sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Culto de ensino da Palavra Livro de Romanos Cap 13 / Pr Fernando Pessoa /Assembleia de Deus /IV - O SERVIÇO CRISTÃ O EM RELAÇÃO ÀS AUTORIDADES (13.1-7)

 

IV - O SERVIÇO CRISTÃ O EM RELAÇÃO ÀS AUTORIDADES

(13.1-7)

Vimos que , em Romanos 12, o'apóstolo Paulo abordou nosso relacionamento

com Deus (12.1,2), Rom 12:1  Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 

Rom 12:2  E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

com nós mesmos (12.3-8), com nossos irmãos (12.9-16) e com nossos inimigos (12.17-21). 

Agora, no capítulo 13, ele analisará mais três relacionamentos: o relacionamento com as autoridades (13.1-7), com a lei (13.8-10) e com o dia da volta do Senhor Jesus (13.11-14).


No capítulo 12 de Romanos, Paulo trata dos crentes espirituais no corpo espiritual, a igreja. Esses crentes viviam no mundo. Após dar regras de como viver na igreja, o apóstolo agora explica no capítulo 13 de Romanos como os cristãos podem praticar seu cristianismo no mundo secular, político e cotidiano.

O cristão é um cidadão de dois mundos, de duas ordens, e Paulo parece dizer como o Mestre: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21).


Esse texto tem servido para polêmica sobre a relação entre Igreja e Estado. Porém, não vejo nenhuma dificuldade para fazer distinção entre ambos. Cada qual tem a sua missão distinta, mas são interligados pelos objetivos,

O serviço cristão nesta esfera alcança toda a sociedade, e o crente deve ter um comportamento à altura dos verdadeiros ideais do cristianismo.


13.1. “ Toda alma esteja sujeita às potestades superiores”

. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída. A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: “ Porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus” . A palavra “ potestade” refere-se a “ autoridade, ou poder delegado” . Nesta parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de Deus.

Outros versões 

Quando Paulo menciona “autoridades superiores” em Romanos 13.1, está referindo-se ao Estado, com seus representantes oficiais.

 Paulo não defende aqui nenhuma forma específica de governo, mas afirma que esse governo é uma instituição divina. E Deus quem levanta e depõe reis. É ele quem coloca no trono aqueles que governam e os tira do trono. Ele é quem governa o mundo e faz isso mediante as autoridades constituídas. Deus é Deus de ordem, e não de desordem. Ele instituiu o governo, e não a anarquia.

Warren Wiersbe diz que apenas três organizações terrenas foram instituídas por Deus: a família, a igreja e o governo humano. Suas funções não se sobrepõem, e há confusão e problema quando isso acontece.


Quatro verdades básicas são abordadas pelo apóstolo no texto em tela.

Em primeiro lugar,

 a origem da autoridade (13.1), sobre a qual Paulo destaca três aspectos importantes:


a. A autoridade procede de Deus. “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (13.1). O apóstolo deixa claro que nenhum indivíduo está isento dessa sujeição; nenhuma pessoa desfruta privilégios especiais. 

Nas palavras de John Murray, “nem a incredulidade nem a fé oferecem imunidade”.

Agora, Paulo diz que Deus é a fonte de toda autoridade e os que a exercem o fazem por delegação divina. 

 A autoridade precisa reconhecer que sua autoridade é delegada. Aquele que exerce autoridade é servo. E subalterno.

É constituído por Deus para governar em conformidade com a justiça.

Deus é o protótipo e arquétipo da autoridade. E a autoridade de Deus que se exerce, quando a autoridade exerce sua autoridade a serviço do bem.


b. O compromisso de obedecer à autoridade. “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores...” (13.1).

A atitude que devemos ter em relação às autoridades é sujeição. O termo bypotalassesthai não implica de modo algum servilismo. Trata-se de uma sujeição que visa evitar a desordem e promover a paz, como convém no Senhor.

O apóstolo ainda afirma: “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (13.5). 

A obediência à autoridade não tem o caráter de resignada submissão inspirada por temor ou medo, seja de multa, seja de prisão.

Sua obediência não se dá só por medo das consequências. Você obedece por questão de consciência, pois aceita que a autoridade vem de Deus e, quando obedece à autoridade, obedece a Deus.

c. A atitude de não resistir à autoridade: “De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (13.2).

A expressão “... se opõe...” (13.2) significa “lançar em batalha contra”. Paulo fala sobre uma resistência formal, planejada, proposital e sistemática. A resistência que podemos ter não é ao princípio de autoridade, mas aos

desmandos da autoridade.


QUANDO A AUTORIDADE FOGE DO SEU CAMINHO.


Quando a autoridade foge do seu caminho, quando deixa de ser ministro de Deus para fazer o bem e punir o mal, quando oprime, quando se corrompe, quando torce as leis ou elabora leis injustas de opressão, quando cria meios e instrumentos para espoliar os fracos, quando suborna os tribunais, quando arrebata o direito do inocente, quando ama o luxo e esquece a fome e a miséria do povo a quem governa, quando promove a idolatria e induz o povo a

se desviar, quando colabora com a depravação moral e o desbarrancamento da virtude, então, esse governo precisa ser alertado. Precisa ser alertado como João Batista alertou o rei Herodes Antipas, como Amós alertou Jeroboão II, como os apóstolos alertaram o sinédrio judaico, como Lutero alertou a aristocracia feudal, como Calvino alertou os tecnocratas genebrinos, como João Wesley condenou o tráfico de escravos na Inglaterra, como Charles Finney alertou sobre a impiedade da escravidão na América, como

Dietrich Bonhoeffer ergueu sua voz contra o nazismo

alemão.

O povo de Deus não pode, a título de obediência, ser colaboracionista, entreguista e conivente com a opressão, a corrupção e a maldade. A igreja europeia foi colaboracionista com o nazismo de Adolf Hitler. No Brasil, muitos pastores foram entreguistas no regime da ditadura e da repressão militar.


 Quando o governo se desvia de sua rota e se rebela contra a autoridade de Deus, promulgando leis contrárias à lei de Deus, a desobediência civil se torna um dever cristão, e precisamos resistir como as parteiras hebréias se recusaram a matar os meninos recém-nascidos no Egito por ordem de Faraó (Êx E l7). 

Precisamos resistir como Mesaque, Sadraque e Abede-Nego resistiram às ordens de Nabucodonosor para adorar a sua imagem (Dn 3.15-18). 

Dan 3:18  Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. 


Precisamos resistir como Daniel resistiu à trama que lhe armaram para não orar a Deus (Dn 6.10).

Dan 6:10  Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. 


Precisamos resistir como os cristãos primitivos resistiram para não adorar o imperador romano, ainda que selando essa resistência com o próprio sangue, incendiados nos jardins de Roma e rasgados por feras no Coliseu Romano.


John Stott é enfático: “Se o Estado exige aquilo que Deus proíbe, ou então proíbe o que Deus ordena, então, como cristãos, nosso dever é claro: resistir, não sujeitar-nos, desobedecer o Estado a fim de obedecer a Deus (1 Rs 21.3;

Dn 3.18; 6.12; Mc 12.17; At 4.19; 5.29; Hb 11.23)”

1Rs 21:3  Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu dê a herança de meus pais. 


Heb 11:23  Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei. 


Todavia, é grave pecado resistir à autoridade. Quem resiste, resiste ao próprio Deus. E rebelião contra Deus. E ninguém pode resistir a Deus senão para a própria ruína e confusão. O que resiste à autoridade esforça-se para transtornar a ordem de Deus. E essa resistência gera a desordem, patrocina a anarquia e o desgoverno, e estabelece o caos. O texto bíblico diz: “[...] os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (13.2). O evangelho é tão inimigo da anarquia quanto da tirania.


Em segundo lugar, 

a natureza da autoridade. Paulo escreve: Rom 13:3  Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 

Rom 13:4  visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 


O apóstolo diz que a autoridade é “ministro de Deus” (13.4). João Calvino disse: “Não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações”.


Os magistrados precisam entender sua vocação, seu chamado, seu ministério. Eles não são autocratas, mas homens vocacionados por Deus. São ministros de Deus, diakonoi, representantes de Deus, estão sob a mão de Deus. São mordomos de Deus. Geoffrey Wilson explica que esta passagem não consigna aos governantes carta branca para exercitarem poderes ilimitados. Esses poderes são limitados pela natureza da autoridade que é entregue ao magistrado civil.

Sua autoridade está sob a autoridade de Deus. Seu poder não vem de si mesmo. Não são absolutistas. Não governam à parte de Deus, sem a direção de Deus, sem reconhecer a soberania de Deus, a justiça de Deus. Não governarão bem sem conhecerem a ética de Deus, os valores de Deus, os

propósitos de Deus, a Palavra de Deus.

Por isso, a autoridade não é constituída para dominar com rigor e despotismo, com violência e truculência, mas para o bem. A autoridade não recebe poder ilimitado para rechaçar a autoridade de Deus que está acima.


Em terceiro lugar, a finalidade da autoridade (13.3,4).

A autoridade constituída tem duas finalidades, ambas importantes, ambas fundamentais para o progresso e a paz da sociedade.


a. Promover o bem (13.3,4). O objetivo do governo civil não é promover o bem-estar dos governantes, mas dos governados. Eles são ordenados e investidos de autoridade a fim de agir como terror para os malfeitores e louvor para aqueles que fazem o bem.

 Se a autoridade é representante de Deus, se é vigário de Cristo, e se Deus é justo e bom, a autoridade precisa compatibilizar-se com o caráter de quem ela representa.


Ninguém pode representar outrem se nega esse alguém,

contraria sua vontade, torce suas palavras e conspira contra os

interesses desse alguém. Qual é o ministério que Deus confiou

ao Estado? E um ministério que tem a ver com o bem e

o mal. Paulo já disse que devemos detestar o mal e apegar-nos

ao bem (Rm 12.9), que não devemos retribuir a ninguém mal

por mal, mas fazer o bem perante todos os homens (12.17),

e que não devemos deixar-nos vencer pelo mal, mas vencer o

mal com o bem (12.21). Agora, ele descreve o papel que cabe

ao Estado com respeito ao bem e ao mal. O papel do Estado

é promover o bem e coibir o mal (13.4).1062

A autoridade é o ministro de Deus para o nosso bem. Que tipo de bem?


— O bem espiritual. Para Calvino, o governo deve promover a verdade. Quando um governo promove o ateísmo ou outras aberrações que levam o povo a se desviar da verdade, está cavando a própria sepultura e tornando-se instrumento de juízo em vez de bênção. A Bíblia diz: “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor ” (SI 33 .12 ).


O bem político. O objetivo do governo civil não é promover o bem-estar dos governantes, mas dos governados. Maldito é o ministro que apascenta a si mesmo, e não a seu rebanho. Maldito é o que legisla em causa própria. Maldito é o governante que se deleita nas camas de marfim e nos banquetes regalados enquanto o povo geme sob a tirania da fome.


— O bem social. O governo tem o compromisso de promover a dignidade humana, estabelecer a justiça social, defender a liberdade, coibir os preconceitos, defender os humildes, os fracos, os desassistidos, os despossuídos. O governo tem de ser padrão de honestidade. Não pode ser

corrupto, imoral e parcial.


— O bem econômico. O governo tem de valorizar o homem e o trabalho, remunerando-o com justiça para que todos possam viver dignamente.


— O bem moral. O governo deve estimular e promover um alto nível moral do seu povo. Um povo não é forte sem valores morais sólidos. O patrocínio da cultura imoral está destruindo nosso povo. Os grandes reinos e nações do passado caíram não por forças externas, mas por debilidade interna. Uma nação nunca é forte se os valores morais que a sustentam estão entrando em colapso. Os historiadores dizem que o império romano só caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. As grandes potências econômicas da atualidade estão cavando a própria sepultura ao se render ao relativismo moral.


b. Castigar o mal (13.3,4). O Estado recebe a incumbência de uma função explicitamente proibida ao cristão (12.17,19). Rom 12:17  Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; 

Rom 12:18  se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 

Rom 12:19  não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.

Deus proíbe ao cristão aplicar vingança pessoal e ordena ao Estado fazê-lo. 

A autoridade deve ser austera no combate ao mal, pois liberdade sem restrição resulta em anarquia. O governo não pode ser complacente com a injustiça, com o mal, com a anarquia, com as forças desintegradoras que tentam anarquizar a sociedade.

O governo não pode agir com frouxidão no castigo do mal. Ele precisa punir exemplarmente os promotores do mal. Tem de reagir com rigor e firmeza contra toda forma de violência, crime, suborno e corrupção (13.4; Gn 9.6; Pv

17.11,15; 20.8,26; 24.24; 25.4,5). 

Assim como Deus não tolera o mal, também as autoridades devem ter pulso forte para combatê-lo. Quando o Estado castiga um malfeitor, está agindo como servo de Deus, executando sobre ele a ira divina (13.4)

Assim como Deus não tolera a injustiça, a autoridade civil não pode ter dois pesos e duas medidas. Não pode favorecer os poderosos e negar a justiça aos fracos. Assim como Deus não faz acepção de pessoas, o governo civil não pode acobertar o erro daqueles que cometem crimes de colarinho branco.

Como servos de Deus, devemos orar pelas autoridades (lTm 2.1,2). 1Tm 2:1  Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 

1Tm 2:2  em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.


Devemos honrá-las, obedecer-lhes e pagar- lhes tributos. Mas devemos também confrontá-las se elas se desviarem da verdade, pois, enquanto a autoridade governa sob o governo de Deus e o representa, somos a consciência do Estado e devemos chamá-lo a voltar-se a seu papel sempre que ele perder o rumo da sua caminhada.


Em quarto lugar, nosso dever para com a autoridade.

“Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.

Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (13.6,7).


O cristão é cidadão de dois reinos: é cidadão do mundo e cidadão do céu. Deve obediência ao Estado e obediência a Deus. Sua obediência ao Estado é delimitada por sua obediência a Deus. O termo grego usado aqui para “ministro” não é diakonos, como aparece no versículo 4, mas leitourgos, que geralmente tem implicações religiosas. O termo foi usado para descrever os anjos (Hb 1.7), os sacerdotes (Hb 8.2) e o próprio Paulo (15.16).

Heb 1:7  Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; 

Heb 8:2  como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 


Rom 15:16  para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo. 


As obrigações do cristão para com o Estado são estabelecidas por Deus. E o próprio Deus quem nos ordena a pagar ao Estado tributo e imposto, tratando as autoridades com respeito e honra. Uma vez que o Estado precisa prover

certos serviços e estes têm o seu custo, é absolutamente legítimo que o Estado cobre impostos. Por isso, todo cristão deve acatar de bom grado as suas obrigações tributárias, pagando completamente suas dívidas, tanto no nível nacional como local. O cristão consciente submete-se à autoridade

do Estado, honra seus representantes, paga seus impostos e

ora pelo bem-estar do povo (lTm 2 .1-4)

1Tm 4:1  Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, 

1Tm 4:2  pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, 

1Tm 4:3  que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; 

1Tm 4:4  pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, 

Warren Wiersbe argumenta que, se não pagarmos nossos impostos, demonstraremos desrespeito para com a lei, para com as autoridades e para com o Senhor, e essa falta de consideração afeta inevitavelmente a consciência do cristão. 

Entretanto, o governo não pode exorbitar em sua função, sobrecarregando o povo com pesados e abusivos impostos, vivendo no fausto e no luxo às expensas da pobreza e miséria do povo.



Não poucas vezes, os profetas de Deus condenaram os reis por esse abuso e anunciaram sobre eles o justo juízo de Deus. Se, por um lado, temos responsabilidades para com o Estado, por outro lado, o Estado tem responsabilidade para conosco. Quando se instalam no poder homens gananciosos e corruptos, que mordem vorazmente o erário público, desviando os recursos dos impostos para as suas gordas contas bancárias em paraísos fiscais, ou desviam para o ralo da corrupção verbas que deveriam promover o bem do povo, essa atitude má do governo deve ser denunciada com toda veemência e ousadia. O Estado não está acima da

lei moral, mas deve ser seu mordomo. Citando Agostinho, E E Bruce, registra: “Sem justiça, que são os reinos senão grandes bandos de ladrões?


Sem comentários:

Enviar um comentário

A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA

  A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ. PROFESSOR: FERNANDO PESSOA  PALAVRA CHAVE TRANSFORMAÇÃO  INTRODUÇÃO: Como vimos no capítulo anterior...