sexta-feira, 8 de março de 2024

Discipulado e Companheirismo Estudo da Palavra de Deus


Discipulado e Companheirismo 

Discipulado e Companheirismo 


Pr. Fernando Pessoa 


1

Certeza da Salvação

2

Cultivando a Vida Devocional

3

Integrando numa Igreja

4

Poder Espiritual para a vida

5

Oração

6

Obediência a Deus

7

As Tentações

8

Discernindo a Vontade de Deus

9

Testemunho Pessoal

10

Vida Vitoriosa

11

Batismo e Ceia do Senhor

12

Dízimos e Ofertas


LIÇÃO 1 -  A CERTEZA DE SALVAÇÃO


 OBJETIVOS


  • Verificar a autenticidade da entrega de vida feita pelo crente.

  • Examinar as promessas bíblicas básicas para a obtenção da certeza de salvação.

  • Começar a cultivar um relacionamento de amizade com o novo crente

  • Resolver quaisquer problemas ou dúvidas que haja em sua mente


REVISÃO


  • Confirmar a entrega a Cristo feita pelo novo crente. Para isto lhe dirigimos as seguintes perguntas:

  • Você crê que Jesus  morreu na cruz, pôr causa dos seus pecados e que ressuscitou entre   

  • os mortos.

  • Você se arrependeu sinceramente e pediu a Jesus Cristo para entrar na sua vida?

  • Ele está em sua vida agora?

  • Como você sabe disso?(porque ele disse que estaria em minha vida se eu lhe pedisse). 

  • Apocalipse 3.20

  • Pedir ao novo convertido que conte o que o levou a entregar sua vida a Cristo.


A LIÇÃO


É importante começar a reunir-se com o novo convertido dentro de um período

de até sete dias após a conversão. Ele precisará conhecer algumas verdades importantes

da Palavra de Deus, para continuar crescendo na vida cristã. As verdades mais importantes são:

  • Promessa de vida eterna

  • Promessa de nos tornarmos filhos de Deus

  • Promessa de perdão dos nossos pecados

  • A necessidade de crer em fatos e não em sentimentos


  • Testemunho interior do Espírito Santo


Explicar cada um destes pontos com detalhes para o novo convertido.

A sugestão de apresentação diagramada que damos na parte V

nos fornece uma ideia de como se faz isto.


Primeira verdade: vida eterna


A primeira parte a ser mostrada é a certeza de que temos a vida eterna com o Senhor. Trata-se de uma maravilhosa promessa de Deus, para todos os que crêem no evangelho. Temos que  incentivar  o novo crente a pensar nas Suas promessas. Isto significa não somente uma vida sem fim com o Senhor, mas também uma verdadeira comunhão com Ele, plena realização pessoal e felicidade eterna. Esse é o futuro maravilhoso que aguarda a todos os que atendem a mensagem do evangelho. Os versos seguintes são muito apropriados para o novo crente.

E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no se Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho não tem a vida. Estas coisas vos  escrevi de saberdes que tendes a vida eterna.” (1 João 5:11-13)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira de deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Pôr isso, quem crê no filho tem a  vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (João 3:36)


Segunda verdade: promessa de nos tornarmos filhos de Deus


A Segunda verdade que examinamos com o novo convertido é a promessa de fazermos

parte da família de Deus. Num sentido muito real, nós nos tornamos co-herdeiros com

Cristo das promessas de Deus. A salvação marca para nós o início de um relacionamento com Deus, de Filho para Pai. É importante que o novo crente compreenda que isto é um privilégio e  um meio de termos a certeza da salvação. Devemos mostrar-lhes os seguintes textos:

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus;

a saber: os que crêem em seu nome”(João 1:12)


Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:26)


Pois todos os que são guiados pelo espírito Santo de Deus são filhos de Deus; Ora, se somos filhos,

somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo.”(Romanos 8:14;17)

Terceira verdade: perdão dos pecados


Outra grande verdade que precisamos comunicar ao novo crente é a promessa do  perdão dos pecados, que temos em Cristo. Isso retira do pecador aquele fardo de culpa e  desespero. É verdadeiramente maravilhoso pensar que Deus nos ama tanto, que nos oferece perdão. O novo crente precisa aprender a apreciar este fato. Provavelmente levaria algum tempo, talvez semanas, para que esta verdade acerca do perdão lhe passe  da mente para  o coração. Devemos esforçar-mos bastante para que isso aconteça. Mostremos a ele os seguintes versos:


Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).

Porque isto é o meu sangue, sangue da aliança, derramado pôr em favor de muitos, para a remissão dos pecados." (Mateus 28:26)

E a vós outros,  que estáveis mortos pelas vossas transgressões, e pela incircusinsão da vossa carne,

os deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.” (Colossenses 2:13)


Quarta verdade: fatos e não sentimentos


Aqui,  devemos salientar a importância de crermos em Deus, e nos firmarmos em Sua Palavra. O novo crente precisa aprender a ter fé nas promessas de Deus, e não em seus sentimentos. Os sentimentos muitas  vezes ajudam a substanciar as verdades da Palavra de Deus, mas o problema dos sentimentos é que, em muitos casos, eles são controlados pelas circunstâncias. Nossa fé deve firmar-se na rocha sólida da Palavra de Deus, e não na areia movediça dos sentimentos. O novo crente deve fixar sua fé em fatos permanentes, e não em circunstâncias, que sempre estão variando.

Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, (pela fé) assim andai nele” (Colossenses 2:6)


Quinta verdade: testemunho do Espírito Santo


Os sentimentos têm o seu lugar na certeza de salvação experimentada pelo novo crente.

Isso diz respeito à experiência do testemunho do Espírito Santo, quanto a sua filiação com Deus.

Este testemunho interior é de aceitação e de perdão que o verdadeiro crente experimenta.

É uma sensação de nos encontrarmos na posição certa, o que confere maior fundamento a

nossa entrega pessoal. Trata-se mais de um sentimento interior do que de uma emoção externa.

Os versos seguintes ajudam a esclarecer esta verdade:


Nisto conhecemos que permanecemos Nele, e Ele em nós, em que nos deu do seu Espírito.”( 1 João 4:13)

Mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba,  Pai O próprio Espírito

estifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”(Romanos 8:15).


Sexta verdade: vida transformada


O último ponto a ser ensinado, a fim de darmos ao novo crente a certeza da salvação,

E focalizar a sua atenção sobre as inexplicáveis mudanças que estão ocorrendo em sua vida,

tanto nos seus atos como em suas atitudes. O verso 2 de Coríntios 5.17 nos ensina que o

novo crente se tornou em uma nova criatura. Esta nova criatura leva uma vida transformada,

que se evidencia pôr vários fatos. O novo crente pode ver nessa mudanças uma  prova que

pode ajudar sua certeza. A Palavra de Deus ensina que as seguintes mudanças devem ocorrer

na vida do crente: 

  • Ter um crescente anseio, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que

  • pôr ele vos seja dado crescimento para salvação. (1 Pedro 2:2)

  • Um desejo verdadeiro de guardar os mandamentos de Deus e ter uma  vida transformada.

  • ”Ora, sabemos que o temos conhecido pôr isto: se guardarmos os seus mandamentos.”

  • (1 João 2:3)

  • Ter um crescente amor por outros crentes, e buscar a comunhão com eles.

  • Nós sabemos que já passamos da morte para vida, porque amamos os irmãos.” (1 João 3:14)









LIÇÃO 2 - A VIDA DEVOCIONAL


OBJETIVOS

  • Ensinar a importância de termos um momento a sós com Deus.

  • Oferecer sugestões sobre a questão do momento devocional. 

  • Ensinar ao novo crente um método para o estudo devocional da Bíblia.

  • Treinar este novo método com o recém-convertido.


REVISÃO

  • Verificar como está a certeza da salvação do novo crente. Será bom recordar com ele

  • o papel dos sentimentos nesta certeza.

  • Recordar o estudo do Evangelho de João. Pedir que ele mostre as promessas que encontrou ali.

  • Pedir ao novo crente que fale das reações que os amigos e parentes estão tendo com sua

  • experiência. Talvez ele esteja precisando de um pouco de ânimo e encorajamento.

  • Responder as perguntas que ele possa ter, se for possível.


LIÇÃO


É essencial que o novo crente estabeleça um momento de comunhão diária com Deus. Isto é de importância básica para que ele tenha uma vida santa. É nesses momentos de contato íntimo  com o Senhor que o crente aprende a conhecer melhor a Deus e sua vontade para sua vida , a orientação de Deus e sua natureza. Todos os homens de Deus concordam entre si que o momento de comunhão diária, para eles, é a parte mais importante da sua vida`. A Palavra de Deus ensina, em várias passagens, que há necessidade de termos uma comunhão a sós com Deus e com sua Palavra. 

“Antecipo o alvorecer do dia e clamo; na tua palavra espero confiante, os meus olhos antecipam as vigílias noturnas, para que eu medite nas suas Palavras.” (Salmos 119:147-148)

“Antes o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita  de dia e de noite.” (Salmos 1:2)

“Desejai ardentemente, como criança, recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que pôr ele vos seja crescimento para salvação.” (I Pedro 2:2)


Existem vários fatores que contribuem para que tenhamos  um bom momento devocional, disciplinadamente. Vejamos agora esses fatores.


Planejamento


Temos que convencer o novo crente de que é necessário planejar antecipadamente os detalhes

do momento devocional. Se ele pensar em tudo antes, poderá evitar tais como; desvios,

interrupções, conflitos com outras atividades. O momento devocional deve ser feito numa

hora que o indivíduo possa dar toda a sua atenção ao Senhor. Algumas pessoas acham que cedo,

pela manhã, é a melhor ocasião, outras preferem fazê-lo à noite. Não existe uma hora que seja

certa ou errada. O  importante é escolher um momento em que estejamos bem dispostos e

possamos raciocinar com clareza. Devemos pensar em vinte ou trinta minutos, inicialmente,

como tempo de duração do devocional, para o novo crente. Mais tarde, provavelmente,

ele achará que precisa de mais tempo.


Um bom local


O novo crente precisa encontrar um bom local para fazer seu devocional, onde esteja salvo

de interrupções e distrações. Isto é importante para que ele possa concentrar-se apenas na

palavra de Deus. Se possível, deve ser aconselhado a faze-lo num lugar onde possa orar em

voz alta. Em alguns casos, é necessário Ter dois lugares, um para estudo da Bíblia e outro

para oração. Vemos em Marcos 1:35 que Jesus nos deu a importância de um lugar quieto.

“Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto, e ali orava.”


O que fazer


O novo crente precisará de algumas orientações sobre o que ele irá fazer durante o

momento devocional. Existem bons livros devocionais, mas creio que para o novo

crente o melhor meio, agora,  não é ler esses livros, mas, sim, fazer o seu próprio programa

de estudo, independentemente. Deve estudar um parágrafo ou capítulo da Bíblia de cada vez.

Ele deve ler uma determinada passagem, lentamente, várias vezes, e meditar nela. Abaixo damos

perguntas que ele pode aplicar a passagem estudada:

  • Esta passagem me fala de algum pecado que devo abandonar?

  • Há nela alguma promessa de que devo me apropriar?

  • Há nela exemplos que devo seguir?

  • Há nela advertências que devo considerar?

  • O que ela me ensina acerca do Pai, Filho e Espírito Santo?

  • Há nela quaisquer outras lições?



Oração


Outro elemento vital na prática devocional do novo crente é a oração. É essencial que 

a oração se torne uma parte natural de sua vida. Ele deve passar pelo menos cinco minutos

do devocional em oração. Com o passar do tempo, irá aumentando. Mas,  para começar,

este período de tempo deve ser suficiente. Se prescrevermos um período de tempo maior,

ele pode sentir-se desanimado. Ele deve organizar a sua própria lista de oração, como

acessório necessário ao seu momento devocional. Pode guardá-lo sempre no fim da

caderneta de anotações. Damos a seguir um exemplo de como pode ser a disposição desta lista.


Data

Pedido

Data Resposta

1




2




3




4




5





Modelo para lista de oração 


Um bom modo de levar o novo crente a começar o estudo bíblico e a oração é presenteá-lo com a caderneta, já com as anotações básicas. Isso pode evitar-lhe confusões.


LIÇÃO 3 - INTEGRAÇÃO NA IGREJA


OBJETIVOS


  • Ensinar o que é a igreja

  • Ensinar pôr que a igreja é necessária

  • Ensinar pôr que devemos ir a igreja

  • Ensinar como se escolhe uma igreja para freqüentar


REVISÃO


  • Examinar a caderneta de anotações do devocional. Verificar se ele tem sido fiel.

  • Pedir-lhe que conte alguma coisa que aprendeu na semana anterior.

  • Recordar a importância de se orar  diariamente, e perguntar-lhe se já iniciou a lista

  • de pedidos de oração.

  • Se ele estiver com problemas quanto a certeza da salvação, rever no capítulo que setrata desse problema.

  • Responder a quaisquer perguntas que ele possa ter, antes de passar a lição.


LIÇÃO


É de suma importância que o novo crente comece a igreja regularmente.

O melhor modo de convencê-lo da necessidade de freqüentar a igreja é responder

as perguntas mais comuns que possam surgir em sua mente, com relação a igreja. Esta aula foi planejada exatamente tendo este objetivo em mira.


O que é a Igreja

A palavra igreja, na Bíblia, tem dois sentidos. Por vezes, refere-se a todo o grupo de salvos

do mundo, isto é, à Igreja universal. Outras vezes, refere-se a um determinado grupo de

crentes de certo lugar, a igreja de uma localidade. Muitas vezes ela é chamada de

“o Corpo de Cristo”. Isto significa que todos os crentes são parte do corpo espiritual

de Cristo, o qual dá testemunho dele ao mundo de hoje.

O trecho de 1 Coríntios 12. 1-27 explica esta importante doutrina, e mostra que todos

os membros são necessários para que o corpo cresça, e se torne eficiente.

O novo crente torna-se parte do corpo no momento em que recebe a cristo.

Naquele instante, quer esteja ciente disso ou não, ele se torna parte do Corpo de Cristo.


A  igreja é necessária pôr diversas razões.

O melhor modo de se ensinar esta verdade é simplesmente apresentar as razões.

  • É necessária para que haja uma organização dos crentes.

  • Nosso Deus não é Deus de desordem (1 Coríntios 14:33) e é  lógico que não é desua vontade que haja confusões. Além disso, ela também fornece orientação aos crentes em geral, e intensifica o crescimento. Em Atos 6, vemos claramente esta decisão.

  • Fornece aos crentes a oportunidade de comunhão. A comunhão dos crentes entre si  é uma ordem de Deus. Não abandonemos a nossa própria congregação...” (Hebreus 10:25). É extremamente importante que o novo crente (todos os crentes) goze de uma boa  comunhão com os outros. A igreja nos oferece esta oportunidade. Num bom ambiente de boa comunhão, os crentes se conformam mutuamente (Romanos 1:12), cooperam uns com os outros (1 Coríntios 12:14-27), e pôr fim também partilham das alegrias e dos fardos uns dos outros (Gálatas 6:2).

  • Oferece condições para que o crente seja doutrinado. Uma boa igreja deve treinar seus crentes na doutrina, para que eles possam crescer na vida espiritual e ajudar os outros. É importante que conheçamos as doutrinas de nossa fé.

  • Dá-nos a oportunidade de adorarmos a Deus em grupo. Deus exige de nós um louvor constante, e em amor. Essa adoração pode ser individual ou coletiva. O culto em grupo, com cânticos e louvor a Deus, tanto serve para honrar e adorar ao Senhor , como contribui para o nosso crescimento espiritual.

  • Dá-nos a oportunidade de trabalharmos para o Senhor. A igreja constitui em um local onde podemos exercitar os dons que Deus nos deu. Ali podemos trabalhar, juntamente com os outros, na pregação do evangelho ou em outros projetos. Deus ordena que façamos boas obras, as quais demonstram nossa fé.

É uma pergunta muito válida. Sua resposta tem duas  partes. 

Primeiro, devemos frequentar a igreja pôr todas as razões acima, quando falamos da necessidade da igreja. 

 Em segundo lugar, mesmo que não conhecêssemos essas razões para a igreja ser tão necessária a nós, bastaria sabermos que Deus nos ordena que frequentamos (Hebreus 10:25). Ao mencionarmos isso ao novo crente, será bom darmos a essa pergunta uma resposta mais profunda. Nossa associação a um grupo cristão evita que caiamos no erro de abraçar idéias extremas. É muito fácil o novo crente cair em erros de doutrinas, cultos falsos, ações e atitudes extremas. As forças atuantes dentro do grupo ajudam a atenuar  estas tendências. Além disso, na igreja, o novo crente tem contato com crentes mais amadurecidos, que sabem encontrar soluções para os problemas, melhor que ele.


Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.”(Hebreus 5:14)


Que igreja devo freqüentar


O novo crente precisa não apenas integrar-se numa igreja, mas também, na igreja adequada. Existem muitos critérios que podem ajudá-lo a escolher a congregação que deve frequentar . São as seguintes:

  • Frequentar uma igreja que pregue a mensagem do evangelho e tenha uma atmosfera de amor.

  • Frequentar uma igreja onde se pregue a necessidade de uma decisão pessoal, para se receber a Cristo como Senhor e Salvador.

  • Freqüentar uma igreja, cujos membros demonstrem conhecer e viver uma nova vida em Cristo.

  • Frequentar uma igreja onde se dê ênfase ao trabalho de missões, e se sustente esse trabalho.


Graças a Deus, o Ministério Redil, satisfaz, plenamente, estas condições acima. Portanto, esta aula deve servir para mostrar-lhe por que sugerimos que ele frequente a nossa igreja. 

Obs.: Devemos incentivar ao máximo a frequência do novo crente à igreja. 


  • Pedir ao novo crente que continue a fazer suas anotações na caderneta de estudos devocionais.

  • Insistir para que ele vá a uma igreja nesta semana. Se preciso, o conselheiro deve levá-lo



LIÇÃO 4 - PODER ESPIRITUAL PARA A VIDA

OBJETIVOS


  • Ensinar as promessas de Deus relativas à vida abundante.

  • Mostrar o papel do Espírito Santo na vida cristã.

  • Explicar o significado da plenitude do Espírito Santo.

  • Mostrar os requisitos para se ter poder espiritual.


REVISÃO


  • Examinar a caderneta de anotações sobre o devocional. Verificar se tem sido fiel na observância  do devocional.

  • Recordar a lição acerca da igreja, estudada na aula interior. Verifica-se se ele está lendo. Salientar novamente pôr que é importante que ele se integre na igreja.

  • Responder a quaisquer perguntas que ele possa ter.


LIÇÃO


É importante que o novo crente conheça a fonte de poder que se acha ao seu dispor na vida cristã. As verdades acerca da plenitude do Espírito Santo são de grande valor para se ter uma vida cristã realmente plena. Uma boa compreensão delas no inicio da carreira  cristã serve para evitar muitos erros e frustrações no desenvolvimento. A lição de hoje trata dessa verdade. Ela está dividida em três pontos, o que ajudará na fixação da matéria.


A promessa de poder e sua fonte


Aprender a encher-se do Espírito Santo de Deus, isto é, ser dirigido e capacitado pôr Ele para a vida, é o segredo da vitória espiritual e do sucesso do crente. Somente quando isso se torna realidade na vida do crente é que muitas das promessas da Palavra de Deus se tornam concretas para ele. Cristo prometeu uma vida abundante e plena a seus seguidores. “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância.” (João 10:10)

Essa vida abundante seria caracterizada tanto pela eficiência no serviço cristão como pela plenitude. Essa plenitude é demonstrada pelas características do fruto do Espírito. Os versos seguintes ilustram isso.


Não fostes vós que escolhestes a min; pelo contrário eu vos escolhi a vós outros; e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça.” (João 15:16)

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade,  benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gálatas 5:22-23.)


O Espírito Santo é a fonte de energia espiritual que nos capacita a viver assim. Somente quando somos cheios do Espírito santo de Deus é que temos capacidade de levar este tipo de vida.


Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo.”(Atos 1:8) 


O que significa ser cheio do espírito

Jesus Cristo vive em nós, e pôr nosso intermédio chega aos outros, pelo poder do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito, na realidade, significa ser cheio de Cristo, e permanecer nEle. Foi isso que Paulo  quis ensinar quando disse o seguinte: Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive em min, mas Cristo vive em min.”

O texto de Efésios 5:18 descreve o que isto significa. Esta passagem nos oferece muitos esclarecimentos sobre essa importante verdade. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução , mas enchei-vos do Espírito.” Aqui Paulo faz uma comparação entre encher-se do Espírito e embriagar-se. Isso demonstra que a plenitude do Espírito envolve, basicamente, a direção de nossa vida. 


A questão é: quem ou que dirige a nossa vida? Uma pessoa embriagada é dirigida pelo álcool  que circula em seu sangue. Ela não tem mais um comportamento normal, e nem é dirigida pôr si própria. Já a pessoa cheia do Espírito é dirigida pôr Cristo, e também não se comporta ”normalmente”. Segundo o mundo. Em ambos os casos, o indivíduo não está dirigindo a si próprio.

Ser cheio do Espírito Santo não é uma questão de maturidade, mas sim, de direção de vida. Um crente maduro deve ser cheio do Espírito, mas existem outros elementos que concorrem para a sua maturidade. 

O crente espiritual é aquele que permite que Cristo dirija sua vida. Ele pode encontrar-se em qualquer nível de conhecimento espiritual, e ser cheio do Espírito. A maturidade vem com o decorrer do tempo e pelo fato de termos a vida controlada pôr Cristo. É assim que o enchimento do espírito se acha em relação ao nosso crescimento e maturidade espiritual.


Como Podemos Estar Sempre Cheios do Espírito Santo


Existem certas condições, para que sejamos cheios do Espírito. E é preciso que estejamos sempre preenchendo essas condições, e não somente uma vez, pois a plenitude espiritual não ocorre de uma só vez e para sempre, mas é, isso sim, um processo contínuo. É bom que salientemos estas coisas para o novo crente. Para ser cheio, não é tanto pedir, mas satisfazer as condições impostas pelo Senhor.


  • Primeira condição: desejar. É preciso que a pessoa deseje realmente que Deus assuma o controle de toda a sua vida. Ela precisa querer muito esse poder para viver vitoriosamente. Todo seu ser — mente, vontade e emoções — deve estar entregue a Cristo.

Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” (Mateus 5:6)


  • Segunda condição: entregar a direção de nossa vida a Cristo. O crente precisa tomar a decisão de largar as rédeas de sua vida. Se não o fizer, de nada adiantarão o seu desejo e as petições para que Deus o encha. Ele tem que deixar Cristo controlar e usar sua vida, a fim de ser cheio do Espírito. Lembremos a atitude de Paulo, expressa em Gálatas 2.20:

Estou crucificado com Cristo; logo, jà não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” 


Vemos isso também em Romanos 12.1:


Rogo-vos pois, irmãos pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo...”


  • Terceira condição: uma vida obediente. É de extrema importância que caminhemos sempre em obediência à vontade de Deus. O crente não tem outra opção senão obedecer aos mandamentos da Palavra de Deus. Nossa rendição pessoal ao senhorio de Cristo implica em entregarmos nossa vontade a ele para obedecer-lhe em tudo. Essa obediência é uma prova que damos de nossa salvação e de nosso amor por Ele. O verso seguinte mostra isso claramente:


Vós sois meus amigos se fazeis o que vos mando.” (João 15:14)


  • Quarta condição: purificação. Deus não enche um vaso impuro. O crente deve aprender que, quando peca, precisa confessar o pecado a Deus. Foi assim que Deus determinou que fizéssemos com o pecado que porventura surgisse em nossa vida. Vemos essa verdade em 1 João 1:9


Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”


Confessar não é simplesmente dizermos ao Senhor que estamos sentidos por havermos pecado, mas implica também em nos arrependermos (abandonar o pecado) e confiarmos em que Deus nos perdoou. Tais elementos são essenciais. A palavra confessar significa concordar com Deus no que diz respeito aos nossos pecados.


São essas as condições que precisamos satisfazer para sermos cheios do Espírito Santo de Deus. Se as preenchermos, depois, com um simples ato de fé, rendemos a vida a Cristo, pedindo-lhe que a dirija, e confiamos em que ele passou a dirigi-la e continuará a fazê-lo. Para permanecermos andando no Espírito, basta que procuremos satisfazer estas condições diariamente.


Em outras aulas, examinaremos outros fatores que afetam o amadurecimento espiritual do crente. A verdade básica a salientar neste ponto é a importância de rendermos o controle de nossa vida a Jesus.


LIÇÃO 5 - ORAÇÃO


OBJETIVOS


  • Conscientizar o novo crente acerca da importância de se ter constância na oração.

  • Ensinar os objetivos da oração.

  • Ensinar como  a oração pode ser eficaz.

  • Advertir contra os possíveis empecilhos à oração eficaz.


REVISÃO


  • Examinar sua caderneta de devocionais repassar o que ele tem aprendido no momento devocional verificar se ele tem sido fiel na observância do devocional.

  • Recapitular as aulas anteriores. É importante que o novo crente compreenda bem em que consiste a vida vitoriosa. Recorde a aula anterior fazendo-lhe as seguintes perguntas:

  • De onde nos vem o poder de que precisamos para a vida cristã? 

  • O que significa “ser cheio” do Espírito?

  • Quais são os requisitos para sermos cheios?

  • O que significa confissão e por que é importante?

  • Responder a quaisquer perguntas que ele possa fazer.



LIÇÃO


A oração é um fator básico para termos uma vida cristã abundante.

Se ela não for constante na vida do crente, ele não poderá crescer no relacionamento

com cristo de modo significativo. Embora já tenhamos ensinado como se faz 

a lista de oração na segunda aula de discipulado ainda há muito que  aprender sobre esse assunto.

Precisamos salientar para o recém-convertido que a oração é a comunicação

verbal do crente com Deus. 

Isto significa que orar é simplesmente conversar com Deus e respondermos às

Suas Palavras. Num certo sentido, ela é a outra parte no divino processo de comunicação.

A primeira parte é a mensagem de Deus para nós através de Sua Palavra. A segunda parte é a

nossa resposta a ele, por meio da oração. 

Muitos novos crentes não entendem bem o que seja orar. Geralmente, pensam que a

oração deve ser cercada de uma liturgia, terminologia e ritual próprios. Temos que lhe

mostrar que a oração é apenas uma questão de conversar com Deus. Não é preciso que

saibamos uma linguagem complicada e floreada, nem que observemos determinado ritual.

A  verdade é que Deus simplesmente deseja que conversemos com ele. 

E tão pouco é uma questão de meramente repetir palavras. As palavras que

dizemos precisam ser a expressão do nosso coração. Não apenas temos que falar com Deus,

mas também devemos ser sinceros naquilo que dizemos, a oração que não parte do nosso

coração é inútil e não passa de uma ação vazia de significado.   


Objetivos da oração


A palavra de Deus nos revela inúmeros objetivos que são atribuídos à oração.

É necessário ensinar ao novo crente para que esse tenha a motivação certa, e se entregue realmente

à oração. Damos a seguir uma lista dos principais objetivos da oração:

  • A oração satisfaz os mais profundos anseios da alma humana. Deus nos criou com a

  • necessidade de termos comunhão com ele, o que só é possível pela oração. Somente a

  • oração consegue resolver o problema da solidão interior e da inquietude da alma humana.

  • Isto nos é ensinado claramente nos seguintes textos: Salmos 4:1-2 e 63:1, 5-8.

  • A oração é um meio que Deus nos proporciona para eliminarmos os problemas das

  • preocupações. Preocupações e ansiedades devem ser coisas desconhecidas para o crente.

  • Uma característica da transformação sobrenatural que ocorre na vida do salvo é justamente o

  • fato de ele ficar livre de tais problemas. O homem natural não possui recursos para resolver esses problemas. Os versos seguintes ensinam isso claramente: Filipenses 4:6,7 e I. Pedro 5:7.

  • A oração é meio pelo qual falamos a Deus de nossas necessidades e interesses.

  • Não precisamos apenas desejar que Deus saiba as nossas necessidades e carências.

  • Deus nos concedeu, na oração, um meio justo de lhe falarmos sobre nossas necessidades.

  • Ela é também um instrumento por meio do qual tomamos providências com relação a

  • tudo que nos interessa. Esses interesses podem ser pessoais, trabalho, missões, etc.

  • Os textos seguintes ensinam isto: João 16:23-27 ; Hebreus 4:16 ; 1 João 5:14.


  • A oração nos fortalece na luta contra a tentação e o pecado. Uma maneira de vencermos a tentação e o pecado é pela oração as escrituras nos ensinam claramente que um importante objetivo de orarmos é pedir a Deus forças e sabedoria para lutar contra as tentações e o pecado. Os versos seguintes mostram isso com muita clareza: Mateus 6:13 ; 26:41 ; 2 Tessalonicenses 3:1-3.

Como Devemos Orar


Mas não basta o novo crente saber por que deve orar. Ele precisa também receber algumas instruções acerca de “como” orar. Nestes parágrafos, daremos algumas informações práticas sobre como se aprende a orar bem. A seguir apresentamos cinco passos para se ter uma oração poderosa. É importante que o novo crente entenda claramente todos estes pontos.


  • Ser equilibrado. Um fato que acontece com muitos crentes novos é que se apegam a

  • determinado tipo de oração. Uma pessoa, por vezes, fica continuamente pedindo

  • a Deus que supra suas necessidades; outra ora por missões; outra ainda ora apenas

  • pelos outros e se esquece de si mesma. Deve haver um bom equilíbrio em nossos assuntos

  • de oração. O texto de Mateus 6.9-15 apresenta os elementos essenciais de uma boa oração.

  • São os seguintes:

  • Adoração – a nossa primeira atitude na oração deve ser a de adorar a Deus, pelo que Ele é.

  • Confissão – devemos confessar a Deus, através da oração todos os pecados cometidos por

  • nós.

  • Intercessão – antes de orarmos por nós mesmos, temos que orar pelos outros, tais como:

  • família, parentes, irmãos, amigos, liderança da igreja, etc… Petições pessoais - quando expressamos para Deus nossas necessidades e anseios pessoais.

  • Ações de graça - quando  agradecemos a Deus pelas respostas às nossas petições, suprimento de necessidades, ou então, crendo que Ele ouviu a nossa oração e fará o melhor por nós e em nós.

  • Adoração – novamente, claro que sim, depois dos elementos acima e, de inicialmente termos adorado pelo que Deus é. Agora estaremos adorando e louvando a Deus pelo que Ele fez, faz e continuará fazendo em nossas vidas

Ajudemos o novo crente a obter esse equilíbrio, inserindo em suas orações esses os elementos acima mencionados.


  • Ter organização. Outro erro muito comum entre os crentes é o seguinte: tencionam

  • orar por determinado assunto, mas depois o esquecem. A solução é procurar ser organizado,

  • e o melhor modo de fazê-lo é preparar uma lista com seus pedidos de oração. Aqui poderemos recapitular o que já foi dito sobre a preparação da lista, na aula de discipulado 2. Os versos seguintes abordam esta questão da necessidade de sermos organizados, no que se refere à oração: Efésios 1:16; Colossenses 1:9; 1 Tessalonicenses  1:2.


  • Ser constante. Não é importante apenas que rejamos organizados em nossas

  • orações, mas também que sejamos constantes. Somente quando o novo crente

  • se torna disciplinado e constante em sua comunhão com Deus é que eledesfrutar dos

  • benefícios dela. A oração deve tomar-se um vital e constante meio de comunicação com Deus.

  • Uma forma de fazer isso é recorrer à oração em frases. Trata-se de elevar cada pedido a Deus

  • em uma sentença, no decorrer do dia, à medida que eles nos vêm à mente. isso nos ajuda muito

  • a ser perseverantes. (Romanos 1:12; 1 Tessalonicenses 5:16.)


  • Fazer pedidos específicos. Outro erro também muito comum entre os crentes é fazer orações

  • indefinidas. E importante que entendam que é preciso orar de modo específico, por determinada coisa, pois só assim poderão ver claramente as resposta de oração. Devemos dar ao novo crente sugestões de pedidos específicos pelos quais deve orar. Ser persistente. Muitos crentes oram uma vez por um certo assunto e depois o abandonam. Ou então oram durante algum tempo, mas depois se desanimam e param. Embora a oração específica, por vezes, traga consigo o problema da oração não respondida, as Escrituras ensinam claramente que Deus muitas vezes retarda sua resposta. Há muitas razões para isso, mas uma das principais é

  • que Ele deseja que aprendamos a ser pacientes e persistentes na oração. Tal atitude

  • demonstra nossa disposição de confiar em Deus e em sua escolha do tempo certo.

  • Devemos ajudar o novo crente a entender esta verdade, mostrando-lhe os seguintes versos: Lucas 11:5; 18:1; Romanos 1:9-10.

Empecilhos à Oração Eficaz


Outra lição a se ensinar ao novo crente acerca da oração é a que diz respeito aos possíveis

empecilhos em sua vida.

A Bíblia fala de muitos obstáculos à oração e nos adverte a respeito deles. Damos, a seguir,

uma lista de alguns desses empecilhos. Não há necessidade de comentarmos demoradamente

esses problemas.

  • Ele pode não estar orando em fé, crendo (Tiago 1:5-8).

  • Ele pode não estar orando o suficiente, ou não estar realmente pedindo nada (Mateus 21:22; Tiago 4:3).

  • Ele pode estar orando por motivos errôneos (isto é, egoísticos) (Tiago 4:3).

  • Ele pode estar abrigando no coração pecado não confessado (Salmos 66:18).

  • Ele pode estar lutando com problemas conjugais ainda não solucionados (1 Pedro 3:7).

  • Ele pode estar fora da vontade de Deus (1 João 5:14-15).




 

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