quarta-feira, 10 de setembro de 2025

LIÇÃO 10 A EXPANSÃO DA IGREJA PROFESSOR: PR FERNANDO PESSOA

 

LIÇÃO 10 A EXPANSÃO DA IGREJA

PROFESSOR: PR  FERNANDO PESSOA

INTRODUÇÃO:

Já temos aprendido bastante sobre a perseguição aos cristãos de Jerusalém. Desde o seu início, a Igreja enfrentou questionamentos, oposição e perseguições.

Quando a igreja nasce no Pentecoste, os curiosos presentes já apresentavam os seus primeiros questionamentos Ats 2:12  E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

A fé, à medida que a igreja crescia e aumentava a sua influência, passou a ser vista como uma nova concorrente da fé, já estabelecida. Isso porque mais e mais pessoas agregam-se à nova doutrina. Os cristãos passaram então a ser invejados pelo Judaísmo. A fé que era admirada passa, agora passa a ser contestada.

A PERSEGUIÇÃO, por tanto, sempre esteve presente na História.

PALAVRA CHAVE EVANGELIZAÇÃO  

I- A IGREJA DIANTE DA PERSEGUIÇÃO

1- EMBORA PERSEGUIDA MAIS, NÃO FRAGMENTADA

HÁ UMA COISA MAIS FORTE que todos os exércitos do mundo, escreveu

Vitor Hugo, “uma ideia cuja hora é chegada”. O evangelho de Jesus Cristo é muito mais do que uma ideia. E o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. E a dinamite de Deus para derrubar as barreiras do pecado. Sua

hora havia chegado, e a igreja estava em movimento.

Ats 1:8  Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Em Atos 1.8 Jesus diz que a igreja precisa testemunhar além-fronteiras. Até o capítulo 7 de Atos, a igreja é judaica. O capítulo 8 é uma dobradiça:o evangelho alcança Samaria, povo meio judaico, meio gentílico. No capítulo 9,

a igreja é gentílica.

Neste texto aprendemos algumas lições.

A perseguição promove a evangelização (8.1-4)

Ats 8:1  E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos.

Ats 8:2  E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto.

Ats 8:3  E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.

Filipe Proclama Cristo em Samaria

Ats 8:4  Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra.

A perseguição é o vento que atiça o fogo do Espírito; em vez de destruir a igreja, promove-a. O martírio de Estêvão provocou a perseguição; a perseguição desembocou na dispersão; e a dispersão redundou em evangelização.

Os profetas do Antigo Testamento ensinavam que, quando um judeu vivia na dispersão, estava recebendo o justo castigo de Deus por desobediências anteriores. Por outro lado, a igreja do Novo Testamento considerava a dispersão dos judeus o meio divino preparado com a finalidade de providenciar a cabeça de ponte para a expansão do evangelho em território

estrangeiro.

Destacamos aqui esses três pontos.

Em primeiro lugar, a morte de Estêvão provocou grande perseguição sobre a igreja (8.1-3).

Do ponto de vista humano, aquele foi um dia tenebroso para os crentes, mas do ponto de vista de Deus foi o começo de uma grande revolução espiritual, quando a igreja alargou suas fronteiras em direção aos confins da terra.

Com a morte de Estêvão um vento forte de perseguição soprou sobre a igreja. Mas a perseguição é como o vento em relação à semente: apenas a espalha. Enquanto os crentes foram espalhados pela perseguição, os apóstolos permaneceram em Jerusalém (8.1).

Concordo com a observação de Calvino de que os apóstolos não fugiram de Jerusalém, porque é dever de um bom pastor dar a própria vida em defesa das ovelhas quando elas são atacadas por um lobo.

Lucas registra que Saulo assolava a igreja (8.3).

Ats 8:3  E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.

O mesmo Saulo que guardou as vestes dos que apedrejaram Estevão (7.58) e consentiu na sua morte (8.1), agora, assola a igreja (8.3).

O verbo “assolar” descreve um animal selvagem despedaçando a vítima.

O verbo lumaino expressa “uma crueldade sádica e violenta”.

Segundo William Barclay, a palavra utilizada no grego se aplica a um javali que entra numa vinha para destroçar-la ou uma fera selvagem que salta sobre uma presa para devorá-la.

Saulo não poupava nem mesmo as mulheres. Também as lançava na prisões. Ele buscava a prisão e a morte de suas vítimas em Jerusalém e fora dela. Devastava e assolava a igreja (8.3; G1 1.13),

Gál 1:13  Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava.

exterminando os que invocavam o nome de Jesus (9.21).

Ats 9:21  Todos os que o ouviam estavam atônitos e diziam: Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?

 Além de castigar muitos crentes nas sinagogas, forçando-os a blasfemar por meio de tortura, encerrava-os nas prisões e dava o seu voto quando os matavam (26.9-11).

Ats 26:9  Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus, o Nazareno, devia eu praticar muitos atos,

Ats 26:10  o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles.

Ats 26:11  E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.

Calvino diz que os ímpios são como feras selvagens que, ao sentirem o gosto de sangue, tornam-se ainda mais violentas e cruéis.

Em segundo lugar, a perseguição acarretou grande dispersão (8.4).

Ats 8:4  Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra.

A comissão foi cumprida através da perseguição. A perseguição não é um acidente de percurso, mas uma agenda.

Mesmo quando a igreja é perseguida, Deus continua no controle. A perseguição nunca destruiu a igreja; ao contrário, alargou suas fronteiras. Uma igreja que se espalha para além de sua zona de conforto impacta o mundo. Calvino diz corretamente que, pela maravilhosa providência de Deus, a dispersão dos fiéis levou muitos à unidade da fé. Assim, o Senhor trouxe luz das trevas e vida da morte.

A palavra traduzida por dispersos é o termo usado para indicar “sementeira, semeadura, espalhar sementes*”. Warren Wiersbe acrescenta que a perseguição faz com a igreja aquilo que o vento faz com a semente, espalhando-a e aumentando a colheita. Os cristãos em Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los

em novo solo, a fim de que dessem frutos. Daí nasceu o provérbio: “O sangue dos mártires é a sementeira da igreja• ”

Em terceiro lugar, a dispersão produziu poderosa evangelização (8.4).

Bengel afirmou que o vento aumenta a chama.

A perseguição não labora contra a igreja, mas a seu favor.

Deus transforma o agente da perseguição em parceiro da missão. Para Marshall, a dispersão levou ao mais significativo avanço na missão da igreja. Pode-se dizer que a perseguição foi necessária para levá-los a cumprir o mandamento dado em Atos 1.8.

Ats 1:8  Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

O Sinédrio tentou prender os apóstolos, porém a igreja se tornou mais intrépida. Paulo prendia os crentes, porém a igreja continuou crescendo com mais ousadia. Os imperadores romanos tentaram deter a igreja queiman-

do os crentes e jogando-os nas arenas, porém a igreja se multiplicou ainda mais.

Em 1553, a rainha Maria Tudor mandou queimar em praça pública os líderes da igreja e promoveu um verdadeiro banho de sangue, porém com sua morte precoce em 1558, a igreja da Inglaterra floresceu com mais vigor e surgiu um dos mais poderosos movimentos de reforma e reavivamento na Inglaterra, o

puritanismo.

As perseguições japonesas e comunistas na Coreia do Sul não conseguiram destruir a igreja. Ao contrário, a igreja sul-coreana é uma das mais robustas e crescentes do mundo.

Em 1949 o governo chinês foi derrotado pelos comunistas e nessa época 637 missionários da Missão para o Interior da China foram obrigados a deixar o país. Anos depois, os cristãos na China eram quarenta vezes mais numerosos.

Ninguém pode deter os passos da igreja. Ninguém pode calar sua voz. Prisões e fogueiras não podem impedir seu avanço. Conforme proclama um cântico pentecostal: “Ninguém detém, é obra santa!”.

II- A IGREJA QUE EVANGELIZA

1- EVANGELIZAÇÃO CENTRADA NA PALAVRA

A força leiga amplia a evangelização (8.4,5)

Ats 8:4  Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra.

Ats 8:5  E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo.

Jesus certa vez descreveu em parábola a obra de evangelização: “Igualmente o

reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda

qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando- se,

apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora” (Mt 13.47,48).

A evangelização alcança o mundo quando é uma grande força leiga. A perseguição dispersou os crentes, que saíram pregando a Palavra. Como já afirmamos, a perseguição faz com a igreja aquilo que o vento faz com a semente, espalhando-a e aumentando a colheita. Os cristãos de Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos.

A evangelização não é um programa, mas um estilo de vida. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a todo o mundo, a cada criatura, em cada geração.

Os apóstolos sozinhos não podiam ganhar o mundo. Cada crente, porém, tornou-se um missionário. Lucas relata: Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra (8.4).

Dos sete homens nomeados pelos apóstolos para ministrarem às viúvas em Jerusalém, Estêvão e Filipe são os únicos cujas atividades foram registradas por Lucas. Ambos eram judeus de língua grega e pregaram o evangelho de

Cristo ao povo judeu que não era de língua aramaica.

Estêvão se dedicou aos judeus helenistas em Jerusalém (6.9,10); Filipe foi a Samaria.

 Filipe não era apóstolo; era diácono, mas um ganhador de almas. Ele foi a Samaria e impactou a cidade com o evangelho. Era um homem cheio do Espírito Santo, de fé e sabedoria. Filipe tinha vida e testemunho. Pregava aos ouvidos e aos olhos. Investiu sua vida na mais nobre causa, a proclamação do evangelho. A evangelização exige investimento de dinheiro, tempo e vida.

2. EVANGELIZAÇÃO CENTRADA EM CRISTO

“Se Jesus Cristo é Deus e ele deu sua vida por mim, nada é sacrificial demais que eu possa fazer por ele”.

Quem não é um agente missionário é um campo missionário. A igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Precisamos entender que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, e a igreja é a única agência do reino de Deus responsável por levar essa mensagem até aos confins da terra.

“Não pode haver evangelização sem evangelho uma vez que a evangelização cristã pressupõe as boas novas de Jesus Cristo. A evangelização eficaz se torna possível apenas quando a igreja recupera o evangelho bíblico e a confiança em sua verdade, relevância e poder”.

A pregação aos ouvidos e aos olhos dá credibilidade à evangelização (8.5-8)

Ats 8:5  E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo.

Ats 8:6  E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia,

Ats 8:7  pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados.

Ats 8:8  E havia grande alegria naquela cidade.

Thomas Whitelaw destaca quatro pontos importantes aqui: o pregador; a audiência; a mensagem; o resultado.

Se o diácono Filipe é o pregador, os samaritanos são a sua audiência; Cristo é o conteúdo da mensagem, e o resultado foi a grande alegria e muitas vidas entregues ao Senhor.

A evangelização alcança o mundo quando a mensagem é pregada aos ouvidos e aos olhos. Três verdades devem ser então destacadas.

Em primeiro lugar, o evangelho rompeu a barreira do preconceito (8.5).

Ats 8:5  E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo.

Os samaritanos eram um povo mestiço, meio judeu e meio gentio. Produto de uma miscigenação com os povos pagãos, começaram a falar uma língua

misturada. E Diziam a cerca de onde a adorar a Deus e disputavam com os Judeus

Os samaritanos instituíram novos sacerdotes e rejeitaram o Antigo Testamento, exceto o Pentateuco. Não se davam com os judeus, pois estes os desprezavam como um povo híbrido, tanto na raça como na religião. Para os judeus, os samaritanos eram hereges e cismáticos.Mas o evangelho rompe barreiras e desfaz mágoas.

Em segundo lugar, a pregação foi endereçada aos ouvidos e aos olhos (8.6).

Ats 8:6  E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia,

As pessoas não só ouviam, mas também viam as coisas que Filipe fazia. Esse também foi o método de Jesus. Jesus mandou dizer a João Batista na prisão o que ele estava falando e fazendo. Filipe aprendeu com Jesus que

a pregação não consiste apenas em palavras, mas deve ser

uma demonstração do Espírito e de poder.

A pregação é lógica em fogo. E a proclamação do evangelho, e o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Filipe pregava aos ouvidos e aos olhos. As pessoas não apenas ouviam dele belas palavras, mas também viam por intermédio dele grandes obras.

Hoje há gigantes do saber nos púlpitos, mas anões na demonstração de poder.

Os samaritanos foram libertados de aflições físicas, controle demoníaco e, sobretudo, de seus pecados. O evangelho produziu salvação, libertação e alegria.

Em terceiro lugar, houve impacto, prodígios e alegria (8.7).

Ats 8:7  pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados.

As pessoas ouviam e viam. Hoje as pessoas escutam belos sermões, mas não veem vida. A igreja é mais conhecida pelos seus escândalos do que pelos seus milagres. A igreja divorciou a pregação da vida.

Antônio Vieira pergunta: Se a boa semente produz a trinta, sessenta e cem por um, por que hoje a semente não produz nem a um por cento?

E que hoje a igreja prega apenas aos ouvidos, mas não aos olhos! Vale destacar que os diáconos Estêvão e Filipe operaram milagres, mostrando que a rigor, as Escrituras não restringem rigidamente os milagres aos apóstolos.

III- A IGREJA QUE DÁ SUPORTE A EVANGELIZAÇÃO

1- SUPORTE DA IGREJA

Ats 8:14  Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João,

Precisamos dar às mãos ajudar, os missionários na grande propagação do evangelho

1. SUPORTE DA IGREJA NA OBRA MISSIONÁRIA

Introdução

A missão é o coração de Deus e o propósito central da igreja. O envio de missionários e o apoio a eles não é opcional, mas parte da obediência ao mandado de Cristo.

I – A IGREJA É CHAMADA A ENVIAR

  • Atos 13:2-3 – E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.”
     👉 A igreja de Antioquia foi modelo: ela ouviu o Espírito, separou e enviou.
    👉 O missionário não vai sozinho, ele vai respaldado pela igreja.

II – A IGREJA É CHAMADA A SUSTENTAR

  • Filipenses 4:15-16 – “E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no princípio do evangelho... nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; porque também uma e outra vez me mandastes o necessário...”
     👉 Paulo reconhece que a igreja filipense foi sua parceira financeira.
    👉 Missão exige sustento material e espiritual.

III – A IGREJA É CHAMADA A ORAR

  • 2 Tessalonicenses 3:1 – “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também o é entre vós.”
     👉 O missionário precisa das intercessões da igreja para que a obra avance.
    👉 A oração move céus e abre portas que recursos humanos não podem.

IV – A IGREJA É CHAMADA A RECEBER

  • Atos 14:26-27 – “E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido recomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram tudo o que Deus fizera por meio deles...”
     👉 O missionário retorna e a igreja o acolhe, ouve seus relatórios e se alegra na obra.
    👉 Missão é um ciclo: envio, sustento, oração e acolhimento.

Conclusão

A obra missionária só avança quando há cooperação entre missionários e igreja.

  • O missionário vai ao campo.
  • A igreja envia, sustenta e ora.
  • Juntos, cumprem o “Ide” de Cristo (Marcos 16:15).

2 A IGREJA QUE DISCIPULA

Texto-base: Atos 8:15 – “os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.”


Introdução

A obra de evangelização não termina quando alguém aceita a Cristo. A missão da igreja é formar discípulos, guiando-os ao crescimento espiritual e à plenitude do Espírito Santo (Mt 28:19-20).

Mat 28:19  Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Mat 28:20  ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!


I – UMA IGREJA QUE ACOMPANHA OS NOVOS CRENTES

  • Os samaritanos haviam crido na pregação de Filipe (Atos 8:12), mas precisavam de acompanhamento.
  • Pedro e João foram enviados pela igreja de Jerusalém para fortalecer a fé deles.
    👉 O discipulado envolve cuidado, acompanhamento e proximidade.

II – UMA IGREJA QUE INTERCEDE PELOS DISCÍPULOS

  • “Oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.”
  • O discipulado não é só ensino, mas também oração intercessora.
    👉 O novo convertido precisa ser sustentado espiritualmente para crescer firme.

III – UMA IGREJA QUE CONDUZ À PLENITUDE DO ESPÍRITO

  • Não basta receber a Palavra; é necessário ser cheio do Espírito.
  • O discipulado bíblico leva o crente a experimentar poder, santificação e dons.
    👉 O alvo do discipulado é formar cristãos maduros, cheios do Espírito, capazes de testemunhar e multiplicar.

IV – UMA IGREJA QUE ENVIA E MULTIPLICA

  • A experiência dos samaritanos se espalhou, e o evangelho avançou ainda mais.
  • O discipulado gera missionários e novos obreiros.
    👉 Uma igreja que discipula não apenas retém, mas também envia.

Conclusão

A verdadeira igreja de Cristo não se limita a pregar; ela acolhe, acompanha, ora, ensina, fortalece e conduz os novos crentes à plenitude do Espírito Santo.
Assim, cumpre o chamado de ser uma igreja missionária e discipuladora.

3 SEM O RECEBIMENTO DO ESPÍRITO, O DISCIPULADO ESTÁ INCOMPLETO.

📖 Atos 8:15 – “os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.”


Introdução

  • A missão da igreja é pregar, batizar e discipular (Mt 28:19-20).
  • Em Samaria, muitos creram pela pregação de Filipe, mas os apóstolos entenderam que faltava algo essencial: a plenitude do Espírito Santo.
  • Isso nos ensina que sem o Espírito, o discipulado é apenas instrução teórica; com o Espírito, torna-se vida transformada.

I – O DISCIPULADO COMEÇA COM A PALAVRA

  • Filipe pregou e muitos creram (Atos 8:12).
  • A fé nasce da Palavra (Rm 10:17).
    👉 Mas o discipulado não pode parar no ensino intelectual.

II – O DISCIPULADO REQUER INTERCESSÃO E IMPOSIÇÃO DE MÃOS

  • Pedro e João oraram pelos novos convertidos (Atos 8:15-17).
  • O discipulado é relacional e espiritual, não apenas didático.
    👉 A igreja discipuladora acompanha com oração e cuidado pastoral.

III – O DISCIPULADO PRECISA DO ESPÍRITO SANTO

  • O Espírito Santo é quem guia à verdade (Jo 16:13), santifica (Gl 5:16) e dá poder para testemunhar (At 1:8).
  • Sem o Espírito, o discipulado se torna incompleto, pois não gera maturidade espiritual.
    👉 O Espírito é o “selo” da vida cristã (Ef 1:13).

IV – O DISCIPULADO COMPLETO TRANSFORMA E MULTIPLICA

  • A obra em Samaria impactou toda a região.
  • Crentes cheios do Espírito não apenas aprendem, mas se tornam testemunhas e discipuladores.
    👉 O discipulado verdadeiro gera discípulos que fazem discípulos.

Conclusão

  • A igreja que apenas ensina, mas não conduz à plenitude do Espírito, gera crentes informados, mas não transformados.
  • Sem o Espírito, o discipulado é incompleto; com o Espírito, é vida abundante e missionária.
  • Oração final: que sejamos uma igreja que discipula conduzindo sempre ao encontro com o Espírito Santo.

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