quinta-feira, 21 de agosto de 2025

LIÇÃO 07: UMA IGREJA QUE NÃO TEME A PERSEGUIÇÃO

 





LIÇÃO 07: UMA IGREJA QUE NÃO TEME A PERSEGUIÇÃO 


PROFESSOR: PR FERNANDO PESSOA .


INTRODUÇÃO:

PALAVRA CHAVE PERSEGUIÇÃO 


As perseguições da Igreja Primitiva como uma bem-aventurança

 A perseguição por causa da fé é vista como uma bem-aventurança, ou seja, uma virtude característica dos que desejam permanecer com Cristo na Eternidade. No Sermão da Montanha, Jesus proclamou as Bem-aventuranças, entre elas, a oitava bem-aventurança fala diretamente sobre a perseguição.

  • 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
    9 Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
    10 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

A perseguição implacável à igreja (5.17-32).


1- OS PERSEGUIDORES 

O ministério de cura dos apóstolos provocou o segundo ataque por parte das autoridades, da mesma forma que a cura milagrosa do coxo provocará o primeiro.

O mesmo sol que amolece a cera endurece o barro. Os líderes religiosos

não se dobraram diante das evidências do poder de Deus.

Ao contrário, endureceram-se ainda mais e, agora, em vez de se converterem à fé cristã, queriam matar os apóstolos. Destacamos aqui alguns pontos.

Em primeiro lugar

Ats 5:17  E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja, 

Ats 5:18  e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública. 


Mais uma vez a iniciativa contra os apóstolos foi tomada pelo sumo

sacerdote e pelo grupo dos saduceus dentro do Sinédrio

(4.1).Ats 4:1  E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, 


Os fariseus sempre se posicionaram contra Jesus, porém se limitavam aos ataques de conteúdo. Os sacerdotes, do partido dos saduceus, é que lideraram a decisão de matar Jesus (Jo 11.46-53)


Joã 11:46  Mas alguns deles foram ter com os fariseus e disseram-lhes o que Jesus tinha feito. 

Joã 11:47  Depois, os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho e diziam: Que faremos? Porquanto este homem faz muitos sinais. 

Joã 11:48  Se o deixarmos assim, todos crerão nele, e virão os romanos e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação. 

Joã 11:49  E Caifás, um deles, que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis, 

Joã 11:50  nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo e que não pereça toda a nação. 

Joã 11:51  Ora, ele não disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. 

Joã 11:52  E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos. 

Joã 11:53  Desde aquele dia, pois, consultavam-se para o matarem. 


e perseguir os apóstolos. Na primeira prisão, apenas Pedro e João foram recolhidos ao cárcere no pátio do templo (4.3).

Ats 4:3  E lançaram mão deles e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois era já tarde. 


Agora, todos os apóstolos foram presos e recolhidos à prisão pública, juntamente com outros criminosos, como pessoas nocivas à sociedade (5.18).

Ats 5:18  e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública. 


Adolf Pohl diz que desta vez a situação poderia evoluir para a pena de morte.

O sumo sacerdote e seus aliados, tomados de inveja, pensaram que podiam estancar o fluxo da obra de Deus com ameaças, mas não sabiam

que a obra de Deus é irresistível e ninguém pode deter o braço do Senhor onipotente. Cadeias e tribulações, açoites e prisões, torturas e martírios não conseguem fazer recuar aqueles que estão cheios do Espírito Santo.


Em segundo lugar 

Ats 5:19  Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse: 

Ats 5:20  Ide, apresentai-vos no templo e dizei ao povo todas as palavras desta vida. 

Os anjos são ministros de Deus que trabalham em favor dos que herdam a salvação (Hb 1.14). Heb 1:14  Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? 


O ministério deles pode ser visto tanto no Antigo (lRs 19.5-8) quanto no

Novo Testamento (5.19; 12.7; 27.23).

O anjo de Deus lhes ofereceu livramento e comissionamento, ou seja,

Os apóstolos não foram libertados da prisão simplesmente para escapar. Incumbidos de um novo serviço no templo, eles deveriam anunciar ao povo as palavras desta Vida. E a mensagem da qual depende a vida e a morte, a vida eterna ou a morte eterna, das pessoas. Essas palavras precisam ser ditas sob quaisquer circunstâncias.


O anjo abriu-lhes as portas da prisão, sem que os guardas percebessem, e ordenou-lhes que abrissem a boca para proclamar as boas novas do evangelho. O anjo de Deus e os apóstolos não respeitaram as ordens absolutistas e arrogantes dos líderes judaicos (4.17-21; 5.28). 

Ats 4:17  mas, para que não haja maior divulgação entre o povo, ameacemo-los para não mais falarem neste nome a quem quer que seja. 

Ats 4:18  Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus. 

Ats 4:19  Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; 

Ats 4:20  pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. 

Ats 4:21  Depois, ameaçando-os mais ainda, os soltaram, não tendo achado como os castigar, por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera. 


Ats 5:28  dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. 



Não apenas anunciavam o evangelho, mas o faziam no templo, o território dos sacerdotes. (OUSADIA)



Em terceiro lugar, a perplexidade do Sinédrio (5.21-26).

O historiador Lucas registra o episódio como segue:

Ats 5:21  Tendo ouvido isto, logo ao romper do dia, entraram no templo e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que com ele estavam, convocaram o Sinédrio e todo o senado dos filhos de Israel e mandaram buscá-los no cárcere. 

Ats 5:22  Mas os guardas, indo, não os acharam no cárcere; e, tendo voltado, relataram, 

Ats 5:23  dizendo: Achamos o cárcere fechado com toda a segurança e as sentinelas nos seus postos junto às portas; mas, abrindo-as, a ninguém encontramos dentro. 

Ats 5:24  Quando o capitão do templo e os principais sacerdotes ouviram estas informações, ficaram perplexos a respeito deles e do que viria a ser isto. 

Ats 5:25  Nesse ínterim, alguém chegou e lhes comunicou: Eis que os homens que recolhestes no cárcere, estão no templo ensinando o povo. 

Ats 5:26  Nisto, indo o capitão e os guardas, os trouxeram sem violência, porque temiam ser apedrejados pelo povo. 


Os saduceus, seita da qual procediam o sumo sacerdote e toda a classe sacerdotal, não acreditavam em ressurreição, tema central da pregação dos apóstolos.

Os saduceus não acreditavam em anjos e, agora, o anjo de Deus abrirá as portas do cárcere e soltará os apóstolos. 

Eles haviam ordenado que os apóstolos se calassem, e eles se colocaram no centro nevrálgico da religião judaica, o templo, ensinando a Palavra, desde o romper do dia.

O Sinédrio se viu, agora, num beco sem saída. Os líderes judaicos estavam encurralados. As evidências reprovavam sua teologia, e a intrepidez dos apóstolos desafiava seu poder. Conforme enfatiza Adolf Pohl, o evangelho não deve fugir para a clandestinidade, mas ser proclamado publicamente.

Não é uma questão de devoção privativa, mas de proclamação aberta de Jesus e da obra de sua vida.


Em quarto lugar, a interrogação do sumo sacerdote (5.27,28).

Ats 5:27  Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, 

Ats 5:28  dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. 

O sumo sacerdote estava furioso com os apóstolos por dois motivos: porque uma ordem expressa do Sinédrio fora desobedecida por eles; e porque os apóstolos acusavam as autoridades judaicas e o povo de terem

crucificado a Cristo. Diante de Pilatos, o povo todo, instigado pelos sacerdotes, disse: ...Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos (Mt 27.25).

Agora, Pedro com indómita coragem, por quatro vezes denunciou os líderes e o povo de terem matado a Jesus, o Autor da vida (2.23; 3.15; 4.8-

10; 5.29,30).

Ats 2:23  sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; 


Ats 3:15  Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. 


Ats 4:10  tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. 


Ats 5:29  Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. 

Ats 5:30  O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro.


Torna-se especialmente explícito que está em jogo esse nome, está em jogo esse homem, está em jogo Jesus, unicamente ele!


Em quinto lugar, a resposta ousada dos apóstolos (5.29-32).

Lucas registra a resposta dos apóstolos nos seguintes termos:

Ats 5:29  Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. 

Ats 5:30  O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. 

Ats 5:31  Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados. 

Ats 5:32  Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem. 


Este texto trata da questão da desobediência civil. Os apóstolos desobedeceram às autoridades constituídas. As ordens do Sinédrio, abusivas e absolutistas, pretendiam domesticar a consciência dos apóstolos. Estes afirmavam que a autoridade de Deus está acima da autoridade do Sinédrio e que, para obedecerem a Deus, estavam dispostos a desobedecer às autoridades judaicas. 

Concordo com Marshall quando diz que o custo de ser um cristão é estar disposto a obedecer a Deus antes do que aos homens — e suportar as consequências.


2- AS ESFERAS DA PERSEGUIÇÃO 


  1. NA ESFERA RELIGIOSA 


DEVIDO O CRESCIMENTO DA IGREJA A INVEJA IA AUMENTANDO.


Diante da perseguição, a igreja reunida clamou a Deus, rogando intrepidez para pregar (4.29) e a ocorrência de curas, sinais e prodígios por intermédio de Jesus (4.30). 

A primeira resposta foi imediata. A casa onde os crentes estavam reunidos tremeu e todos ficaram cheios do Espírito

Santo e passaram a anunciar a Palavra de Deus com intrepidez (4.31). 

Ats 4:31  Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. 


A segunda resposta também foi prontamente atendida (5.12-16). Esse é o assunto que desenvolvemos agora.

Ats 5:12  Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão. 

Ats 5:13  Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. 

Ats 5:14  E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, 

Ats 5:15  a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles. 

Ats 5:16  Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados. 

É importante destacar que os sinais e prodígios eram credenciais do apostolado (2Co 12.12). 

2Co 12:12  Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos. 



Essas credenciais estão agora sendo usadas. Adolf Pohl diz que um apóstolo não é apenas um pensador ou professor e pregador, mas, sobretudo, um “embaixador”, que tem de agir, com palavra e ação, conforme a incumbência de seu Senhor.

Warren Wiersbe diz que os milagres operados por Jesus durante seu ministério aqui na terra tinha três propósitos:


a) demonstrar compaixão e suprir as necessidades humanas;

b) apresentar suas credenciais como Filho de Deus; e 

c) transmitir verdades espirituais.


Jesus é quem opera essas maravilhas por meio dos apóstolos. Os milagres não são um substituto para o evangelho, apenas abrem portas para a pregação. Os milagres não são os recursos usados por Deus para a salvação, mas apenas para demonstrar o seu poder. O meio usado por Deus para chamar os pecadores ao arrependimento e à fé salvadora é a

pregação da Palavra (ICo 1.21).

1Co 1:21  Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 


Os milagres provocaram dois resultados interessantes e opostos. Num extremo, uma reserva temerosa; no outro, grandes sucessos missionários.


  1. NA ESFERA POLÍTICA.

Ats 12:1  Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar, 

Ats 12:2  fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João. 

Ats 12:3  Vendo ser isto agradável aos judeus, prosseguiu, prendendo também a Pedro. E eram os dias dos pães asmos. 

Ats 12:4  Tendo-o feito prender, lançou-o no cárcere, entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. 

Ats 12:5  Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele. 


Tiago, irmão de João, e Pedro faziam parte do núcleo mais íntimo dos discípulos de Jesus. Eram líderes influentes na igreja. Herodes mata um e prende outro. Não temos explicação sobre por que Deus permitiu que Tiago morresse, enquanto enviou seu anjo para libertar Pedro. Afinal, ambos eram homens dedicados a Deus e necessários à igreja. A única resposta é a soberana vontade de Deus (4.24-30).

Certamente precisamos dizer como Paulo: Por que, se vivemos, para o Senhor vivemos, se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor (Rm 14.8).


A uns, Deus livra da morte; a outros, Deus livra na morte. 

Na galeria da fé, em Hebreus 11, uns foram libertos do fogo e da boca de leões pela fé; outros, pela fé, foram mortos e serrados ao meio. Uns são libertos pela fé; outros morrem pela fé. Uns seguem lutando na terra,

outros permanecem celebrando no céu.


Deus é Deus quando nos livra da morte e quando nos leva para sua presença. Ele é Deus quando atende a nossa oração curando e libertando e quando chama os seus filhos para voltarem para casa e tomarem posse do reino. O mesmo salmista que glorifica a Deus pelo livramento da

morte diz que:

Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus SANTOS.


3 A IGREJA ENFRENTARÁ OPOSIÇÕES 

LER A REVISTA.


II- A IGREJA PROTEGIDA.


1- UM ANJO DE DEUS .


Heb 1:14  Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? 


2- A INTERCESSÃO DA IGREJA.

Ats 12:5  Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele. 


A oração da igreja em favor de Pedro (12.5)

A situação mostrava-se desoladora, sem esperança.

Parecia que Pedro não tinha como escapar. O que a pequena e pouca influente comunidade de Jesus poderia fazer contra o poder armado de Roma?

Os crentes não foram para as ruas organizar uma revolta popular. Não fizeram um abaixo-assinado reivindicando seus direitos, nem apelaram para as autoridades para pedir a soltura de Pedro. Os crentes se reuniram para orar em favor de Pedro.

Buscaram o soberano Senhor do universo, pois acreditavam no poder da oração.

Warren Wiersbe diz

corretamente que não devemos jamais subestimar o poder de uma igreja que ora.

E conhecida a palavra de Thomas Watson, ilustre puritano: “O anjo chamou Pedro na prisão, mas foi a oração que foi buscar o anjo”. Matthew Henry afirma que orações e lágrimas são os braços da igreja. E com isso ela luta contra os inimigos e a favor dos amigos.


Quatro coisas nos chamam a atenção em relação a essa reunião de oração.

Em primeiro lugar, a quem dirigiram a oração (12.5). 

Os crentes dirigiram seu clamor a Deus, o soberano Senhor.

Orar é falar com aquele que está no trono, que tem poder, autoridade e controle sobre todas as coisas. Orar é associar-se ao mais forte. É conectar o altar ao trono. E conspirar contra os poderes das trevas, posicionar-se acima dos poderes terrenos e buscar socorro naquele que tem seu trono nos céus.

Em segundo lugar, quem são aqueles que oram (12.5).

A igreja estava reunida para orar. Havia um grupo de irmãos na casa da mãe de João Marcos clamando a Deus em favor de Pedro. As circunstâncias eram humanamente irreversíveis, mas eles oraram. O problema era insolúvel para os homens, mas eles oraram. Eles não podiam fazer nada na terra, mas buscaram o auxílio do céu. Uma igreja

unida em oração pode mover os céus, abalar o inferno e provocar grandes mudanças na terra.

Uma vez que nada é impossível para Deus, nada é impossível para a igreja quando ela se reúne para orar. Não há na terra nenhum poder mais revolucionário do que o poder da oração. Orar é unir-se ao onipotente!


Em terceiro lugar, por quem eles oram (12.5).

Os crentes oram por Pedro, seu líder. Oram quando ele já está sentenciado à morte. Oram quando os recursos da terra já se acabaram. Oram quando todos se desesperam. Oram quando, do ponto de vista humano, só um milagre pode livrar o apóstolo da morte. Devemos orar pelas causas perdidas.

Devemos orar pelas causas insolúveis. Devemos orar pelas intervenções milagrosas. Não há causa perdida quando colocada diante de Deus em oração. Deus pode tudo quando ele quer. Para ele, não há impossíveis. Ele é o Deus que fez, faz e fará maravilhas, quando quiser, onde quiser, com

quem quiser, para o louvor de sua glória.


Em quarto lugar, como eles oram (12.5).

Os crentes oram de forma incessante. Eles não desistem, não duvidam, não se cansam, nem se fatigam. Permanecem bombardeando os céus, agarrados a Deus como Jacó. E com esse senso de urgência e perseverança que devemos orar. Pedro estava preso, mas a igreja orava por ele incessantemente! Tanto a prisão de Pedro quanto às orações da igreja duraram vários dias. A palavra usada em Atos 12.5 é ektenos, que significa “incessante, com fervor”. E a mesma palavra usada para descrever a agonia de Jesus no Getsêmani (Lc 22.44).


Luc 22:44  E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] 


Havia naquele momento duas comunidades, o mundo e a igreja, postas uma contra a outra, cada uma fazendo uso de suas armas. De um lado estava a autoridade de Herodes, o poder da espada e da prisão. Do outro, a igreja em oração. A oração é a única arma dos que não têm poder na terra, mas são filhos e filhas daquele que tem todo poder e autoridade no céu e na terra.


III- A IGREJA DESTEMIDA 

1- TESTEMUNHO COM PODER


Ats 5:25  Nesse ínterim, alguém chegou e lhes comunicou: Eis que os homens que recolhestes no cárcere, estão no templo ensinando o povo. 


2- CONVICTOS DE SUA FÉ 

Ats 5:29  Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. 


CONCLUSÃO.


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