sábado, 7 de março de 2026

Estudo sobre as Cartas aos Hebreus Professor: Pr Fernando Pessoa (segundi dia)

 



I- A superioridade do Filho em relação aos anjos (Hb 1.4-14)


O principal problema enfrentado pelo autor de Hebreus era a frieza espiritual, a indiferença e o risco de apostasia entre os leitores. Muitos estavam desanimados com a fé cristã e eram tentados a abandonar o cristianismo e voltar às antigas práticas religiosas, especialmente ao judaísmo. Por isso, o autor faz várias advertências severas ao longo da carta.

Ele enfatiza que Cristo é a revelação final e suprema de Deus. Rejeitar Cristo significa perder o acesso à salvação e à comunhão com Deus. O autor também mostra que Cristo é superior aos anjos, aos profetas, a Moisés e a todo o sistema de sacerdócio e sacrifícios do Antigo Testamento, que eram apenas sombras do que se cumpriu em Jesus.

O texto também alerta sobre um perigo que continua atual: o pecado e a superficialidade espiritual podem levar as pessoas a se afastarem de Cristo e voltarem aos antigos caminhos. Quando algo ocupa o lugar de Cristo — como ego, dinheiro, poder, conforto ou ambições — isso se torna um “ídolo”.

A mensagem central é que Cristo não pode ter rivais em nossas vidas, pois somente por meio dele temos acesso a Deus. A verdadeira esperança e transformação espiritual estão somente em Cristo, que nos conduz à participação na plenitude de Deus.


DEPOIS DE MOSTRAR A SUPERIORIDADE do Filho em relação aos profetas, o autor da carta aos Hebreus mostra a superioridade do Filho em relação aos anjos. Stuart Olyott diz, com razão: “Nenhum anjo, mesmo o mais exaltado de todos, se atreveria a sentar-se na presença de Deus, muito menos à sua mão direita. Mas Cristo é mais elevado do que o mais elevado dos anjos”.


No texto em pauta, há sete citações do Antigo Testamento selecionadas pelo

autor de Hebreus e dispostas progressivamente. Essas citações tratam do eterno relacionamento de Cristo com o Pai, sua vinda ao mundo, sua unção por Deus e seu reinado. Nós o vemos criando e consumando o mundo, assentado e reinando para sempre sobre seus inimigos.


 O texto apresenta quatro verdades essenciais:

1) Os anjos são apenas mensageiros: Cristo é o Filho (1.4,5). 

2) Os anjos são meros adoradores: Cristo é o adorado (1.6). 

3) Os anjos são meras criaturas: Cristo é o Criador (1.7-12).

4) Os anjos são meros servos: Cristo é o Rei (1.13,14).


O Filho tem um nome superior (1.4,5)

Heb 1:4  feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. 

Heb 1:5  Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? 



1:4: feito tanto mai< excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.

«...tendo-se tornado...» A posição de Cristo, acima dos anjos, abrange

dois aspectos: 

1. Como Criador divino, ele é, inerentemente, infinitamente superior aos anjos, que fazem parte de sua criação. 

2. Mas ele também se tornou «melhor» do que eles devido à sua missão fiel, na encarnação.

Quando Cristo subiu aos céus, terminada a sua missão remidora, recebeu

do Pai a recompensa de ser altamente exaltado e glorificado, e, na

qualidade de Deus-homem, recebeu lugar de maior autoridade do que os

anjos, tal como o afirma o terceiro versículo o lugar honrado à mão direita

de Deus.

As Lições Ensinadas por Jesus

  1. A exaltação vem após a missão cumprida. Jesus foi exaltado porque completou fielmente sua missão na terra. Isso ensina que a nossa glorificação também está ligada à fidelidade em cumprir o propósito que Deus nos deu.

  2. A salvação precisa ser desenvolvida com a ajuda de Deus. Os cristãos devem viver e praticar sua salvação, mas isso só é possível porque Deus opera em nós tanto o querer quanto o realizar.

Flp 2:12  De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; 


  1. Jesus é o Caminho (ver João 14:6), mas também é o pioneiro do caminho (ver Heb. 2:10). Nessa função é que ele nos ensinou a lutar e a vencer, espiritualmente falando. A coroa espera pelos vitoriosos, e exclusivamente por eles (ver Apo. 2:7,11,17,26; 3:5,12,21). Coisa alguma foi prometida, nas epístolas do Apocalipse às sete igrejas, senão àqueles que vencessem.

«..herdou mais excelente nome do que eles...»

Cristo herdou um nome mais excelente que os anjos (Hebreus 1:4), pois após sua ressurreição Deus o exaltou acima de todo poder e autoridade. Conforme Efésios 1:19-23,  

Efs 1:19  e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, 

Efs 1:20  que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, 

Efs 1:21  acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. 

Efs 1:22  E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, 

Efs 1:23  que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos. 

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés, dando-lhe autoridade sobre principados, potestades e domínios.

Esse nome e autoridade foram dados como herança ao Filho, que é o herdeiro de todas as coisas (Hebreus 1:2-3). Além disso, os que estão em Cristo também participam dessa herança como coerdeiros (Romanos 8:17).

Rom 8:17  E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. 

Os anjos, embora importantes, são criaturas e não filhos como Cristo, por isso são inferiores e se submetem a Ele. A carta aos Hebreus destaca repetidamente que em Cristo temos coisas melhores:

  • coisas melhores (Hebreus 6:9)

  • uma melhor esperança (Hebreus 7:19)

  • uma melhor aliança (Hebreus 7:22; 8:6)

  • melhores promessas (Hebreus 8:6)

  • um melhor sacrifício (Hebreus 9:23)

Assim, o ensino central é que Cristo é superior aos anjos e a tudo mais, e nele encontramos a plenitude das promessas e da salvação.

A carta aos Hebreus mostra que, em Cristo, os crentes possuem realidades superiores e promessas melhores. Temos uma melhor possessão (Hebreus 10:34), caminhamos para uma pátria melhor (Hebreus 11:16), esperamos uma melhor ressurreição (Hebreus 11:35) e recebemos coisas melhores preparadas por Deus (Hebreus 11:40; 12:24). Por isso, Paulo afirma que partir e estar com Cristo é muito melhor (Filipenses 1:23).

Durante a encarnação, Cristo foi feito por um pouco menor que os anjos (Hebreus 2:9), mas após cumprir sua missão e sofrer pelos homens, foi exaltado acima deles. Seus sofrimentos contribuíram para o aperfeiçoamento de sua missão como Salvador e Mediador (Hebreus 2:10; 5:9; 7:28).

Assim, Jesus é apresentado como superior não apenas aos profetas humanos (Hebreus 1:1-2), mas também aos seres celestiais, sendo reconhecido como Senhor tanto no céu quanto na terra. Sua humilhação na encarnação não diminui sua glória; ao contrário, faz parte do caminho que levou à sua exaltação como Deus-homem e Redentor da humanidade.

Os anjos são mensageiros de Deus e foram poderosamente usados por ele como seus arautos. 

Na própria vida de Jesus, os anjos foram arautos, tanto no começo de seu ministério, em sua tentação no deserto (Mt 4.11), como no final do seu ministério, em sua agonia, no jardim de Getsêmani (Lc 22.43). 


Os anjos foram enviados por Deus para libertar prisioneiros (At 5.19), para instruir pregadores (At 8.26), para encorajar crentes (At 10.3), para exercer julgamento sobre blasfemadores (At 12.23) e para ajudar viajantes (At 27.23-25).

Mas os anjos jamais passaram de mensageiros. Esse é o significado de seu nome e a essência de sua função. Cristo, porém, tem um nome superior aos mais exaltados

anjos. Ele é muito mais do que um mensageiro. Ele é o Filho de Deus.


Heb 1:5  Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? 


Wiley diz que a palavra Filho, conforme empregada em Hebreus 1.5, não se refere primordialmente ao Filho como segunda pessoa da Trindade, embora isso esteja implícito em cada uma das passagens citadas, mas ao Filho de Deus como homem. Tal característica abrange não somente a encarnação, em que o Filho assumiu a natureza humana, mas também todo o escopo e toda a dignidade do Deus-homem, depois manifesto na sua ressurreição, ascensão e assentamento à direita do Pai. O argumento como é extraído desse texto inclui três passos importantes: o nome, a herança e o primogênito.


O Filho tem uma dignidade superior (1.6)


Heb 1:6  E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. 


As palavras deste versículo podem referir-se somente ao Cristo glorificado voltando ao mundo que redimiu e do qual chamou muitos filhos para a sua glória, diz Wiley.

Nesse contexto, o escritor de Hebreus enfatiza mais uma vez

a superioridade de Cristo sobre os anjos, pois estes foram mensageiros de Deus, e Cristo é o Filho de Deus. Os anjos são adoradores, Cristo é aquele a quem eles adoram.

O Filho tem uma natureza superior (1.7)


Heb 1:7  E, quanto aos anjos, diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de fogo. 

Tendo falado do advento glorioso do Filho, o escritor de Hebreus mostra a majestade do seu Reino, citando o Salmo 104, conhecido como o Oratório da Criação, que diz: Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo (Sl 104.4). 

Da mesma maneira que os ventos e as labaredas de fogo servem a Deus no reino físico, os anjos servem a Deus no sentido espiritual. 

Concordo com Wiley quando ele diz que o propósito do texto em tela não é discutir a natureza dos anjos, mas exaltar a soberania do Filho e o ministério dos anjos em sujeição a ele. A grandeza dos anjos, ágeis como os ventos na obediência e destruidores como labaredas de fogo, serve para exaltar a majestade do Rei e as forças poderosas ao seu dispor.


Os anjos adoram o Filho porque reconhecem que ele é totalmente diferente deles e muito superior em natureza. Os anjos são servos que se tornam vento e chamas de fogo para atenderem ao seu propósito, mas o Filho é o Deus eterno.


O Filho tem uma posição superior (1.8a)


Heb 1:8  Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. 


O Filho é soberano. Seu trono é eterno. Ele não é apenas o Profeta que fala, nem apenas o Sacerdote que salva, mas é também o Rei que governa. O Filho tem um trono eterno, um cetro justo e um reino universal.


Mais uma vez, portanto, o escritor aos Hebreus traça um contraste entre o Filho e os anjos. O Filho tem um trono eterno; os anjos, nenhum. O Filho é seu Senhor; os anjos são seus súditos.

A passagem citada em Hebreus 1:8-9 vem de Salmo 45:6-7

Slm 45:6  O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade. 

Slm 45:7  Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros. 


originalmente um cântico real, mas que o autor de Hebreus interpreta como profecia messiânica. Nela, o Pai se dirige ao Filho chamando-o de Deus, destacando sua divindade, autoridade e reino eterno. O texto afirma que o trono do Filho é eterno e que seu governo é marcado por justiça e retidão. Isso demonstra que Cristo é superior aos anjos, pois enquanto eles são servos, o Filho reina em um trono eterno. Outras passagens também indicam a divindade de Cristo, como:

  • João 1:1o Verbo é Deus.

  • Romanos 9:5 e Tito 2:13 – Cristo é chamado Deus.

  • Colossenses 2:9 – nele habita toda a plenitude da divindade.

O reino de Cristo é eterno e justo (“pelos séculos dos séculos”), e seu poder é simbolizado pelo cetro de justiça, sinal de autoridade real. Embora o Filho exerça autoridade, ele também está subordinado ao Pai no plano divino (1 Coríntios 15:28), sem perder sua natureza divina.

Assim, Hebreus apresenta Jesus como Rei eterno, divino e justo, cujo trono jamais terá fim (Apocalipse 22:1). A mensagem central é que Cristo é soberano e digno de adoração, e rejeitá-lo significa rejeitar o próprio Rei e Salvador.


O Filho tem um exemplo superior (1.8b,9)

Heb 1:9  Amaste a justiça e aborreceste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros. 

Slm 45:7  Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros. 

O texto continua a citação de Salmo 45:7 em Hebreus 1:9, destacando que Cristo ama a justiça e odeia a iniquidade. Por causa dessa perfeita retidão, Deus o ungiu com o “óleo da alegria” acima de seus companheiros, mostrando sua exaltação e superioridade.

Essa unção simboliza honra, autoridade e triunfo, semelhante à unção de reis, profetas e sacerdotes. Assim, Jesus é o Cristo (o Ungido), escolhido para cumprir a missão redentora e para reinar. Sua exaltação veio após cumprir fielmente sua missão na terra.

O texto também ensina que a verdadeira alegria está ligada à santidade e à vida espiritual, sendo fruto do Espírito e não apenas resultado de circunstâncias humanas.

Referências bíblicas

  • Hebreus 1:9 – Cristo ama a justiça e é ungido com óleo de alegria.

  • Salmo 45:7 – profecia messiânica sobre o rei justo.

  • Jó 4:18 – até os anjos têm limitações diante de Deus.

  • Mateus 5:48 – chamado à perfeição espiritual.

  • Romanos 3:21 – justiça revelada por Deus.

  • Efésios 3:19 – participação na plenitude de Deus.

  • João 20:17 e Efésios 1:3 – Deus como Pai de Cristo.

  • Gálatas 5:22 – alegria como fruto do Espírito.

  • João 15:11; 17:13 – a alegria que vem de Cristo.

  • Efésios 1:19-20 – exaltação de Cristo acima de todos.

  • João 14:6 – Cristo como o caminho da redenção.

Ideia central: Cristo, por sua perfeita justiça e fidelidade, foi exaltado por Deus acima de todos — anjos e homens — sendo o Rei ungido e Senhor supremo.

O Filho tem uma obra superior (1.10-12)

Heb 1:10  E: Tu, Senhor, no princípio, fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos; 

Heb 1:11  eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, 

Em Hebreus 1:10-12, o autor cita Salmo 102:25-27 

Slm 102:25  Desde a antiguidade fundaste a terra; e os céus são obra das tuas mãos. 

Slm 102:26  Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados. 

Slm 102:27  Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim. 

para mostrar que Cristo é o Criador e Senhor eterno. O texto afirma que foi Ele quem fundou a terra e criou os céus, demonstrando sua divindade e autoridade sobre toda a criação.

Assim como em Gênesis 1:1 e João 1:1-3, Cristo é apresentado como presente desde o princípio, participando da criação de todas as coisas. Enquanto a criação é temporária e pode se desgastar, Cristo permanece para sempre, revelando sua natureza eterna.

A citação também reforça que o Filho é superior à criação e aos anjos, pois tudo foi feito por Ele e está sob sua autoridade. A Bíblia ainda mostra que Cristo está acima de todos os céus e governa sobre todo o universo.

Referências bíblicas

  • Hebreus 1:10-12 – Cristo como Criador eterno.

  • Salmo 102:25-27 – Deus criou os céus e a terra e permanece para sempre.

  • Gênesis 1:1 – Deus cria no princípio.

  • João 1:1-3 – o Verbo estava no princípio e tudo foi feito por meio dele.

  • Efésios 4:10 – Cristo está acima de todos os céus.

  • Efésios 1:23 – Cristo é tudo em todos.

  • 2 Coríntios 12:2 – referência ao “terceiro céu”.

  • João 14:2 – muitas moradas na casa do Pai.

Ideia central: Cristo não é apenas mensageiro ou servo como os anjos; Ele é o Criador eterno, Senhor do céu e da terra, cuja existência e autoridade permanecem para sempre.


Em Hebreus 1:11, continuando a citação de Salmo 102:25-27, o autor ensina que toda a criação é passageira, enquanto Cristo permanece para sempre. Os céus e a terra, por mais grandiosos que sejam, envelhecem e perecem como uma roupa desgastada, mas o Filho permanece eterno.

Assim como o Pai, Cristo possui vida em si mesmo e sustenta todas as coisas pelo seu poder. Portanto, tudo depende dele para existir, enquanto ele próprio é eterno e imutável.

Esse ensino mostra três verdades principais:

  1. Cristo é superior à criação e aos anjos, pois tudo é temporário, mas ele é eterno.

  2. A verdadeira vida e esperança estão em Cristo, não no mundo passageiro.

  3. Rejeitar Cristo significa permanecer apenas no universo que perece.

A Bíblia também afirma que o céu e a terra passarão, mas as palavras de Cristo permanecerão para sempre.

Referências bíblicas

  • Hebreus 1:11 – a criação passa, mas Cristo permanece.

  • Salmo 102:25-27 – Deus permanece enquanto a criação envelhece.

  • João 5:25-26 – Cristo possui vida em si mesmo.

  • Hebreus 1:3 – Cristo sustenta todas as coisas pelo poder da sua palavra.

  • Hebreus 13:8 – Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

  • Mateus 24:35 – o céu e a terra passarão, mas as palavras de Cristo não passarão.

  • Isaías 34:4 – os céus se enrolarão como um pergaminho.

  • Isaías 51:6 – a terra envelhecerá como uma roupa.

Ideia central: Toda a criação é temporária, mas Cristo é eterno, e somente nele encontramos vida, permanência e esperança eterna.

Em Hebreus 1:12, continuando a citação de Salmo 102:25-27, o autor afirma que a criação é temporária e pode ser mudada ou removida como uma roupa, enquanto Cristo permanece imutável e eterno. Assim como um manto pode ser dobrado e trocado, também os céus e a terra serão transformados, dando lugar a uma nova criação.

O Filho está acima da natureza e do tempo, pois não sofre mudança nem decadência. Enquanto tudo no universo se desgasta, Cristo permanece o mesmo para sempre, e seus anos nunca terão fim.

A Bíblia também ensina que, no futuro, haverá novos céus e nova terra, quando a antiga criação passar. Esse ensino reforça que a verdadeira permanência e esperança estão em Cristo, que é eterno e imutável.

Referências bíblicas

  • Hebreus 1:12 – Cristo permanece enquanto a criação muda.

  • Salmo 102:25-27 – Deus permanece enquanto os céus e a terra envelhecem.

  • Isaías 51:6 – os céus desaparecerão e a terra envelhecerá.

  • Isaías 34:4 – os céus se enrolarão como um pergaminho.

  • 2 Pedro 3:10 – os céus e a terra serão transformados.

  • Apocalipse 21:1 – novos céus e nova terra.

  • 1 Coríntios 15:51 – os crentes serão transformados.

  • Malaquias 3:6 – Deus não muda.

  • Hebreus 13:8 – Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Ideia central: Toda a criação é passageira e será transformada, mas Cristo é eterno e imutável, sendo a única base segura de esperança e vida eterna.

O Filho tem um destino superior (1.13,14)

Heb 1:13  E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? 

Heb 1:14  Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação? 


Essa citação final é do Salmo 110, a respeito do qual Lutero disse certa vez que era “digno de ser recoberto de pedras preciosas”. Essa é uma alusão ao Filho encarnado, o qual, mediante a sua encarnação, morte e ressurreição, voltou ao trono de seu Pai; e no trono de honra, à destra do Pai, espera até que seus inimigos sejam feitos estrado dos seus pés no dia de sua gloriosa aparição.

Paulo enfatiza essa mesma verdade quando escreve: E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés (1Co 15.24,25). 

O Reino de graça hoje tornar-se-á, então, o Reino de glória! Nenhum anjo foi colocado por Deus nessa posição de honra suprema, de aclamação e exaltação. Os anjos estão entre a exultante multidão que reconhece e proclama a suprema grandeza de Cristo, a singularidade de sua pessoa, sua obra consumada, sua eterna divindade. Eles também proclamam: Digno é o Cordeiro (Ap 5.11,12). 

Apo 5:11  E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, 

Apo 5:12  que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.   

Os anjos são diáconos que servem à igreja de Cristo, mas Cristo é o Salvador da igreja. Concluo com as palavras de Wiley: “A súmula do argumento, portanto, é que Cristo é maior do que os anjos, porque é o Filho de Deus encarnado; os anjos são apenas espíritos ministradores que refletem o cuidado providencial do Senhor para com os remidos”.


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