CULTO DE OBREIROS
PASTOR FERNANDO PESSOA
TEXTO: NEEMIAS 2:1-20
TEMA DEUS ESTÁ CONOSCO A TODO MOMENTO
Introdução:
Neemias, um homem que estava vivendo de maneira confortável na cidadela de Susã, capital de inverno do império medo-persa, por volta do ano 444 a.C., até ser chamado por Deus para um grande desafio: liderar sua nação, um povo escravo, pobre e que estava vivendo debaixo de miséria e opróbrio, a fim de que ele refletisse a glória de Deus.
Encontramos neste livro princípios importantíssimos e atuais sobre liderança, como: visão, planejamento, motivação, empreendimento, prudência e capacidade de decisão. Mais do que isso, esta obra nos aponta o caminho
da liderança vitoriosa que administra tensões internas e externas sem jamais perder o foco.
James Hunter, aplicando os princípios do seu famoso livro O monge e o executivo, enfatiza a importância do líder servo. Neemias, certamente, ergue-se como um dos maiores modelos do mundo de um líder servo. Ele continua sendo uma referência depois de mais de dois mil anos de como exercer a liderança no centro da vontade de Deus.
Existe uma razão pela qual Deus chamou a Igreja e formou este povo para si. A felicidade consiste em conhecer e experimentar esse projeto divino. Somos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (IPe 2.9).
Viver de maneira coerente com esta identidade, onde quer que estejamos, na igreja e no trabalho, na escola e na vida familiar, é o propósito da nossa jornada neste mundo.
Neemias, o líder que restaurou uma nação é um livro apropriado, oportuno e necessário nestes dias, pois atravessamos uma crise profunda de liderança em nossa sociedade, seja no meio político, empresarial, religioso e até
mesmo familiar. Estamos vivendo uma epidêmica crise de identidade, em que as palavras “cristão” e “evangélico” em muito se esvaziaram de seu real significado. Minha oração é que a mensagem deste tema alcance e abençoe milhares de vidas em nossa Pátria e, quiçá, além fronteiras.
REVERENDO HERNANDES DIAS LOPES.
O livro de Neemias
É um tratado sobre liderança.
Seu conteúdo é fascinante, seus princípios são Importantíssimo, sua leitura é indispensável.
Ele formava um só livro com Esdras na Bíblia Hebraica. A Septuaginta trazia
os dois também como um só livro. Ambos relatam o mesmo fato central:
a volta do povo judeu da Babilônia, após setenta anos de cativeiro, para a
reconstrução da cidade de Jerusalém. Ao revolvermos os escombros da cidade santa, espanando a poeira do tempo, aprenderemos princípios morais e espirituais que poderão transformar a nossa visão e a nossa própria vida.
Para compreendermos esse livro, precisamos observar, à guisa de introdução, três fatos importantes.
Em primeiro lugar, o contexto histórico do cativeiro babilónico. Com a morte de Salomão, em 931 a.C., o reino de Israel foi dividido. O Reino do Norte teve dezenove reis e oito dinastias. Em um período de 209 anos, nenhum desses reis buscou a Deus, sendo todos rebeldes.
Deus enviou- lhes profetas, mas os nobres e o povo não se arrependeram. Então, Deus enviou o chicote e os entregou nas mãos da Assíria, em 722 a.C. Eles foram levados cativos e nunca foram restaurados.
O Reino do Sul teve vinte Réis na mesma dinastia davídica. Judá não aprendeu a lição do Reino do Norte e também começou a se desviar de Deus. Os reis taparam os ouvidos à voz profética, prenderam e mataram os profetas. Então, Deus os entregou nas mãos de seus inimigos e eles foram levados cativos no ano 586 a.C. para a Babilônia e lá permaneceram setenta anos.
Em segundo lugar, o retorno do cativeiro babilónico em três levas. A megalomaníaca Babilônia caiu. Ela confiou na sua grandeza, orgulhou-se de sua pujança e a soberba a levou ao chão. Um novo império se levantou e dominou o mundo: o Império Medo-Persa. A política deste reino era diferente. A Babilônia arrancava os súditos da sua terra e os levava cativos, enquanto, o Império Medo-Persa adotava a política de manter os súditos em seu próprio território.
Dessa forma, o rei Ciro determinou a volta dos cativos quando tomou conhecimento que Jeremias havia profetizado a seu respeito nos seguintes termos: Jr 29:10-14
Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar. Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio.
O povo voltou em três levas:
1) Sob a liderança de Zorobabel para reconstruir o templo;
2) Sob a liderança de Esdras para ensinar a Lei;
3) Sob a liderança de Neemias para reconstruir os muros. Tanto Esdras como Neemias voltaram sob o governo de Artaxerxes I (465-424 a.C.).
Os judeus que voltaram para Jerusalém foram profundamente influenciados pela fé dos seus pais mesmo no cativeiro. A criação das sinagogas no exílio para o estudo da lei e dos profetas exerceu uma grande influência na inspiração da fé religiosa daqueles que retornaram à Jerusalém.
O cativeiro babilónico foi decisivo para os judeus deixarem a idolatria.
Muitos ficaram na Babilônia e não quiseram voltar. A geração que fora para o cativeiro já estava idosa e a que nascera na Babilônia havia se aculturado.
Em terceiro lugar, o opróbrio dos que voltaram do cativeiro.
Os que voltaram enfrentaram a proposta sedutora dos samaritanos para se associarem na reconstrução do templo. Os judeus rejeitaram a proposta veementemente. Perceberam que os samaritanos não estavam interessados na reconstrução de Jerusalém, mas na destruição do próprio povo judeu (Ed 4.1-3; 2Rs 17.24,33,34). A rejeição foi motivada por sentimentos religiosos e não por preconceito racial (Ed 6.21). A questão não era racismo, mas fidelidade doutrinária.
A rejeição da oferta samaritana provocou forte oposição e a construção do templo foi paralisada por ordem do rei Artaxerxes (Ed 4.11-21). O resultado foi que a cidade ficou despovoada (Ne 11.1).
O povo voltou para Jerusalém, mas a restauração ainda não havia acontecido. O templo, a cidade e o povo estavam debaixo de grande miséria e opróbrio.
Nesse ínterim, Neemias recebeu a visita de Hanani na cidadela de Susã, a residência de inverno dos reis persas, no ano 444 a.C., no vigésimo ano de Artaxerxes I (464-423), ou seja, treze anos depois de Esdras subir a Jerusalém, e 142 anos depois do cativeiro babilónico (Ed 7.7). Essa visita de Hanani foi providencial. A partir dela um novo horizonte se abriu na vida de Neemias e um novo futuro chegou para a cidade de Jerusalém. Aquele foi o kairós de Deus, o tempo da oportunidade.
1- TEMPO DA OPORTUNIDADE
Neemias é um homem sintonizado com o céu e com a terra. Ele olha a vida da perspectiva do tempo e da eternidade.
Ele tem a cabeça cheia de luz e o coração pleno de devoção.
E grande líder diante dos homens e um humilde adorador diante de Deus. É capaz de enfrentar as maiores pressões internas e externas sem se intimidar e também de chorar diante do sofrimento dos seus irmãos.
Neemias é um empreendedor guiado pelo desejo de fazer o extraordinário. John Maxwell, citando A. W. Tozer, diz que Deus está procurando pessoas com as quais possa fazer o impossível. Como é triste constatar que nós somente planejamos aquilo que podemos fazer por nós mesmos.
Neemias foi um líder separado por Deus
Logo após ter recebido o Hanani e ouvindo que Nee 1:3 E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo.
ele vai correr para a ORAÇÃO.
Neemias é um líder que ora e age, que fala e faz, que planeja e motiva, que confronta e consola, que busca a glória de Deus e o bem do povo e não sua própria promoção.
A Oração de Neemias
Nee 1:4 E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.
A busca de Deus em seus algozes , o seu lamento prova mais ainda que ele sabe a quem e quando buscar Nee 1:5 E disse: Ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!
Sua vida é um exemplo, sua liderança é um estandarte, seu trabalho é um monumento. A poeira do tempo não pode apagar seus feitos. Sua abnegação e coragem são tônicos que ainda fortalecem os braços de muitos líderes. Sua piedade e engenho administrativo são faróis que alumiam a estrada daqueles que abraçam a vida pública. Sua compaixão e lágrimas pelos desassistidos de esperança são bálsamo que aliviam as feridas de muitos peregrinos. Suas orações e zelo pela verdade balizam o caminho de muitos embaixadores de Deus na História.
Nee 1:6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos.
Muitas vezes, começamos a interceder por uma causa e logo a abandonamos. Neemias orou 120 dias com choro, com jejum, dia e noite. Ele insistiu com Deus.
Um intercessor é alguém que se coloca na brecha a favor de alguém. Ele ora a favor do povo de Deus e se preocupa com a honra de Deus. Esse povo é servo de Deus. E o nome de Deus que está em jogo. Ele sente esse fardo e o coloca diante de Deus em fervente oração.
2- NEEMIAS TOMA ATITUDE
Depois que ele ora Neemias vai tomar uma atitude
Um homem que está a serviço de Deus e dos homens (Ne 1.11b)
Três fatos são dignos de destaque a respeito de Neemias:
Em primeiro lugar, o seu nome (1.1). O nome Neemias significa “confortador dado por Deus ou aquele que consola”.
Neemias era um consolador, um homem de coração aberto e sensível aos problemas dos outros. Neemias era um servo de Deus, servindo ao rei da Pérsia e disposto também a servir o seu desprezado povo. Possivelmente, Neemias tenha nascido no cativeiro e tenha crescido num ambiente cercado por influências pagãs. No entanto, mesmo cercado por ambiente hostil, cresceu como um homem comprometido com Deus.
Em segundo lugar, sua ocupação (1.11). Neemias provavelmente não conhecia Jerusalém. Ele cresceu num contexto de politeísmo. Contudo, por causa de sua integridade, capacidade e lealdade, ocupou um cargo de grande confiança no reinado de Artaxerxes, em Susa, principal palácio e residência de inverno do monarca. Susa era uma fortaleza, onde Dario levantou um magnificente palácio.
Pelo grande temor que os reis tinham de ser envenenados, o copeiro era um homem de grande confiança. Ele provava o vinho do rei e cuidava dos seus aposentos.
Ele supervisionava toda a alimentação do palácio e, antes de o rei ingerir qualquer bebida, devia tomar o copo, ingerindo-a ele mesmo. Isso tinha por fim demonstrar que nenhuma traição ocorrera e que, portanto, não havia perigo de envenenamento
Bill Arnold afirma que o título de “copeiro” não significa que Neemias era um mordomo, mas sim um conselheiro pessoal do imperador do mundo.16 O copeiro tinha acesso constante à presença do rei e, por isso, tornava-se uma pessoa de grande influência.
Em terceiro lugar, sua empatia (1.4). Seus ouvidos estavam abertos ao clamor do seu irmão e seu coração profundamente sensível às necessidades do seu povo. Neemias vivia no luxo, mas também vivia de forma piedosa. Ele vivia com Deus e se importava com aqueles que viviam na miséria. Jerusalém estava a 1.500 km de Susã.
Neemias nunca vira antes a cidade dos seus pais, mas ele se importava com ela. Os problemas da cidade eram os seus problemas, a dor da sua gente era a sua dor. Na sua agenda havia espaço para receber aqueles que estavam sofrendo. Era um homem que tinha conhecimento, influência e poder, mas não se afastava daqueles que viviam oprimidos pelo sofrimento.
3-Uma preparação necessária (2.1)
Neemias nos ensina quatro lições importantes aqui:
Em primeiro lugar, Neemias sente-se chamado por Deus para realizar o sonho da reconstrução de Jerusalém. O conhecimento da situação do povo o responsabilizou. Ele teve coragem para fazer perguntas e daí surgiu sua vocação. Os desafios à nossa volta são trombetas de Deus a nos desafiar para grandes causas. Muitos líderes sentiram-se vocacionados não ouvindo uma voz mística, mas abrindo os olhos para a realidade à sua volta. Quando os olhos são abertos, o coração é aquecido, os pés são acelerados, as mãos são acionadas e a obra é feita.
Em segundo lugar, Neemias chora, ora e jejua durante quatro meses antes de começar a agir. Antes de sermos usados por Deus, precisamos ser quebrantados. Antes de chorarmos pelas causas que afetam o povo, precisamos chorar pelos nossos próprios pecados e pelos pecados do povo. Antes de buscarmos os recursos da terra, precisamos buscar os recursos do céu. Neemias se humilha diante de Deus durante quatro meses (do mês de quisleu ao mês de nisã).
Em terceiro lugar, Neemias aguarda o tempo certo de agir. Ele orou durante quatro meses. Intensificou sua oração no dia em que foi falar com o rei (1.11). Ele esperou um dia de festa, em que a rainha estava presente (2.6). E preciso ter sabedoria para saber a hora certa de agir. E preciso agir no tempo de Deus. Oração e prudência andam de mãos dadas.
Uma atitude certa diante dos homens (2.1-9)
Quatro atitudes de Neemias merecem destaque:
Em primeiro lugar, Neemias demonstra uma tristeza incomum diante do rei (2.1).
Nee 2:1 Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu tomei o vinho e o dei ao rei; porém nunca, antes, estivera triste diante dele.
Neemias era um homem alegre. Mas o problema do povo de Deus é o seu problema. Neemias, agora, está triste apesar de sua prosperidade pessoal. Ele está triste, apesar de estar numa festa do rei. Neemias sente o fardo do povo sobre os ombros. Ele não camufla nem esconde seus sentimentos. Neemias não sente vergonha do seu povo. Ele está pronto para sacrificar sua estabilidade financeira, seu status, seu conforto, suas conquistas para reconstruir a cidade dos seus pais.
Em segundo lugar, Neemias demonstra sua fidelidade ao rei (2.3).
Nee 2:3 e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo
Neemias ocupava uma posição de absoluta confiança. Ele era o copeiro do rei. A vida do rei estava na sua mão. Neemias reafirma sua fidelidade ao rei, dizendo: “Viva o rei para sempre!”. Fidelidade é a marca dos homens usados por Deus. Pessoas infiéis não são confiáveis e jamais serão poderosamente usadas por Deus.
Em terceiro lugar, Neemias demonstra tato na abordagem. Esse fato é demonstrado por duas razões:
Primeiro, ele tem habilidade para fazer perguntas (2.3). Ele responde ao rei com outra pergunta. Ele não tenta justificar sua tristeza. Não fica na defensiva. O rei poderia suspeitar de alguma trama e bani-lo ou mesmo matá-lo. Jesus usou com destreza invulgar a arte de fazer perguntas:
1) “Queres ser curado?” (Jo 5.6); 2) “Qual destes provou ser o próximo do homem caído nas mãos dos salteadores?” (Lc 10.36); 3) “Não tendes lido...?” (Mt 19.4,5). Segundo, Neemias não cita o nome da cidade de Jerusalém (2.3).
Antes, ele levanta uma questão altamente valorizada pelos persas: a memória dos ancestrais. Artaxerxes estava influenciado pelos inimigos de Jerusalém que chamaram Jerusalém de cidade rebelde e malvada (Ed 4.12,13).
Em quarto lugar, Neemias demonstra clareza em seus propósitos. Há cinco coisas que ele precisa alcançar do rei. Seus alvos são bens claros, seus objetivos são específicos, seus propósitos bem delineados.
O primeiro propósito de Neemias é que ele precisa que o rei mude sua política acerca de Jerusalém (2.5). Nee 2:5 e disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique.
O rei tinha dado uma ordem para paralisar a obra de reedificação da cidade. Neemias está agora pedindo ao rei para mudar sua decisão em relação à política acerca de Jerusalém. Neemias pede algo que altera um decreto do rei.
O segundo propósito é que ele precisa ser enviado pelo rei com a missão de reconstruir Jerusalém (2.5). Não há aqui qualquer ambição pessoal nesse pedido, mas um abnegado desejo de prosperidade do povo de Deus. Não há aqui qualquer vantagem pessoal, sede de lucro ou fama. Neemias usou sua própria fortuna pessoal para alimentar os pobres de Jerusalém (5.8-10). Neemias recebeu seu chamado de Deus, mas precisa ser enviado pelo rei. Ele demonstra grande humildade no seu pedido e valoriza a decisão do rei (2.5).
O terceiro propósito é que ele precisa de cartas de recomendação do rei (2.7). Fazer a obra de Deus exige planejamento, estratégia, prudência. Ele sabe que não basta sinceridade, desejo e entusiasmo. Haverá obstáculos no caminho que precisam ser superados. Ele antecipa soluções. Ele tem uma visão prospectiva e proativa.
O quarto propósito é que ele precisa de provisão para a obra (2.8).
Nee 2:8 como também uma carta para Asafe, guarda do jardim do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, e para o muro da cidade, e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de Deus sobre mim.
Neemias calculou toda a obra antes de lançar- se nesse projeto. Cada detalhe foi pensado. Não se faz a obra de Deus sem recursos. De onde virá o material para a reconstrução da cidade? Onde buscar recursos? Ele pede a quem pode atender. Precisamos ter coragem para pedir. Precisamos saber o que pedir, quando pedir, para que pedir.
O quinto propósito é que ele precisa de proteção para a viagem (2.9).
Neemias não dispensou os oficiais do exército nem os cavaleiros. A proteção divina não anula a prudência humana. Precisamos confiar em Deus e manter a prudência e a cautela. O grande comandante Oliver Cronwell, que venceu os exércitos do rei Carlos I, na Inglaterra no século, ensinava os seus soldados a orar e manter a pólvora seca.
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