte sem essa intensidade. A angústia de Jesus envolvia:

  • O cálice do juízo (Is 53:5–6)

Isa 53:5  Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. 

Isa 53:6  Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. 

  • O pecado de toda a humanidade sendo colocado sobre Ele

  • A iminente separação relacional do Pai (“Deus meu, Deus meu…”)

  • A experiência inédita de ser feito pecado por nós (2Co 5:21)
    2Co 5:21  Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 

Isso produziu uma pressão emocional e espiritual sem precedentes na história.

III- A rendição é voluntária (22.42) OBEDIÊNCIA 

Jesus entra nessa batalha orando, chorando e suando sangue não para fugir da vontade do Pai, mas para realizá- la. 

Mesmo sabendo que o cálice era amargo, Jesus submete sua vontade à vontade do Pai, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. O apóstolo Paulo diz que ele se humilhou e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2.8).

O cálice que estava à sua frente transbordava. Ninguém poderia bebê-lo. Nenhum anjo nem mesmo o homem mais piedoso. O que significa esse cálice? As cusparadas, os açoites, as bofetadas, a coroa de espinhos, a zombaria, os sofrimentos indescritíveis da cruz? Não, mil vezes não! Esse cálice era a santa ira de Deus contra o nosso pecado que deveria cair sobre a nossa cabeça. Nas palavras do profeta Isaías, ele fo i traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fom os sarados (Is 53.5).

Mesmo sabendo de todas as implicações daquela hora, Jesus se submete à vontade do Pai e se rende ao seu soberano e eterno propósito. Para Jesus, oração não é determinar a Deus o que queremos, mas nos submeter à sua soberana vontade.


O GETSÊMANI COMO LUGAR DE VITÓRIA

Embora pareça derrota, o Getsêmani é:

  • O lugar onde Jesus vence a si mesmo.

  • Onde o segundo Adão triunfa onde o primeiro falhou (Gn 3).

  • Onde a cruz começa antes do Calvário, na rendição total.

No Getsêmani:

  • A vontade de Deus não é negociada.

  • O plano eterno é abraçado com lágrimas, mas sem recuo.

APLICAÇÃO ESPIRITUAL

O Getsêmani nos ensina que:

  • Todo chamado verdadeiro passa por um lugar de rendição.

  • Antes da exaltação, há submissão.

  • A oração não elimina o sofrimento, mas nos fortalece para atravessá-lo.

Jesus entra no Getsêmani em angústia, mas sai dele resoluto, pronto para enfrentar a cruz.


 

A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA

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