V- Carta a igreja De Sardes
Carta à Igreja em Sardes
Apo 3:1 E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Apo 3:2 Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
Apo 3:3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
Apo 3:4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso.
Apo 3:5 O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
Apo 3:6 Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
TEMA: A IGREJA MORTA
Uma igreja morta? Sabe o que isto quer dizer? São palavras È antônimas, mas intimamente ligadas. Dois opostos inadequados, como luz negra ou silêncio eloqüente ou ainda amarga doçura. Estas séries não deveriam estar juntas, mas estão.
Mas igreja morta?
Esta é a maior de todas as contradições. Como pode existir uma igreja morta? Especialmente se o Deus vivo habita nela?
Como uma congregação pode estar morta se a vida de Deus pulsa através de seu corpo?
Tragicamente muitas estão mortas! Semelhante ao corpo de Lázaro em decomposição, tais igrejas têm o cheiro da morte.
Parecem vivas, mas estão mortas.
Seu santuário é uma câmara-ardente. São congregações com cadáveres. Possuem agentes funerários como mestres. Embalsamadores
como anciãos. Seu pastor é graduado no cemitério. O regente do coro é o médico-legista. Eles cantam mumificados em Gilead. O Divino Médico atesta: estas igrejas estão mortas.
Talvez você já ouviu falar do garoto que saiu do santuário num domingo. No saguão havia uma placa com o nome de todos os membros mortos durante o serviço militar. Então, o pequeno pergunta a seu pai: “O que é isto?”
O pai respondeu: “É uma homenagem aos membros que morreram servindo”.
O menino perguntou: “Servindo em qual culto?”
Talvez você já tenha estado numa igreja como esta. O sermão era morto, assim como o louvor e a comunhão. Os sinais vitais já haviam ficado para trás. Pior que isto: talvez você esteja congregando numa igreja assim. Ou assim está a sua vida espiritual. Vagarosa. Dormente. Morta. Você era tão fervoroso, mas, agora, sem vida. Seu coração não bate mais.
A verdade é que você está morto! Salvo, mas não comprometido, indisciplinado, sem fé. Houve um tempo em que você derramava lágrimas. Mas narinas mortas não sentem o cheiro das rosas. Um sinal de “não incomode” acha-se em volta de seu pescoço. Ninguém pode vê-lo, mas Deus pode. Você estudava a Palavra de Deus diariamente; e sua comunhão com Ele era vital.
Esta era a igreja de Sardes. Igreja de grande reputação. Uma lenda histórica no passado. E agora? Não há vida ou dinamismo; pulso ou batimentos cardíacos. Ao dirigir-se a essa igreja, Jesus deixa um recado muito áspero para a igreja de nossos dias.
O Cenário
Fundada em 700 a.C., Sardes fora uma das maiores cidades do velho mundo.
Teve longa e copiosa história. Capital do reino de Lídia, possuía ela legendária riqueza. Era sinônimo de opulência,prosperidade e sucesso. Localizando-se a 50 milhas a leste de Éfeso, Sardes ficava na junção de cinco estradas principais, formando um grande centro comercial. Era conhecida pela confecção de lã. Sua padroeira era Ártemis, um culto natural fundado na reencarnação.
A cidade ficava num inacessível platô. Sua acrópole localizava- se a 1500 pés acima do vale. Era uma fortaleza inabalável. Tal segurança produzia uma presunçosa auto-suficiência. Eles pensavam ser invencíveis. Por isso, não mais vigiavam suas torres.
Aproveitando-se dessa distração, Ciro, rei dos medos-persas, conquista-a escalando uma pequena trilha. Conquistada, a cidade caiu em profundo declínio; nunca mais se recuperou.
Se Éfeso era como São Paulo, cosmopolita; Esmirna, como Curitiba, promissora metrópole; Pérgamo, como Brasília, política; e Tiatira como o ABC paulista, sindical; a cidade de Sardes era como Ouro Preto, vivia das riquezas passadas.
É neste ambiente que a igreja faz o seu balanço mais forte. Afinal, Deus é imutável: nunca entra em declínio.
O Remetente
Novamente Jesus revela-se de maneira adequada à sua igreja.
E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas... Isto diz o que (Ap 3.1).
O que Tem os Sete Espíritos
A Igreja de Tiatira ele se revelou como filho de Deus que tem olhos como chama de fogo e pés semelhantes ao bronze reluzente
Jesus declara ser o que possui os sete Espíritos de Deus.
Sete é o número da perfeição e da plenitude. Isto não significa que haja sete Espíritos Santos. Há apenas um Espírito de Deus. Mas quando o Espírito chega, vem pleno e com perfeição de poder. Apenas um espírito cheio de energia pode inflamar os corações, dar energia ao louvor, convencer do pecado, quebrantar, tirar o fardo e habilitar ministros.
O senhor revelou, pela boca do profeta Isaías, essa plenitude do seu Espírito, pois em Isaías 11.2
Isa 11:2 E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.
ESPÍRITO DO SENHOR
ESPÍRITO DE SABEDORIA
ESPÍRITO DE ENTENDIMENTO
ESPÍRITO DE CONSELHO
ESPÍRITO DE PODER
ESPÍRITO DE CONHECIMENTO
ESPÍRITO DO TEMOR DO SENHOR
Nosso senhor jesus tem tudo isso! Ele tem os sete Espíritos de Deus pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade Col 2:9 porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.
A chave para o reavivamento nesta - e em todas as igrejas mortas - está com Cristo. Apenas Jesus pode derramar o Espírito sobre uma congregação. E apenas o Espírito Santo pode reavivar a igreja. O reavivamento acontece apenas através da prerrogativa divina, jamais pela vontade humana. O profeta Zacarias disse:
“Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).
Possuidor das Sete Estrelas
O Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita. Estas são os pastores e líderes espirituais na igreja (Ap 1.20).
Apo 1:20 O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.
Ele enviará o reavivamento à congregação primeiramente através de seus pastores cheios do Espírito, que ministram a Palavra de Deus.
Cristo detém os pastores em sua destra - lugar de grande honra, extrema responsabilidade e ministério. Sua soberania coloca-os onde melhor podem ser usados por Ele.
Por que ambas as designações? Por que Jesus segura os sete Espíritos e as sete estrelas? A chave para reavivar os membros de uma igreja está com a direção do Espírito na vida de seus pastores.
O reavivamento precisa começar no topo e espalhar-se pela base.
Se os membros necessitam pegar fogo, os pastores têm de incendiar primeiro. Tal pastor, tal igreja.
A pregação de Jonas, em Nínive, espalhou grande e espontâneo movimento de Deus. O profeta pregou a mensagem, e mais de 100.000 pessoas foram salvas. Mas o grande obstáculo não estava no pecado e na corrupção da cidade. Tampouco na política corrupta de Nínive. Também não foi encontrado nos falsos cultos ou religiões pagãs.
O maior obstáculo à salvação de Nínive achava-se no coração do zeloso e discriminador arauto divino. Só quando este faz um concerto com Deus na barriga do grande peixe, é que o poder do Espírito Santo desceu sobre Nínive.
Jonas era a chave para o reavivamento em Nínive, assim como os pastores, hoje, são a chave para o reavivamento na igreja. Nenhuma igreja pode ir além de seus líderes.
Os servos de Deus - pastores, anciãos, diáconos - têm de ser cheios do poder. Ao confiarem suas vidas a Deus, este lhes envia a virtude do Espírito Santo. Assim poderão conduzir a igreja ao reavivamento.
Ore por tais homens. Toda igreja adquire as características, a paixão e a personalidade dos líderes. Para bem ou mal, toda igreja assimila a pulsação de seu líder espiritual. É muito importante que o pastor esteja sintonizado com Deus.
A Falha de Sardes
Às quatro igrejas anteriores, Jesus dirigira-se com um elogio.
Mas a esta, com uma palavra de crítica. Por estar tão indignado com a igreja morta, vai direto ao assunto. A igreja morta coloca mais obstáculos à causa de Cristo do que a soma de toda a perseguição do mundo. Ela ameaça a força vital do Cristianismo.
Por isso Jesus inicia a carta com uma palavra de queixa contra Sardes. Nenhum elogio. Apenas severa crítica:
Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto (Ap 3.1).
Jesus começa confrontando a religião morta. Não pode tolerar a hipocrisia da pretensão espiritual. Se recebeu prostitutas e bêbados de braços abertos, reserva severo desprezo aos fariseus. Revela que eles vivem de glórias passadas, e possuem o mau cheiro da morte. A morte em Sardes significa que a vitalidade espiritual já não existia. Apenas representação. Eles achavam-se em meio a um deserto espiritual. Haviam caído em sono profundo.
Sardes havia construído uma impressionante reputação. Era altamente reverenciada e respeitada. Orgulhava-se de um passado ilustre. Este era o problema. Vivia do passado. No presente, uma religião vazia e sem vida. Uma avaliação superficial de si mesmos.
Não sabia que sua vida espiritual já estava extinta. Reputação é coisa engraçada. Importamo-nos com o que as pessoas pensam de nós; mas pouco ligamos para o que realmente somos.
Aos 20 anos, dizem, preocupamo-nos com que pensam de nós. Aos quarenta, não nos preocupamos mais com isto. E aos 60, achamos que ninguém mais pensa em nós. Este era o problema de Sardes. Orgulhosos da reputação passada, perderam todo o poder espiritual no presente.
A igreja de Sardes era aparentemente ativa. Tinha todas as características de um ministério dinâmico. Mas estava morta.
Vivia da espiritualidade passada. A vitalidade se fôra. Sua pulsação espiritual cessará. A frialdade e a formalidade se haviam instalado em seu organismo. Uma pretensão medonha e vazia envolviam-na por completo.
Já esteve numa igreja como esta?
O Dr. Vance Hauner disse certa vez que ministérios espirituais passam por quatro estágios. No primeiro, há um homem; no segundo, um movimento. Depois uma máquina; e, por fim, há um monumento. Sardes estava no quarto estágio. Era o estádio do mausoléu.
Qual a aparência da igreja morta?
Primeiro, há um pregador morto. No púlpito, um homem superficial fala a pessoas superficiais, encorajando-as a serem mais superficiais. Suas mensagens acham-se cheias de poemas, literatura, opiniões pessoais, sociologia e histórias interessantes. E eloqüente, mas não ungido. Tem dicção apropriada, mas não
dinâmica. E como um aquecedor quebrado - o fole continua trabalhando, mas o calor se foi.
Segundo, igrejas mortas possuem adoração morta. É como andar em museu de cera. Não há vida, tampouco celebração. Adoram como se Jesus Cristo ainda estivesse morto e enterrado.
Não há améns, apenas bocejos. Os cantos congregacionais parecem bezerros morrendo numa tempestade de granizo. Faz tanto frio nestas igrejas que até se pode esquiar em seus corredores.
Terceiro, igrejas mortas têm ministério morto. Não há evangelismo ou missões. Nenhuma igreja em construção. Há teias de aranha no tanque batismal. Quem gostaria de pertencer a este cemitério?
Quarto, igrejas mortas possuem esperança morta. Tudo o que fazem é reviver o passado. No rodapé dos impressos, colocam orgulhosos o lema da igreja. Adoram no santuário da tradição.
Vivem dos bons velhos dias. Não têm avivamento, apenas reuniões.
A igreja viva tem dinâmica espiritual. Você sente que Deus
está vivo e, nela, trabalha.
Tragicamente, há igrejas que não conhecem a diferença entre dignidade e vigor. O culto de adoração mais parece velório. Não me compreenda mal. Não estou sugerindo que sejamos uma igreja barulhenta e emocional. Pois isto atrai a atenção a nós mesmos, e distrai os outros. Mas deveríamos, pelo menos, demonstrar um emocionante e sincero amor por Cristo, que contagiasse a todos.
A igreja é um órgão espiritual e não uma organização sem vida. E a existência espiritual só pode funcionar sob o poder do Espírito Santo. Não precisamos de largos orçamentos, tecnologia ou mapas organizacionais. O que precisamos é do poder soberano desencadeado em nossas igrejas.
Precisamos do reavivamento espiritual do Espírito Santo.
Reavivamento que exalte a Cristo, traga convicção do Espírito, purifique pecados, rejeite o mundo e salve almas. Apenas o Senhor Jesus pode nos enviar-nos tal reavivamento. Somente Ele pode enviar o Espírito Santo.
O Reino de Deus jamais será sustentado por programas sem vida. Apenas Deus pode ressuscitar da morte. A igreja é um gigante adormecido que precisa ser ressuscitado. E apenas o poder de Deus pode fazê-lo.
Sua vida espiritual é como a de Sardes? Você está seco, dormente
e apático? Está morto?
Talvez já tenha andado com Deus, e todos o viam como um
cristão dinâmico. Mas agora está morto. Ou já tenha ministrado
estudos bíblicos. Ou ainda exercido um ministério. Agora, porém, você não tem vida.
Talvez você tenha sido uma dinâmica testemunha. Deus o usava para levar as pessoas a Cristo regularmente. No entanto, agora não tem ganho uma só alma. Seu evangelismo pessoal é morto.
Costumava ler a Bíblia todos os dias. Atualmente, sua devoção pessoal acha-se morta. Isto adequa-se a você
A Solução
Como podemos experimentar o reavivamento? Como ressuscitar? Jesus nos dá cinco chaves que levam ao reavivamento.
Apo 3:2 Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
Apo 3:3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
Primeiro Passo: Acorde!
Jesus diz à esta igreja de mortos-vivos: “Acorde!” Quando estamos espiritualmente mortos, precisamos de um tapa na cara para acordarmos ou um balde de água fria. Precisamos do alarme divino para sairmos de nossa dormência. Jesus está dizendo: “Saia da hibernação espiritual! Acorde!”
Precisa haver consciência de que algo está errado. Enfrente honestamente sua inércia. Veja a secura de sua vida espiritual. Admita, perante Deus, que algo está faltando.
Admita-o. Você precisa de um despertamento espiritual.
Segundo Passo: Tome a Dianteira!
Jesus exorta a igreja de Sardes a confirmar os restantes, que estavam para morrer. Acordar não é o suficiente. Temos de nos voltar às bases da vida espiritual - estudo bíblico, oração, adoração
e comunhão. Jesus está dizendo: “Volte à Palavra! A oração! A comunhão! Volte àorigem!
Precisamos sacudir os cobertores e pular da cama. Vistamo Nos e envolvamo-nos com a obra de Deus.
Talvez você esteja necessitando iniciar um planejamento de estudo bíblico, ou separar alguns momentos todos os dias para orar. Talvez necessite voltar a freqüentar a igreja regularmente.
Seja o que for. Fortaleça o que restou.
Terceiro Passo: Olhe para Trás!
A urgência de Cristo não deixa dúvidas: “Lembra-te, pois do que tens recebido e ouvido”. O que você recebeu e ouviu no princípio? O Evangelho. As verdades básicas da vida cristã. Este não é um chamado para viver do passado. E uma ordem para relembrar a herança espiritual. Lembre-se de como foi salvo! De que não era nada antes de ser encontrado por Deus. Lembre-se de como a graça o alcançou e redimiu!
Quarto Passo: Pare!
Jesus vai além: “E guarda-o!” É um apelo para que a Palavra de Deus seja obedecida. Devemos guardar os mandamentos em todas as áreas da vida. Desobediência e mornidão espiritual são
irmãs gêmeas. Onde estiver uma, aí estará a outra.
A exortação de Cristo continua: “Aplique a verdade de Deus a todas as áreas de sua vida. Guarde a Palavra! Ponha-a em prática”.
Onde Deus colocou ponto final, não coloque interrogação. Obediência seletiva não é obediência completa. E mera conveniência. Volte a obedecer a Palavra de Deus.
Quinto Passo: Abandone Seus Impulsos!
Finalmente, diz o Senhor: “Arrepende-te!” Este alerta significa uma volta imediata a Cristo, de todo coração. Arrependimento requer rápida e decisiva mudança de pensamento, devoção e comportamento.
Ao convidar-nos ao arrependimento, Jesus insiste: “Confesse seu pecado e apatia espiritual. Saia desta situação. Dê meia-volta imediatamente! Retorne à pura devoção. Mude sua vida!”
Arrependimento implica em deixar os pecados. É uma escolha que cada um de nós tem de fazer.
Certa vez, um garotinho prendeu a mão num valiosíssimo vaso. A mãe, muito aflita, colocou espuma na mão do menino, óleo e até shampoo. Mas nada dava resultado. Finalmente, pegou
o martelo pronta a sacrificar o vaso.
Quando ela levantou o martelo, o garoto, morrendo de medo, gritou: “Ajudaria se eu soltasse as moedas?”
Este é o nosso problema. Não queremos deixar o mundo. Arriscamos a eternidade por não deixar o temporal. Temos de nos desligar do pecado se quisermos voltar para Deus.
Sexto Passo: Vigilância!
E se a igreja de Sardes não se arrependesse? Jesus, então, alerta que virá como ladrão! Isto não se refere à sua segunda vinda.
Mas a uma vinda súbita para julgar a igreja, e remover desta o castiçal. É a disciplina administrada pelo Cristo! Não podemos brincar. Se não houver arrependimento, Ele virá como ladrão. Inesperadamente. Sem avisar. Furtará o que é valioso - qualquer oportunidade ministerial restante.
Por que Jesus é tão áspero com esta igreja? Porque o maior empecilho para o Evangelho é uma igreja morta. A perseguição faz a igreja crescer. Mas a morte espiritual é como câncer maligno: espalha-se por todo o corpo. Torna a igreja impotente e inativa.
A Promessa
Por fim, Jesus elogia a igreja de Sardes. Aqui, há um rebanho fiel. E a estes que Jesus encoraja:
Apo 3:4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso.
Ainda havia, em Sardes, crentes espiritualmente vibrantes. Permaneciam vivos e acordados na fé. Abstinham-se da impureza, não estavam compromissados com o mundo, nem se sentiam à vontade com a cultura do presente século.
Andavam com vestes brancas, demonstrando pureza. Recusavam manchar-se com a sujeira do mundo. Por não haverem cedido à tentação, Jesus promete-lhes túnicas brancas celestiais. Tais aparatos motiva-os a permanecerem puros.
Em que grupo você se encontra? No espiritualmente morto? Ou no dos santos? Está com os problemáticos? Ou com os que dão soluções? Você é uma coluna em sua igreja? Ou lagarta que rasteja para dentro e para fora?
Este remanescente permanecia fiel a Deus. Ao escapar da poluição mundana, vivia santa e corretamente. Não amava o mundo, nem o que nele havia. Enquanto a grande maioria achava-se adormecida, este grupo permanecia espiritualmente alerta.
Mais Uma Vez, a Promessa
Você já deve ter ouvido falar daquelas pessoas de mentalidade tão celestial que já não podem viver no mundo. Por isto, Jesus conclui, lembrando a Sardes a recompensa que os espera no céu.
Cristo reconhece a conexão existente entre nossa recompensa celestial e a nossa presente motivação. A primeira inspira a segunda.
A esperança da glória futura desperta a santidade presente. Aqui está o que aguarda os que o servirem:
Apo 3:5 O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
Vestes Brancas
“O que vencer será vestido de vestes brancas”. O branco resplandecente dessas vestes aponta para a nossa integridade nos céus. Seremos purificados e aperfeiçoados pelo sangue de Cristo.
Todo vestígio de pecado será extirpado para sempre. Teremos vestes novas e limpas; perfeita integridade. Esta promessa deve ter sido mui significativa para o povo de Sardes que sabia manufaturar roupas de lã.
Segurança Eterna
O Senhor Jesus garante: “E de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida”. Nos dias de João, os reis possuíam um registro oficial com os nomes de todos os cidadãos. Mas caso o cidadão cometesse um crime contra o estado, mudasse de país ou morresse, teria o nome riscado do livro.
Que promessa maravilhosa! Se permanecermos fiéis, nossos nomes estarão para sempre no livro do Rei.
Confissão Divina
As promessas de Jesus não param por aí: “E confessarei o seu nome diante de meu Pai e de seus anjos”. Como nosso Advogado, Jesus promete confessar-nos os nomes diante do Pai. Na sala do tribunal, diante dos santos anjos, reivindicará a salvação para os redimidos de Deus. Os incrédulos, todavia, serão excluídos.
Muitos em Sardes, sem dúvida, envergonhavam-se de confessar publicamente a Cristo. Sob a pressão da cultura ateísta, fracassavam em seu testemunho. A estes discípulos Jesus exorta: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai que está nos céus” (Mt 10.32, 33).
O Alerta
Apo 3:6 Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
O Espírito Santo tem falado às igrejas. A expressão igrejas, no plural, lembra-nos que a mensagem é para todas as igrejas em todos os tempos. Cada uma delas, e cada crente em particular, tira grande proveito desta carta.
O que o Espírito Santo diz aqui? A carta é endereçada para alertar quanto ao perigo da morte espiritual. Sardes parecia vibrante, mas estava morta. Sua devoção a Cristo achava-se estagnada.
Jesus oferece a essa igreja uma nova vitalidade e a restauração de sua paixão a Deus. Mas os crentes precisam fazer sua parte.
Precisam acordar, tomar a dianteira em possuir a Deus, olhar para trás e rever os dias de fervor espiritual. Eles teriam de prestar atenção aos mandamentos, abandonar seus impulsos pecaminosos e manter a vigilância na disciplina de Cristo.
O Espírito está dizendo: “Acorde, e saia da apatia e complacência”.
Certa vez um homem foi a Gypsy Smith, renomado evangelista inglês, e perguntou-lhe como receber um reavivamento. Gypsy retrucou: “Você tem algum lugar onde possa orar?”
“Sim”, respondeu. “Direi o que precisa fazer”, disse o evangelista. “Vá a esse local, levando um pedaço de giz. Ajoelhe-se lá, e com o giz faça um círculo em toda a sua volta. Então ore para que Deus envie um avivamento a todos que estiverem dentro do círculo. Fique lá até Ele responder. Assim receberá reavivamento”.
Talvez seja isto o que você precisa fazer. Fique a sós com Deus, e peça-lhe que reavive seu coração. Não se levante até que Ele o faça. Permaneça até que Ele responda. E você será renovado.
.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário