- O verdadeiro significado da Páscoa na Bíblia.
PASTOR FERNANDO PESSOA
TEXTO BÍBLICO : ÊXODO 12:1-11
Então Jesus declarou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.
- João 11:25
INTRODUÇÃO
VELHO TESTAMENTO
A palavra portuguesa «páscoa» é usada para designar a festa dos judeus que, no hebraico, é chamada pessach, que significa «saltar por cima», «passar por sobre». Pessach é a forma nominal da palavra.
Esse nome surgiu em face da tradição de que o anjo da morte, ou anjo destruidor, «passou por sobre- as casas assinaladas com o sangue do cordeiro pascal, quando ele matou os primogênitos dos egípcios (ver Êxo. 12:21 e ss).
Êxo 12:21 Chamou, pois, Moisés a todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Escolhei, e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a Páscoa.
A origem da Páscoa
Tudo começou há muito tempo, no Egito. Nessa noite, a tensão era alta. Os israelitas esperavam ansiosamente em casa pelo grande momento. Então, à meia-noite, o silêncio foi quebrado por gritos de desespero. E a ordem chegou. Estava na hora de partir.
Os israelitas tinham sido escravizados pelos egípcios, mas Deus tinha prometido os libertar. Ele enviou pragas devastadoras sobre o Egito e fez grandes milagres, mas o Faraó não libertava o povo. Por isso, Deus decidiu enviar uma última praga, mais terrível que todas as outras. Em uma só noite, o filho mais velho de cada casa no Egito seria morto.
Mas, para os israelitas, seria uma noite de livramento.
É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor.
- Êxodo 12:11
Essa foi a última das pragas que se tornaram necessárias para convencer ao Faraó de permitir que Israel saisse do Egito, após séculos de escravidão naquele pais. Portanto, a páscoa assumiu o sentido de livramento, e o próprio êxodo foi a concretização dessa libertação.
Na terra de Canaã a festa veio a ser unida à festa agrícola dos pães asmos. Continua sendo celebrada durante sete ou oito dias, desde o décimo quarto dia do primeiro mês (Nisã),
Ablbe (vem de aviv = primavera), uma referência a essa estação do ano, bem como o nome do mês em que esse evento começava; mais tarde esse mês chamou-se Nisã. Esse tonou-se o primeiro dos meses do calendário judaico, em honra àquele momento do acontecimento, o começo da nação de Israel.
como memorial da libertação dos hebreus da servidão no Egito. Essa festa, de acordo com Êxo, 12:15; 34:18;
Êxo 12:15 Sete dias comereis pães asmos; ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.
Êxo 34:18 A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.
Lev. 23:6; Núm. 28:17 e Deu. 16:3, era celebrada desde o pôr-do-sol do décimo quarto dia do mês de Abibe (na primavera), que posteriormente recebeu o novo nome de Nisã. Visto que o dia, para os judeus, começa tradicionalmente ao pôr-do-sol, estritamente falando, essa festa começava no décimo quinto dia do mês.
O primeiro e o sétimo dia eram dias santos plenos, onde ninguém podia fazer qualquer trabalho.
As tradições judaicas posteriores adicionaram um dia a essa festa, perfazendo isso dois dias santos plenos tanto no começo quanto no fim, e assim reduzindo a quatro os meios-dias santos intermediários.
Nas duas primeiras noites, ocorre a cerimônia do Seder, que se desenvolveu a partir da refeição pascal ensinada na Bíblia (ver Êxo. 12:8 Deu. 16:5-7).
Êxo 12:8 E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão.
Deu 16:5 Não poderás sacrificar a Páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o SENHOR, teu Deus;
Deu 16:6 senão no lugar que escolher o SENHOR, teu Deus, para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a Páscoa à tarde, ao pôr-do-sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.
Deu 16:7 Então, a cozerás e comerás no lugar que escolher o SENHOR, teu Deus; depois, sairás pela manhã e irás às tuas tendas
Deu 16:8 Seis dias comerás pães asmos, e no sétimo dia é solenidade ao SENHOR, teu Deus; nenhuma obra farás.
Para fazer distinção entre o povo de Deus e os egípcios, cada família israelita sacrificou um cordeiro no lugar do filho mais velho e colocou o seu sangue à volta da porta da casa. Quando o anjo da morte "passou" - 'pesah', ele viu o sangue nas portas dos israelitas e passou por cima de suas casas sem matar ninguém.
Os israelitas assaram os cordeiros sacrificados e fizeram pães sem fermento, porque não tinham tempo para fazer pão levedado. Todos comeram com pressa, com tudo preparado para partir. Deus tinha avisado que precisavam estar prontos. Ainda nessa noite seriam livres!
O filho do Faraó também morreu nessa noite. Ele, então, permitiu que os israelitas fossem embora. Eles saíram do Egito vitoriosos, sem uma única batalha! Esse foi um dia de julgamento para o Egito, mas de salvação para o povo de Deus. Para lembrar esse dia, Deus instituiu a festa da Páscoa, que significa passagem, porque o anjo da morte "passou" pelas casas no Egito, naquela noite.
É então que toda a família se reúne. cantado e lido o Haggadah, um texto ritual especial, que contém uma versão muito ornamentada da história do Êxodo, de mescla com certos salmos, cânticos religiosos, orações e bênçãos.
Em seguida é consumida a refeição tradicional, que serve de memorial. Um osso torrado é posto sobre a mesa, simbolizando o cordeiro da !páscoa, sacrificado e ingerido por cada família (ver Exo. 12.3-11).
Ovos, chocolate, convívio em família... Todas essas coisas se tornaram parte da celebração da Páscoa, mas não explicam o seu significado. A Bíblia nos dá a resposta, esclarecendo como surgiu a festa da Páscoa e a razão de a celebrarmos.
chegada ao Brasil da páscoa
No Brasil, o costume de associá-lo à ressurreição de Jesus teve início na década de 1910. Na ocasião, imigrantes alemães pintavam ovos à mão e os escondiam pela casa para as crianças encontrarem.
"Na perspectiva histórica, não é possível precisar a origem do coelho e dos ovos de Páscoa. No máximo, é possível saber que não há uma única versão, mas diversas, todas válidas, narradas pelos mais diferentes povos e culturas", esclarece o doutorando em História pela Universidade de Campinas (Unicamp) Jefferson Ramalho.
"Para nós, historiadores, o mais importante não é identificar a 'verdadeira história', mas decifrar os significados atribuídos a esses símbolos e as ideias que eles procuram transmitir", completa.
Para a Igreja Católica, o verdadeiro símbolo da Páscoa é o círio pascal, uma grande vela branca que simboliza a ressurreição de Jesus. Nela, estão inscritas as letras alfa e ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, indicando que o filho de Deus é o princípio e o fim.
"O símbolo maior da Páscoa é a luz de Cristo. A luz do Domingo da Páscoa se contrapõe à escuridão da Sexta-Feira da Paixão. O que era dor e tristeza se transforma em força e alegria", afirma o teólogo Isidoro Mazzarolo, da PUC-Rio.
A Dupla Significação
1. A redenção dos judeus da servidão no Egito, como uma questão histórica, que envolve, naturalmente, muitas implicações e símbolos morais e religiosos. Deve-se incluir aí o pior sem fermento. Esse pão é chamado matzoth .
Em memória dos sofrimentos de Israel no Egito, são comidas ervas amargas (no hebraico, maror), que fazem parte do Seder. Todo fermento é removido dos lares israelitas.
2. Festa da Natureza. A páscoa incluía uma festa agrícola que envolvia as primícias (ver Lev. 23:10),
Lev 23:10 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e segardes a sua sega, então, trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote;
oferecidas ao templo, em Jerusalém, em tempos posteriores. Essa era uma das três grandes festividades requeridas a todos os hebreus do sexo masculino, que deveriam reunir-se em Jerusalém.
3. Elementos histórico e Seu Desenvolvimento
À noitinha de 14 de Nisã, em março e abril (Abibe), eram mortos os cordeiros pascais. Eram então assados e comidos com pães, asmos e ervas amargas (ver Exo. 12:8); era uma observância em família. No caso de famílias pequenas, os vizinhos podiam reunir-se para participarem juntos da festa; e mais orientações e condições foram acrescentadas à questão, conforme o tempo foi passando. Esses acréscimos regulamentavam a festa dos pães asmos, que durava sete dias (ver Êxo, 14:3·10).
A páscoa foi estabelecida a fim de instruir às gerações futuras (ver Êxo. 12:24-27).
Êxo 12:24 Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre.
Êxo 12:25 E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto.
Êxo 12:26 E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso?
Êxo 12:27 Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou.
Então mais características foram adicionadas. Quatro sucessivas taças de vinho, misturado com água, eram usadas. Os Salmos 113·118 eram entoados em lugares apropriados.
Fruta misturada com vinagre, na consistência de massa de pedreiro, era servida para relembrar a massa que os israelitas tinham usado nas edificações, quando estavam escravizados. O primeiro e o último dia das festas eram sábados solenes. Todo trabalho manual cessava (ver Êxo. 12:16; Núm. 28:18-25).
No segundo dia, um molho de cevada recém-amadurecida era sacudido pelo sacerdote a fim de consagrar a inauguração da colheita (ver Lev. 23:10-14). Sacrifícios elaborados eram efetuados mediante as ofertas queimadas ou holocaustos de dois touros, um carneiro, sete cordeiros e um bode, como ofertas pelo pecado, a cada dia (ver NÚM. 28:19-23; Lev. 23:8).
Assim sendo, a idéia de expiação foi integrada à páscoa, passando a fazer parte do simbolismo que foi transferido para o Novo Testamento.
4. NegLIgência e Restauração
Após o Sinai (ver Núm. 9:1-14), Núm 9:13 Aquele, entretanto, que se encontrar puro ou não estiver em viagem e deixar de celebrar a Páscoa, será exterminado do seu povo. Não trouxe a oferenda do SENHOR no tempo determinado e, por esse motivo, sofrerá as consequências do seu pecado. esses ritos foram negligenciados, até à entrada na terra de Canaã (ver Jos, 5:10). A mesma coisa sucedeu na história subseqüente. Certos monarcas reformadores, como Ezequias (11 Crô. 30) e Josias (11 Reis 23:21-23; 11 Crô, 35), vieram a restaurar os antigos ritos.
Por ocasião da dedicação do segundo templo, terminado o cativeiro babilônico, a celebração da páscoa foi restaurada, juntamente com outras antigas tradições
dos hebreus (Esd. 6:19-22).
Esd 6:19 No décimo quarto dia do primeiro mês, os exilados celebraram o Pêssah, o sacrifício da Páscoa.
Esd 6:20 Os sacerdotes e os levitas haviam passado pelo processo de purificação e, por isso, se encontravam cerimonialmente puros. Os levitas sacrificaram o cordeiro da Páscoa por todos os seus companheiros sacerdotes e por eles mesmos.
Esd 6:21 Assim os israelitas que haviam retornado do cativeiro puderam se alimentar do cordeiro junto com todos os que com eles se desligaram das práticas impuras e pagãs dos povos à sua volta e decidiram buscar a Yahweh, o Deus de Israel.
Esd 6:22 E celebraram com grande alegria durante sete dias a festa de Matsót, Ázimos, dos pães sem fermento, porquanto Yahweh os fez transbordar de felicidade ao mudar a vontade do rei da Assíria, levando-o a decidir a favor deles e dar-lhes ânimo para concluírem a obra de reconstrução da Casa de Deus, o Deus de Israel.
O êxodo cristo.
Não nos deveríamos esquecer desse aspecto. A pâscoa do Antigo Testamento marcava o começo de urna saida da escravidão; e, de fato, era o poder por detrás dessa libertação.
Assim também, em Cristo, encontramos um êxodo que nos liberta da velha vida com sua escravização ao pecado.
No sentido teológico, algo foi realizado que não poderia ter sido realizado pela lei. Esse é o tema principal tanto de Paulo (com sua doutrina da justificação pela fé) quanto do tratado aos Hebreus. O êxodo judaico libertou um povo inteiro da servidão física. O êxodo cristão oferece a todos os homens a libertação do pecado, bem como a outorga do Reino da Luz, onde impera a perfeita liberdade.
Em Cristo, pois, os homens podem tomar-se filhos de Deus (Gál. 4:4-6), transformados segundo a imagem do Filho (Rom. 8:29), participantes da natureza divina (1 Ped.1:4; Col. 2:10).
1Pe 4:1 Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento: que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado,
Col 2:10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade;
E agora eles olham para a Cidade celeste corno a sua pátria, da mesma maneira que Israel buscava uma nova pátria (ver Heb, 11:10).
Heb 11:10 Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
NOVO TESTAMENTO
TEXTO LUCAS 24:1-12
A Páscoa foi ressignificada ao longo da história na Bíblia. Das marcas de sangue nas portas, para os rituais de sacrifícios no Templo, agora a Páscoa tem seu significado completo com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A partir do Novo Testamento, já não seriam necessários sacrifícios anuais de animais. O Filho de Deus cumpriu tudo de uma vez por todas (Hebreus 9:28).
Heb 9:28 Assim também Cristo, oferecendo- se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
Foi durante a celebração da festa da Páscoa, que mais tarde Jesus Cristo foi oferecido como sacrifício pelos pecados de todos. Aqueles que acreditam nas Suas Palavras podem receber o perdão que Ele concede graciosamente.
QUARESMA
Esse é o título do período de penitências de quarenta dias (o que lhe explica o nome), e que se prolonga desde a Quarta-Feira de Cinzas (vide), até à véspera da Páscoa. A terminologia oficial da Igreja Católica Romana, acerca desse período, é Quadragésima.
O jejum pré-pascal, a princípio, era bem curto; mas, gradualmente, foi-se ampliando para incluir a Semana Santa, e, então, a décima parte de um ano, e, finalmente, quarenta dias. Na antiguidade, era um período de preparação para o batismo, durante a páscoa, e para a penitência pública por parte dos candidatos ao batismo. Gradualmente, porém, foi envolvendo uma aplicação universal, para todos os católicos romanos. O uso das cinzas, durante esse período, ê um desenvolvimento posterior.
As igrejas oriental ortodoxa, católica romana e anglicana observam a quaresma. Nos primeiros três ou quatro séculos da cristandade, havia muita latitude quanto a
essa questão. João Crisóstomo (347? - 407) recomendava, embora não exigisse, que esse período fosse celebrado com esmolas, boas obras especiais, etc. Nos primeiros séculos, não havia qualquer distinção quanto à dieta desse período, pelo que não havia qualquer proibição de alimentos específicos.
Até os mais bem conhecidos ascetas do cristianismo comiam carne durante esse período, embora se abstivessem de comê-la desde o amanhecer até o cair da noite. Então podiam comer carne. Gradualmente, porém, essas proibições se foram universalizando para os católicos, que observavam esse período de alguma maneira especial. A atual forma de observância da quaresma data de cerca do século IX D.C.
PÁSCOA, CRISTO COMO A
"...Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado» (ICor. 5:7).
1Co 5:7 Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.
No seu contexto, essa declaração tem um sentido moral. Deveríamos desvencilhar-nos de todos os elementos estranhos à espiritualidade, visto que Cristo fez o seu grande e eterno sacrifício, que é o agente de nossa purificação moral. Cumpre-nos abandonar nossa velha maneira de viver. Ver artigos separados sobre Cordeiro de Deus e Páscoa. Este último inclui um estudo sobre a páscoa cristã (em sua quinta seção).
Joã 1:29 No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
CORDEIRO DE DEUS
I. Em.João 1-29
1. Neste vs Alguns vêem o cordeiro pascal,
(Assim pensavam Grotius, Lampe, Hofmann e Vincent). O problema que acompanha essa interpretação é que o cordeiro pascal não era encarado como lavador do pecado, mas antes, como símbolo do livramento do povo de Israel, e comemorava o livramento dos israelitas de serem mortos pelo anjo destruidor, quando este aniquilou os primogênitos no Egito. Não obstante, paralelamente ao cordeiro pascal e ao rito da aspersão do sangue, desenvolveu-se o cordeiro do sacrifício pelo pecado. (Ver I Cor. 5:7).
Da maneira aventada em João 1:29, é que o apóstolo Paulo expressou a idéia, sendo perfeitamente possível que, nos dias de Jesus, tal conexão fosse-comumente
compreendida, provavelmente como empréstimo tirado do sentido dos cordeiros diariamente sacrificados pelos pecados, idéia essa que pelos judeus foi
transferida para a festividade anual em que era sacrificado o cordeiro pascal.
Isa 53:6 Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Outros eruditos acreditam que Cristo, na qualidade de Cordeiro de Deus, é um cumprimento profético de predições como a que lemos em Is. 53:6; e que, apesar disso assemelha-se a outros conceitos judaicos sobre os sacrifícios cruentos, na realidade um assunto distinto estava em consideração aqui. Dessa maneira, o conceito do Messias deveria incluir a idéia do cordeiro conduzido ao matadouro, segundo também expressa distintamente o trecho de Is, 53:7.
Isa 53:7 Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
Efeitos do sacrifício de Jesus
1. Foi o cumplimento.de todos os tipos do A.T., no tocante ao sistema de sacrifícios.
2. A oferta da salvação plena. Ver notas completas em João 1:12 no NTI.
Joã 1:12 Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome,
3. O perdão dos pecados.
4. A santificação.
5. A plena participação na vida e imagem do Lagos,II Cor. 3:18.
2Co 3:18 Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor
6. A reconciliação universal, Col. 1:20 e Efé. 1:10.
Col 1:20 e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.
Efs 1:10 de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;
7. O exemplo da humanidade dedicada a Jesus. Ver notas em FiI. 2:7 e Heb. 5:1-19 no NTI.
Flp 2:7 Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
Podemos comparar com isso diversos versículos da primeira epístola de João, que podem ser reputados interpretações dessa idéia aqui exposta: I João 3:5:
« ...ele se manifestou para tirar os pecados.....; I João 1:7: «...e o sangue de Jesus, seu Filho. nos purifica de todo pecado ... »; e I João 2:2. que ainda mais incisiva e exatamente declara o que temos aqui: c • • •e ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro ...Essa linguagem obviamente é de natureza sacrificial.
A idéia dominante é a remoção da infecção causada pelo pecado. a fim de que os remidos possam entrar em comunhão com um Deus santo. O singular, "pecado», é empregado no trecho de João 1:29; devemos observar, entretanto, que o trecho de I João 2:2 emprega o plural, c ...pecados...... O mais provável é que o singular aponte para o princípio pecaminoso, ou seja, os pecados considerados coletivamente, isto é, todos os pecados, de todos os pecadores, referidos por uma palavra só. Cristo remova ambos os tipos de pecado, tanto os atos, considerados em sua pluralidade,
como o pecado, considerado como um princípio.

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