LIÇÃO 09 UMA IGREJA QUE SE ARRISCA 31/09/2025
PROFESSOR: PR FERNANDO PESSOA
INTRODUÇÃO:
Falamos anteriormente sobre a necessidade da igreja De Jerusalém a cerca das viúvas e o povo mais humilde devido a grande carga em cima dos Apóstolos eles ficaram preocupados com os cuidados sociais da igreja.
Ats 6:2 Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas.
Aqui houve uma preocupação com eles acerca deles abandonarem a Palavra de Deus, seria uma brecha para o adversário entrar, por que uma igreja que não tem Palavra ensino da escola dominical ela fica vulnerável e o adversário fica a espreita para atacar, diante disso o Espirito Santo os orienta a fazer assim.
Ats 6:3 Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço;
Ats 6:4 e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.
Há um requisitos nessa escolha não poderia ser qualquer homem para cuidar da mesa,( do social das viúvas e das distribuição dos donativos).
Observamos que eles tem também o cuidado de se consagrarem e orar, além da Palavra a oração também é fundamental para igreja, uma igreja sem oração também se torna alvo do adversário para tentar engolir a Igreja do Senhor.
No entanto, eles tinham a suas doutrinas !!
Ats 2:42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
O crescimento da igreja (6.7)
Ats 6:7 Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.
O resultado da medida tomada pelos apóstolos serenou os ânimos dos helenistas, estancou a murmuração, trouxe contentamento para a igreja, distribuiu o trabalho e liberou os apóstolos para focarem no ministério que lhes havia sido confiado. O resultado foi a propagação da palavra de Deus, a multiplicação do número de discípulos e a conversão de muitíssimos sacerdotes. Este é o relato de Lucas: Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé
(6.7). Os dois verbos crescia e multiplicava estão no tempo imperfeito, indicando que a propagação da palavra e a multiplicação da igreja eram contínuos (6.7; 9.31; 12.24; 16.5;19.20; 28.30,31).190
Ats 9:31 A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.
Ats 12:24 Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava.
Ats 16:5 Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.
Supõe-se que naquele tempo existiam cerca de dezoito mil sacerdotes e levitas ligados ao serviço do templo. Muitos deles estavam sendo convertidos a Cristo.
O crescimento da igreja agora atinge também muitíssimos sacerdotes, do partido dos saduceus, a classe religiosa que liderava a perseguição à igreja. Lucas faz questão de relatar o espantoso crescimento da igreja, oferecendo-nos estatísticas
assaz otimistas:
• Atos 1.15: 120 pessoas.
• Atos 2.41: Quase três mil pessoas.
• Atos 4.4: Quase cinco mil pessoas.
• Atos 5.14: E crescia mais e mais a multidão de crentes.
• Atos 6.1: Multiplica-se o número dos discípulos.
• Atos 9.31: A igreja crescia em número.
• Atos 16.5: As igrejas aumentavam em número.
I- ESTÊVÃO E A IGREJA QUE TEM A SUA FÉ CONTESTADA
1- APRENDENDO COM ESTEVÃO
O exemplo de Estêvão (6.8-15)
O historiador Lucas destaca, dentre os sete diáconos, o primeiro da lista, Estêvão. Ele foi fiel tanto em sua vida quanto em sua morte. Viveu de forma superlativa e morreu de modo exemplar. Coroa é o significado do nome de Estêvão, o diácono que se tornou o protomártir do cristianismo. Assentou-lhe bem o nome porque foi o primeiro a receber a coroa do martírio na igreja.
Estêvão não limitou seu ministério a servir às mesas; também ganhou almas para Cristo e operou milagres.
Marshall diz que Estêvão levou a efeito um ministério apostólico de pregação e cura. Enfrentou oposição da parte de membros das sinagogas de língua grega, que por fim apelaram ao método de inventar acusações contra ele.
Tais acusações enfureceram os judeus de língua grega e também os líderes judeus de língua hebraica, os quais faziam parte do concílio que ouvia as acusações contra Estêvão.
OBS: O tratamento dado a Estêvão foi semelhante à maneira como os líderes judeus trataram Jesus:
a) contrataram testemunhas para depor contra ele;
b) instigaram o povo que, por sua vez, o acusou de atacar a lei de Moisés e o templo; e
c) por fim, depois de ouvirem seu testemunho, o executaram.
Quatro foram as marcas de Estêvão, esse gigante de Deus.
Em primeiro lugar, sua vida era irrepreensível (6.3).
homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria…
Estêvão (como os demais diáconos) era homem de boa reputação, cheio do Espírito e de sabedoria. Sua vida era a vida do seu ministério. Seu caráter era o alicerce de seu trabalho. Não havia um abismo entre sua vida e seu trabalho, suas palavras e suas obras, seu caráter e seu desempenho. É lamentável que tantos líderes hoje estejam em descrédito, porque, embora ocupem lugares de honra, vivem de forma
desprezível.
Se existe uma palavra que caracteriza a vida de Estêvão é cheio. Ele era um homem cheio de Deus. Sua vida não era apenas irrepreensível, mas também plena. Destacamos aqui alguns aspectos dessa plenitude.
1. Estevão era cheio do Espírito Santo (6.3,5). Todo homem está cheio de alguma coisa. Está cheio do Espírito ou de si mesmo. Está cheio de Deus ou de pecado.
2. Estevão era cheio de fé (6.5). Estêvão fora salvo pela fé, vivia pela fé, vencia o mundo pela fé e era cheio de fé.
3. Estevão era cheio de sabedoria (6.3). Sabedoria é mais do que conhecimento; é o uso correto do conhecimento. E olhar para a vida com os olhos de Deus.
4. Estevão era cheio de graça (6.8). Havia em Estêvão uma abundante graça. Sua vida era uma fonte de bênção. Seu coração era generoso, suas mãos eram dádivas, e sua vida, um vaso transbordante de graça. Estêvão era um homem cheio de doçura.
5. Estêvão era cheio de poder (6.8). Estêvão era um homem revestido com o poder de Deus para fazer milagres e muitos sinais entre o povo. Ele falava e fazia; pregava e demonstrava. Suas palavras eram irresistíveis, e suas obras, irrefutáveis. Até o momento, Lucas creditara prodígios e sinais apenas a Jesus (2.22) e aos apóstolos (2.43; 5.12); agora, pela primeira vez, diz que outros os realizam (6.8;
8.6).
Em segundo lugar, suas obras eram irrefutáveis (6.8,9).
Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Levantaram-se, porém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e Ásia, e discutiam com Estêvão.
2- A FÉ SOB ATAQUE
Os escravos libertos provavelmente eram judeus de Cirene e de Alexandria, da Cilícia e da província da Ásia, que haviam sido capturados e escravizados pelos romanos. O general Pompeu, que capturou Jerusalém em 63 a.C., fez prisioneiros diversos judeus e os libertou mais tarde em Roma. Entretanto, talvez alguns fossem gentios que se converteram ao judaísmo.
E nesse contexto de oposição que Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Estêvão não tinha apenas uma vida irrepreensível,
mas também obras irrefutáveis. Suas obras referendavam sua vida. Falava e fazia. Pregava aos ouvidos e aos olhos. Ninguém podia contestar sua vida nem negar os milagres que Deus operava por seu intermédio. No entanto, apesar de todas as qualidades extraordinárias de Estêvão, o seu ministério provocou um antagonismo feroz.
foram os estágios desse antagonismo: discussão (6.9b, 10); difamação (6.11,12a); e condenação (6.12b— 7.60).
3- DISPUTA COM ESTEVÃO
Em terceiro lugar, suas palavras eram irresistíveis (6.10-14).
Um homem cheio do Espírito, de fé, sabedoria, graça e poder é amado pelo céu e odiado pelo inferno; faz maravilhas entre os homens e ganha a oposição dos inimigos da cruz. Não foi diferente com Estêvão. Eis o relato de Lucas:
Ats 6:10 e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava.
Ats 6:11 Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.
Ats 6:12 Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio.
Ats 6:13 Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei;
Ats 6:14 porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.
Os adversários de Estêvão não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual ele falava. Suas palavras eram irresistíveis. Havia virtude de Deus em seus lábios. Então, não podendo suplantá-lo na argumentação, tramaram contra ele, como fizeram com Jesus, e subornaram homens covardes, que o acusaram de blasfêmia. A acusação contra Estêvão foi leviana, mas acabou sendo acolhida pelos membros do Sinédrio. Mário Neves diz que os antagonistas de Estêvão, não podendo vencê-lo pela razão, recorreram à mentira, à calúnia e ao suborno, conseguindo assim amotinar o povo, os anciãos e os escribas.
4. A Falsas narrativas
A acusação contra Estêvão era dupla. Acusavam-no de blasfêmia contra Moisés e contra Deus; contra o templo e contra a lei (6.11). Perante o magno pretório judaico, as testemunhas subornadas pelos líderes religiosos assacaram contra Estêvão pesadas acusações: ...Este homem não cessa de falar contra o lugar sagrado e contra a lei (6.13). PREGAÇÃO DA VERDADE!
duas coisas especialmente preciosas para os judeus: o templo e a lei. Eles entendiam que só no templo podiam oferecer sacrifícios e só ali podiam adorar verdadeiramente a Deus. A lei jamais poderia ser mudada, mas eles acusavam Estêvão de dizer que o templo desapareceria e a lei nada mais era do que um passo para o evangelho.
Essas acusações eram gravíssimas, uma vez que o templo era o lugar santo, símbolo da presença de Deus entre o povo, e a lei era a revelação da vontade de Deus. Falar contra a casa de Deus e contra a Palavra de Deus era blasfêmia,
um pecado sentenciado com a morte.
É importante ressaltar que essas mesmas acusações foram feitas contra Jesus, usando-se também o artifício das falsas testemunhas. Jesus foi condenado pelo pecado de blasfêmia por esse mesmo Sinédrio. Eles haviam interpretado de forma
errada as palavras de Jesus tanto sobre o templo quanto sobre a lei. Quando Jesus disse: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e em três dias construirei outro, não por mãos humanas (Mc 14.58), eles julgaram que Jesus estivesse conspirando contra o templo para substituí-lo. No entanto, Jesus estava falando do santuário do seu corpo (Jo 2.21). Jesus é maior do que o templo e, de fato, é o novo templo de Deus, que substituiria o antigo (Mt 12.6). Mais tarde, no seu sermão profético, Jesus profetizou a destruição do templo (Lc 21.5,6).
Estêvão não blasfemava contra o templo nem contra a lei. Ao contrário, estava alinhado com a mesma interpretação de Jesus (Jo 2.19; Mc 14.58; 15.29).
Joã 2:19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei.
Mar 14:58 Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.
Porém, a luz da verdade cegou os olhos dos membros do Sinédrio em vez de lhes clarear a mente. A oposição desceu da teologia para a violência. Essa mesma ordem de acontecimentos repetiu-se muitas vezes.
No início, há um sério debate teológico. Quando isso fracassa, as pessoas iniciam uma campanha pessoal de mentiras. Finalmente, recorrem a ações legais ou quase legais numa tentativa de se livrarem do adversário pela força.
Em vez de acolher a mensagem da verdade com humildade, o Sinédrio preferiu sentenciar à morte o mensageiro.
Em quarto lugar, sua paz era inexplicável (6.15).
Todos os que estavam assentados... viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo. A serenidade de Estêvão reprova a fúria dos acusadores. A paz de Estêvão denuncia o ódio dos membros do Sinédrio. Tratava-se da descrição de uma pessoa que fica perto de Deus e reflete algo da sua glória, como resultado
de estar na sua presença.
II- ESTEVÃO E A IGREJA QUE DEFENDE A SUA FÉ
1- DEUS NA HISTÓRIA DO SEU POVO
A multidão alvoroçada arrastou Estêvão até o Sinédrio. Os 71 membros desse ínclito concílio se reúnem para ouvir o réu. O sumo sacerdote, presidente do tribunal, interroga Estêvão acerca das acusações que pesavam sobre ele (7.1).
Em sua defesa, Estêvão profere um longo e articulado discurso, fazendo uma retrospectiva da história da redenção e deixando claro que era inocente das acusações contra ele assacadas. Mas não foi só isso. Estêvão virou o jogo, pois,
Ao mesmo tempo que alinhava sua defesa, montava também uma completa peça de acusação contra seus acusadores.
Estêvão, com audácia e coragem, sai do banco dos réus e acusa os judeus de desobedecerem à lei, desonrarem o templo e matarem o Messias.
Em vez de reconhecerem seus pecados e acolherem com mansidão a verdade das Escrituras, como fizeram as quase três mil pessoas, no dia de Pentecostes, esses juízes ensandecidos e implacáveis arremeteram contra Estêvão e o apedrejaram, arrancando da terra aquele que lhes pregava a verdade. Estava confirmada a acusação de Estêvão. Eles eram da mesma estirpe de seus pais, que mataram os
profetas.
O discurso de Estêvão rememora os capítulos mais importantes da história de Israel: o período patriarcal, o amargo cativeiro, o êxodo, a outorga da lei, a monarquia, a construção do templo e a vinda do Messias. Algumas personagens ganharam atenção especial, como Abraão, José, Moisés, Davi e Salomão, culminando no Messias.
2- CORAÇÕES ENDURECIDOS
Jesus, o Justo anunciado por todos os profetas (7.51-53)
Estêvão acusa os judeus de terem perseguido continuamente os profetas. Chega agora ao ponto máximo de seu argumento, quando maneja a espada da verdade e acusa seus ouvintes de serem homens de dura cerviz, a mesma acusação outrora feita a seus pais por Moisés e pelos profetas (Êx 32.9; 33.3,5; 34.9; Dt 9.6,13; 10.16; 31.27; Jr 17.23), e também de serem incircuncisos de coração e de ouvidos, acusação igualmente feita por Moisés e pelos profetas a Israel (Lv 26.41; Dt 10.16; 30.6; Jr 6.10; 9.26; Ez 44.7).
essa acusação de Estêvão equivalia a chamar seus juízes de “pagãos de coração e surdos à verdade”.224
Estêvão denuncia seus ouvintes e os acusa de serem culpados de pecarem contra o Espírito Santo, contra o Messias e contra a lei. Primeiro, Estêvão proclama: Vós sempre resistis ao Espírito Santo rejeitando seus apelos (7.51).
Segundo, Estêvão denuncia: Seus pais perseguiram todos os profetas e até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo. Os judeus que estão diante de Estêvão são ainda piores, pois se tornaram traidores e assassinos daquele que fora anunciado pelos profetas (7.52).
Ats 7:52 Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos,
III ESTEVÃO E O MARTÍRIO DA IGREJA
CONTEMPLANDO A VITÓRIA A CRUZ
Destacamos três pontos importantes acerca de Estêvão neste texto:
1. O segredo do seu valor. O primeiro diácono da igreja viu o martírio como sua entrada à presença de Cristo.
2. O protomártir do cristianismo seguiu o exemplo de Cristo em sua vida e também em sua morte. Assim como Jesus orou pelo perdão daqueles que o executavam (Lc
23.34), também o fez Estêvão.
3. Para Estêvão, o terrível tumulto terminou em uma estranha paz. Ele dormiu na terra e logo foi recebido no céu pelo próprio Senhor Jesus.
2 PERDOANDO O AGRESSOR;
Ats 7:60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.

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