INTRODUÇÃO:
Pensamento Cristão
A vida é breve e marcada pelo pecado, trazendo dor e fragilidade. Mas a graça
de Deus nos sustenta, permitindo viver com propósito, esperança e confiança na redenção que só Cristo oferece.
A lição de hoje nos leva a uma reflexão profunda sobre as consequências do pecado no nosso corpo, um tema essencial para entendermos nossa condição após a Queda. O texto de Gênesis 3:17-19 descreve o momento em que Deus pronuncia as consequências da desobediência de Adão, definindo a realidade da existência humana em um mundo decaído.
Gên 3:17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
Gên 3:18 Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo.
Gên 3:19 No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.
a fadiga do homem (3.17-19a). Depois de sentenciar a mulher, Deus volta sua atenção para o homem: E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.
No suor do teu rosto comerás o teu pão... (Gn 3.17-19a). Graças à misericórdia, a
maldição recai sobre os domínios do homem, não sobre o homem propriamente dito, todavia, não se diz nada de construtivo a Adão, em quem todos morrem. “Fadigas... suor... pó respondem à fantasia sereis como Deus”.22 O trabalho, até então deleitoso, agora seria penoso. A natureza não seria mais favorável ao homem, e floresceria naturalmente não mais os frutos deliciosos, mas os espinhos, cardos e abrolhos. A fadiga e o suor do rosto seriam seus
companheiros de todas as horas na saga da sobrevivência. Deus amaldiçoa a
terra por causa de Adão (3.17).
A morte (3.19b). [...] o salário do pecado é a morte... (Rm 6.23). O homem que foi feito do pó é agora sentenciado a voltar ao pó.
Deus disse a Adão: No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás (Gn 3.19). O homem veio do pó, é pó e voltará ao pó. O pecado é a mãe da morte e o filho da cobiça. O pecado gerado pela cobiça deu à luz a morte, e o homem, que foi criado para
viver deleitosamente na presença de Deus, agora é sentenciado a voltar ao pó.
Complementando, Eclesiastes 12:1-7 nos oferece uma descrição poética e melancólica do envelhecimento e da morte, mostrando a fragilidade da nossa vida na terra e a inevitabilidade de voltarmos ao pó. Ambos os textos nos confrontam com a verdade bíblica de que o pecado trouxe consequências físicas, espirituais e existenciais para toda a humanidade, revelando nossa total dependência da graça de Deus para a redenção completa.
Os três elementos do senhor humano foram afetados com a Queda.
A Primeira consequência foi a ordem Espiritual: a imediata perda de comunhão com Deus, com terríveis consequências também na alma, como vergonha culpa, e medo, que Adão e Eva não conheciam.
Triste fim para quem fora criando para viver eternamente em comunhão com o criador. É O FIM funesto e miserável que nos foi legado pelo primeiro Adão, mas há também um fim Glorioso assegurado por Cristo, o último Adão
1Co 15:45 Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante.
1Co 15:46 Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois, o espiritual.
1Co 15:47 O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
1Co 15:48 Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
I - DA PERFEIÇÃO À MORTE
1. A certificação divina
O pronunciamento divino em Gênesis 3:17-19 representa não apenas uma sentença, mas uma certificação solene das consequências inevitáveis do pecado. Quando Deus declara
"maldita é a terra por causa de ti", estabelece- se uma relação causal direta entre a transgressão humana e a degradação da criação. Esta certificação divina revela que a morte física não era parte do plano original de
Deus para a humanidade.
Como afirma Paulo: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Romanos 5:12). A perfeição original do homem, criado à imagem de Deus, foi corrompida pelo pecado, introduzindo no mundo a deterioração física, o sofrimento e a morte como realidades universais da condição humana decaída.
A ordem de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:17) era a única restrição imposta por Deus, um teste de obediência que, quando falhou, abriu as portas para as consequências trágicas que hoje conhecemos.
2. Pecado e dor
O pecado feriu não só a alma, mas também o corpo, sujeitando-o à fadiga e à enfermidade.
A entrada do pecado no mundo trouxe consigo a dor como experiência
universal da humanidade. O texto bíblico é categórico ao estabelecer que "com
dor comerás dela todos os dias da tua vida" (Gênesis 3:17). Esta dor não se limita apenas ao aspecto físico, mas engloba toda a experiência humana: dor emocional, espiritual e existencial.
A palavra hebraica "itstsabown" traduzida por "dor" implica em trabalho árduo, sofrimento e angústia. Assim, o pecado corrompeu não apenas a natureza espiritual do homem, mas também sua constituição física, tornando-o sujeito a enfermidades, fadiga e deterioração. Como declara Jó: "O
homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação" (Jó 14:1). Esta realidade nos lembra constantemente de nossa fragilidade e necessidade de redenção.
A terra foi amaldiçoada, e o trabalho, antes uma atividade prazerosa e significativa, tornou-se fonte de dor e suor. A mulher, por sua vez, teria dores no parto (Gênesis 3:16). A dor e a aflição se tornaram inseparáveis da experiência humana, um lembrete constante da nossa transgressão original. A tristeza, a doença e o sofrimento são manifestações visíveis da realidade do pecado em nosso mundo caído.
3. Velhice, autenticidade e gratidão
Ecl 12:1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;
Ecl 12:2 antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;
Ecl 12:3 no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;
Ecl 12:4 e as duas portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as vozes do canto se baixarem;
Ecl 12:5 como também quando temerem o que está no alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua eterna casa, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;
Ecl 12:6 antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço,
Ecl 12:7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
O livro de Eclesiastes apresenta uma descrição magistral do processo de envelhecimento através de metáforas poéticas que revelam a progressiva deterioração do corpo humano.
Quando o Pregador exorta a "lembrar-se do Criador nos dias da mocidade" (Eclesiastes 12:1), estabelece a importância da autenticidade espiritual e da gratidão durante toda a jornada da vida.
As imagens dos "guardas da casa" (as mãos que tremem), dos "homens fortes" que se encurvam (as pernas), dos "moedores" que cessam (os dentes), revelam que a velhice é uma realidade inevitável para todos os que vivem suficientemente.
Contudo, esta fase da vida deve ser vivida com gratidão a Deus e autenticidade espiritual, reconhecendo que "os cabelos brancos são uma coroa de honra; no caminho da justiça se acham" (Provérbios 16:31). A velhice, embora consequência da mortalidade humana, pode ser vivida com dignidade e propósito quando fundamentada na fé.
Lev 19:32 Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do velho, e terás temor do teu Deus. Eu sou o SENHOR.
Não se pode considerar depreciativo o emprego do termo velho, como têm sido distorcido os sentidos de tantas outras expressões atualmente pelo contrário !
os velhos são dignos de maior atenção e honra, seja pela limitação que os anos trazem e precisam , sim ser compensadas com cuidados adequados, devidos por todos nós.
No processo de rejeição da palavra velho, passou -se depois para o emprego do termo idoso,logo após essoa idosa, em seguida, terceira idade e por fim melhor idadeum eufemismo moderno usado para suavizar essa condição humana.
IMPORTANTE:
DEVIDO AS REJEIÇÕES PARA COM NOSSOS IRMÃO E IRMÃS MAIS IDOSAS LEVA ELES A TEREM ESTÉTICAS O USO ABUSIVO DE COSMÉTICOS CAUSANDO UM EXAGERO E TERMINAM POR COMPROMETER A PRÓPRIA SOBRIEDADE .
As escrituras ensinam-nos reconhecer as características e o valor de casa etapa de nossa existência Prv 20:29 O ornato dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos, as cãs.
cuidar de sim é muito importante, mas é preciso ser sábio e viver todas as fases da vida de maneira sóbria em profunda gratidão e temor a Deus
Ecl 8:5 Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o modo.
Ecl 8:6 Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto o mal do homem é grande sobre ele.
Ecl 12:13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem.
II - A RESPONSABILIDADE HUMANA
1. Corpo e livre-arbítrio
Rom 5:12 Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
Gên 9:6 Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.
Tgo 3:9 Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus:
Deu 30:19 Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente,
Deu 30:20 amando ao SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar.
O livre-arbítrio, segundo a teologia arminiana, é a capacidade que Deus concedeu ao homem de fazer escolhas conscientes e voluntárias, incluindo a decisão de obedecer ou desobedecer a Ele (Gênesis 3:17; Deuteronômio 30:19). Embora o pecado tenha ferido a natureza humana, o livre-arbítrio não foi aniquilado: o homem ainda pode escolher buscar a Deus, arrepender-se e viver em obediência, capacitado pela graça preveniente
(1) (Efésios 2:8-9; Tito 2:11-12).
Efs 2:8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
Efs 2:9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Tit 2:11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
Tit 2:12 ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
Consequências de usar o livre-arbítrio de maneira errada
(1) Separação de Deus e espiritualidade comprometida
✓ Ao optar por desobedecer a Deus, o homem se afasta da comunhão com Ele, abrindo espaço para pecado, culpa e vazio espiritual (Isaías 59:2; Romanos 6:23).
Rom 6:23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.
✓ O uso errado do livre-arbítrio não destrói a graça de Deus, mas prejudica a
intimidade com Ele.
(2) Consequências físicas e materiais
✓ Escolhas incorretas no estilo de vida, como abuso de alimentação, vícios ou
negligência com o corpo (1 Coríntios 6:19- 20), podem resultar em sofrimento,
doença ou dificuldades materiais.
✓ O corpo é templo do Espírito Santo, e o uso irresponsável das decisões pode gerar consequências tangíveis.
(3) Danos sociais e relacionais
✓ O livre-arbítrio mal exercido também afeta o próximo: decisões egoístas, injustas ou imorais podem prejudicar famílias, comunidades e a reputação cristã (Gálatas 6:7-8; Tiago 4:17).
Gál 6:7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Gál 6:8 Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna.
Tgo 4:17 Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.
✓ Cada escolha errada tem efeito dominó, mostrando que a liberdade humana vem acompanhada de responsabilidade moral.
2. A potencialização do sofrimento
As escolhas humanas podem intensificar as consequências naturais do pecado sobre o corpo. Embora o sofrimento seja uma realidade inevitável da condição humana decaída, determinadas decisões podem amplificar significativamente esta experiência.
O apóstolo Pedro adverte: "Porque é melhor que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer) do que fazendo mal" (1 Pedro 3:17). Isto significa que existe uma distinção bíblica entre o sofrimento que resulta naturalmente da condição caída da humanidade e aquele que é consequência de escolhas pecaminosas específicas.
Quando o homem escolhe caminhos contrários à vontade divina, não apenas experimenta as consequências gerais do pecado, mas também as penalidades específicas de suas transgressões. Assim, a responsabilidade humana se manifesta na capacidade de minimizar ou potencializar o sofrimento através das decisões tomadas.
3. Drogas e sexos ilícitos
Entre as formas mais evidentes de potencialização do sofrimento corporal estão o uso de drogas e a prática de relações sexuais ilícitas. A Escritura é clara ao declarar que "o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo" (1 Coríntios 6:13).
O uso de substâncias que alteram a consciência e corrompem o corpo representa uma profanação do templo do Espírito Santo, intensificando as consequências físicas, emocionais e espirituais do pecado.
Similarmente, as relações sexuais fora do contexto matrimonial estabelecido por Deus trazem consequências devastadoras tanto para o corpo quanto para a alma. Paulo adverte: "Fugi da prostituição. Todo o pecado que o
homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo" (1 Coríntios 6:18).
Estas práticas não apenas violam os princípios divinos, mas aceleram a deterioração física e espiritual, demonstrando como as escolhas
humanas podem amplificar dramaticamente as consequências
já existentes do pecado.
III - DO ABATIMENTO A GLORIFICAÇÃO
1. A realidade das enfermidades
As enfermidades representam uma manifestação tangível das consequências do pecado sobre o corpo humano. Embora nem toda enfermidade seja resultado direto de pecados pessoais, todas são consequência da entrada do pecado no mundo. Jesus Cristo, em Seu ministério terreno, demonstrou compaixão pelos enfermos, curando diversas moléstias como sinal de Sua divindade e prefiguração da restauração completa que virá.
O evangelho de Mateus registra: "E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo" (Mateus 4:23).
As enfermidades nos lembram de nossa fragilidade e dependência de Deus. Tiago exorta: "Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele" (Tiago 5:13-14). A igreja tem o privilégio de interceder pelos enfermos e testemunhar o poder curador de Deus.
2. Enfado e canseira
O cansaço e o enfado representam aspectos universais da experiência humana após a Queda. O próprio trabalho, originalmente estabelecido como bênção no Éden, tornou-se fonte de fadiga e frustração. Eclesiastes expressa esta realidade: "Antes que se escureçam o sol, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva" (Eclesiastes 12:2), utilizando metáforas que descrevem o declínio das forças vitais.
O enfado existencial, a sensação de vazio e a fadiga crônica são sintomas de um mundo caído que geme aguardando a redenção. Paulo compreendeu esta realidade ao escrever:
"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Romanos 8:22). Contudo, para o cristão, este enfado não é sem esperança. Jesus promete:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28). O descanso em Cristo oferece alívio temporal e aponta para o descanso eterno que nos aguarda.
3. O Corpo glorificado
Nossa esperança não se limita a esta vida e a este corpo decaído. A doutrina da nossa fé nos garante que, para aqueles que perseveram na fé e no novo nascimento, teremos um corpo glorificado. Paulo ensina sobre esta verdade em 1 Coríntios 15, declarando: "Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual" (1 Coríntios 15:44).
O corpo glorificado será liberto de todas as limitações impostas pelo pecado: não haverá mais dor, enfermidade, envelhecimento ou morte. Esta transformação não representa um abandono da corporeidade, mas sua perfeição.
Como afirma Paulo: "Porque convém que isto que é corruptível se revista da
incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (1 Coríntios 15:53).
O corpo ressurreto de Jesus Cristo serve como protótipo do que seremos: "Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 João 3:2). Esta esperança escatológica da glorificação corporal motiva o cristão a perseverar nas aflições temporais,
sabendo que "a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2 Coríntios 4:17).
AUXÍLIO BÍBLICO 2
Corpo Glorificado
O corpo glorificado é o corpo que o crente receberá na ressurreição final, totalmente transformado e livre da corrupção, do pecado e
da mortalidade (1 Coríntios 15:42-44; Filipenses 3:21). Ele é considerado o corpo
perfeito, conforme a vontade de Deus, destinado à eternidade com Ele.
Principais Características do Corpo Glorificado
(1) Imortalidade e incorruptibilidade
✓ O corpo não estará mais sujeito à morte, doença ou decadência física (1 Coríntios 15:42,53).
✓ Será eterno, adaptado à vida celestial e à presença de Deus.
(2) Glória e beleza sobrenatural
✓ Reflete a perfeição e a santidade de Deus (Filipenses 3:21).
Flp 3:21 que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.
✓ Não apenas livre das limitações físicas, mas também transbordando esplendor, como o próprio Cristo ressuscitado (Mateus 17:2).
Mat 17:2 E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
(3) Poder e força
✓ Capaz de realizar tarefas impossíveis no estado mortal, como atravessar barreiras e existir sem as limitações do tempo e espaço (1 Coríntios 15:43).
1Co 15:43 Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
(4) Sem desejo pecaminoso
✓ O corpo glorificado não é apenas físico, mas totalmente regenerado, livre da
inclinação para o pecado (1 João 3:2).
1Jo 3:2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
✓ Funciona em perfeita harmonia com a alma e o espírito.
(5) Sem sofrimento e com plenitude de comunhão com Deus
✓ O corpo glorificado permite ao crente participar plenamente da glória eterna, sem dor ou enfermidade (Apocalipse 21:4).
Apo 21:4 E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
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