terça-feira, 3 de junho de 2025

LIÇÃO 09 O CAMINHO A VERDADE E A VIDA !!! PROFESSOAR PASTOR FERNANDO PESSOA

 


LIÇÃO DE 09 O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA 


PR: FERNANDO PESSOA 


introdução 


O clima é de muita tensão. 

fora, os principais sacerdotes, mancomunados com os fariseus, tramavam a morte de Jesus. Depois de tantos milagres e tão profundos ensinamentos, os judeus permaneciam incrédulos ou, na melhor das hipóteses, com uma fé deficiente. No recôndito do tabernáculo, Jesus confronta o orgulho de seus discípulos, lavando seus pés.

Depois, desmascara Judas Iscariotes, apontando-o como traidor. Se não

bastassem todos esses acontecimentos, Jesus comunica a seus discípulos que

partirá e que eles não poderão segui-lo.

Quando Pedro se dispõe a dar a própria vida, Jesus o admoesta dizendo que essa

coragem toda se tornaria pó diante da prova, e Pedro o negaria três vezes naquela mesma noite.

Jesus estava se despedindo dos seus discípulos. Aquela era a quinta-feira do Getsêmani, a quinta-feira do suor de sangue, a quinta-feira da traição de Judas, a quinta-feira da negação de Pedro, a quinta-feira da prisão de Jesus.


D. A. Carson diz que é Jesus quem está se dirigindo para a agonia da cruz; é Jesus quem está profundamente perturbado no coração (12.27) Joã 12:27  Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. 

e no espírito (13.21); Joã 13:21  Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. 

todavia, nessa noite das noites, o momento crucial de todos os tempos que seria apropriado para os seguidores de Jesus lhe darem apoio emocional e espiritual, ele ainda é o único que se doa, que conforta e que instrui.


Diante de tudo isso, os discípulos estão com o coração turbado. O coração aqui é o eixo em torno do qual giram os sentimentos e a fé, bem como a mola mestra das palavras e ações. A alma deles é uma tempestade. É nesse contexto

que Jesus se levanta como terapeuta da alma, a fim de

confortá-los.

John Charles Ryle diz que coração turbado é a coisa mais comum no mundo. Esse problema atinge pessoas de todos os estratos sociais, de todos os credos religiosos e de todas as faixas etárias. Nenhuma tranca consegue manter fora de nossa vida essa dor. 

Um coração pode ficar turbado pelas pressões que vêm de fora ou pelos temores que vêm de dentro. Até mesmo os cristãos mais consagrados precisam beber muitos cálices amargos entre a graça e a glória.


William Hendriksen diz que os discípulos estavam:

a) tristes, em razão da iminente partida de Cristo e da esmagadora solidão que os atingia; 

b) envergonhados, em razão do egoísmo que haviam evidenciado, perguntando quem era o maior entre eles; 

c) perplexos, em razão da predição de que Judas trairia Jesus e Pedro o negaria e os demais ficariam dispersos; 

d) vacilantes na fé, pensando: “Como o Messias pode ser alguém que será traído?”

e) angustiados, diante das aflições, açoites, perseguições, prisões e torturas que enfrentariam pela frente.

Jesus os consola, dizendo: Não se turbe o vosso coração (ARA). O que pode confortar um coração turbado? Como podemos encontrar consolo na hora da aflição? O texto em tela nos dá a resposta.


Colocando nossa confiança em Cristo apesar das circunstâncias (14.1)

Joã 14:1  Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 

Jesus conforta seus discípulos dizendo que, da mesma maneira que eles creem em Deus como seu refúgio no denso nevoeiro da vida, deveriam crer também em Cristo. Com isso, Jesus reafirma sua divindade. Mas o que significa crer

em Jesus? A forma do verbo no indicativo e no imperativo significa: “Já que vocês confiam em Deus, continuem confiando em mim”. Essa não é apenas uma fé intelectual; um assentimento racional não pode nos ajudar na hora da tempestade. Essa também não é apenas uma fé intelectual e emocional; esse é o tipo de fé dos demônios: eles creem e estremecem. Essa, finalmente, não é fé na fé.



Uma pequena fé no grande Deus vale mais do que uma grande fé no objeto errado. Muitos dizem: “Ah! Eu tenho uma grande fé”. Confiam na fé que têm, e não no grande Deus. A fé em Cristo não é uma fé kierkegaardiana, um salto no escuro. Confiar em Deus e no seu Filho é crer, confessar e descansar no seu poder, na sua sabedoria, na sua providência, no seu amor e na sua salvação.

Sabendo que neste mundo somos peregrinos, mas o céu é o nosso lar porque Jesus voltará para nos buscar (14.2,3)

Joã 14:2  Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. 

Joã 14:3  E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.


A partida de Jesus é para o bem dos discípulos. É verdade que ele está indo embora, mas está indo para preparar um lugar para eles; virá e os levará para que eles possam estar onde ele está. Concordo com as palavras de D. A. Carson:

“Quando Jesus fala de ir preparar lugar, não se trata de ele entrar em cena e, depois, começar a preparar o terreno; ao contrário, no contexto da teologia joanina, é o próprio ato de ir, via cruz e ressurreição, que prepara o lugar para os discípulos”.


Diante das provas, das tribulações e do sofrimento, precisamos levantar a cabeça e olhar para a recompensa final. Na jornada cristã, há sofrimento, dor e cruz, mas

o fim desse caminho é a glória, o céu. A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória. O sofrimento do tempo presente não pode ser comparado com as glórias por vir a serem reveladas em nós. Olhar para a frente, para a recompensa, para a herança imarcescível, para a pátria eterna, para o lar celestial, nos capacita a triunfar sobre as turbulências da vida. Como Jesus descreve o céu?

Em primeiro lugar, o céu é a casa do Pai (14.2). O céu é onde se encontra o trono de Deus. Lá estão as hostes de anjos e a incontável assembleia dos santos glorificados. O céu é a nossa pátria. Lá está o nosso tesouro, o nosso galardão, a nossa herança incorruptível. No céu, Deus enxugará as nossas lágrimas. No céu, entoaremos um novo cântico ao Cordeiro pelos séculos dos séculos.


Os filhos de Deus estarão lá. Se o céu é a casa do Pai, significa que o céu é o nosso lar. Aqui no mundo somos estrangeiros, mas no céu estaremos em casa, na casa do Pai. O céu é lugar de segurança, pois lá não entrará maldição. Lá não há gente doente, aleijada, ferida, oprimida. Lá não há cortejo fúnebre. A casa do Pai é o lugar 

onde somos sempre bem-vindos. Lá ouviremos: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mt 25.34).


Em segundo lugar, o céu é o lugar onde há muitas moradas (14.2). No céu, há lugar para todos os filhos de Deus. Apocalipse 21.16 diz que a cidade celestial mede

2.200 quilômetros de largura por 2.200 quilômetros de comprimento. Essa é uma linguagem figurada para mostrar que há lugar para todos. No céu, não teremos

apenas moradas, mas também morada permanente.


Em terceiro lugar, o céu é o lugar preparado para um povo preparado (14.3). Nós não compramos esse lugar no céu. Nós não o merecemos. Esse lugar nos é dado como presente. E graça, pura graça. Jesus preparou esse lugar na cruz, na sua morte, ressurreição, ascensão e intercessão.

Lá na cruz, Jesus abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. Ele é o caminho, a verdade e a vida, e ninguém pode ir ao Pai senão por ele. Ele entrou no céu como o nosso precursor. Ele entrou na glória primeiro, abrindo-nos a fila como irmão primogênito. Estamos a caminho da glória!


Em quarto lugar, o céu é o lugar onde teremos comunhão eterna com Cristo (14.3). A maior glória do céu é estarmos com Cristo para sempre e sempre. Vamos contemplar o seu rosto, servi-lo, exaltá-lo. A eternidade inteira não será suficiente para nos deleitarmos nele, para exaltarmos sua majestade. Cristo será o centro da nossa alegria no céu. Lá veremos Jesus como ele é. Lá não haverá dor, nem luto,

nem tristeza. Lá esqueceremos as agruras desta vida. Lá não faremos perguntas. Lá nossa alegria será completa. William Barclay diz que não temos porque especular como será o céu. Basta-nos saber que estaremos com Jesus para sempre!,


Em quinto lugar, o céu é o lugar onde teremos plena comunhão uns com os outros (14.3). No céu, seremos uma só família, um só rebanho, uma só igreja, uma só noiva do Cordeiro. Vamos nos conhecer. Vamos nos relacionar em pleno e perfeito amor. No céu vamos abraçar os patriarcas, os profetas, os apóstolos e os entes queridos que nos antecederam.





I- CONSOLO E PROMESSA DO SENHOR 


1- CAMINHO A VERDADE E A VIDA 

Jesus havia dito aos discípulos que iria partir e que eles não poderiam ir com ele (13.36). 

Joã 13:36  Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Respondeu Jesus: Para onde vou, não me podes seguir agora; mais tarde, porém, me seguirás. 



Agora, assegura que eles sabem o caminho para onde ele vai (14.4). 

Isso provoca uma pergunta imediata de Tomé: 

Joã 14:5  Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? 


A resposta de Jesus é uma das mais importantes declarações registradas nos Evangelhos: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por

mim (14.6).

Jesus é a verdade que alimenta a nossa mente, a vida que satisfaz a nossa alma e o único caminho seguro para Deus. Nessa mesma linha de pensamento, D. A. Carson diz que Jesus é o caminho para Deus, precisamente porque ele é a verdade de Deus

Joã 1:14  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. 


e a vida de Deus Joã 1:4  A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 

Joã 3:15  para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 

Joã 11:25  Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 


II-DÚVIDAS, E INCERTEZAS E ENGANOS NO CAMINHO COM CRISTO.


AS INCERTEZAS DE PEDRO E FILIPE 

Sabendo que Jesus é o revelador do Pai (14.7-11)

Jesus diz aos discípulos que conhecê-lo é conhecer o Pai. Essa declaração levou Filipe a fazer uma pergunta: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta (14.8). Até então, os discípulos não tinham compreendido que aquele que vê

Jesus vê o Pai, pois Jesus e o Pai são um. Três verdades são enfatizadas aqui por Jesus.

Em primeiro lugar, Jesus éa exegese do Pai (14.7-9). Jesus já havia afirmado: Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está ao lado do Pai, foi quem o revelou (1.18). Agora, diz que quem o conhece, conhece o Pai (14.7), e quem o vê, também vê o Pai (14.9). Jesus é a exegese de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Col 2:9  porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. 


Ele é o resplendor da glória e a expressão exata do ser de Deus (Hb 1.3).

Heb 1:3  Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, 


Em segundo lugar, Jesus é o arauto do Pai (14.10). Joã 14:10  Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. 


Jesus não apenas é um com o Pai, mas é também o porta-voz do Pai. O que ele fala não fala por si mesmo, mas fala da parte do Pai. As obras que ele realiza não as realiza por si mesmo, mas as faz pelo poder do Pai.


Em terceiro lugar, Jesus é o agente do Pai (14.11). 

Joã 14:11  Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. 


A evidência absoluta da unidade entre o Pai e o Filho é que o Filho realiza as mesmas obras do Pai. Ele é o agente do Pai. Ele é o Verbo criador. O Pai e ele trabalham até agora.





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