Lição 5: O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA
PROFESSOR:FERNANDO PESSOA
Introdução
O relato bíblico de Gênesis 18 e 19 nos transporta para um momento crucial, onde vemos o Senhor dialogando com Abraão, o pai da fé, antes de executar um juízo inevitável sobre cidades mergulhadas na iniquidade.
Nesta lição, examinaremos três aspectos fundamentais: a hospitalidade de Abraão e a visita dos anjos do Senhor; o anúncio divino da destruição iminente e a poderosa intercessão do patriarca; e finalmente, a execução do juízo que transformou cidades prósperas em exemplo perpétuo das consequências do pecado.
Abraão, além de ser homem de profunda fé em Deus, era um grande intercessor. Ele estava assentado, diante de sua tenda, quando foi surpreendido com a visita de três anjos. Em princípio, ele os viu como “três varões” que se achavam próximos a ele. Como um homem hospitaleiro, levantou-se e foi ao encontro dos visitantes, e inclinou-se perante eles. Em seguida, num misto de entendimento humano e espiritual, diz aos visitantes:
Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Traga-se, agora, um pouco de água; e lavai os vossos pés e recostai vos debaixo desta árvore; e trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois, passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim, faze como tens dito.
(Gn 18.3-5)
I. OS ANJOS VISITAM ABRAÃO
1. Abraão Recebe a Visita dos Anjos do Senhor
O capítulo 18 de Gênesis inicia com uma teofania extraordinária: "E apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia" (Gênesis 18:1, ACF).
Três visitantes celestiais aparecem a Abraão, sendo um deles o próprio Senhor em forma teofânica, acompanhado de dois anjos. Esta manifestação divina não foi casual; tinha propósitos específicos: confirmar a promessa do nascimento de Isaque e revelar os planos divinos quanto a Sodoma e Gomorra.
Eram três “varões”. Por que Abraão se dirige a eles e diz “Meu Senhor, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo”?
Certamente, Deus lhe fez sentir que não eram visitantes humanos, e sim enviados dos céus. Mas o sentimento humano prevaleceu, e lhes ofereceu água para lavarem os pés, e pão para eles; e os anjos disseram que fizesse o que havia proposto. Ao lado de Sara, providenciou uma deliciosa refeição, que incluiu bolos, manteiga e leite, além de um gostoso churrasco, de “uma vitela tenra e boa '. E os anjos comeram e devem ter gostado muito daquela refeição. Ou seja: os anjos de Deus, algumas vezes, para cumprirem determinadas missões junto aos homens, assumiram a aparência antropomórfica, forma de homem, e se comportaram como homens, inclusive se apropriando de alimento.
No desenvolvimento deste texto, veremos mais aspectos interessantes da visita dos mensageiros de Deus.
Em Gênesis 18.16-33, Abraão intercede por Sodoma, implorando a Deus que não destrua a cidade se encontrar lá mesmo um pequeno número de justos, desde 50 até 10.
Deus, inicialmente, diz que poupará Sodoma se encontrar 50 justos, mas Abraão negocia, pedindo se a cidade pode ser salva com menos. A resposta de Deus é sempre afirmativa, demonstrando sua disposição a perdoar e salvar a cidade por causa dos justos que lá residem. A intercessão de Abraão termina quando Deus decide que, se encontrasse apenas 10 justos, ele pouparia Sodom.
Nesta lição, examinaremos três aspectos fundamentais: a hospitalidade de Abraão e a visita dos anjos do Senhor; o anúncio divino da destruição iminente e a poderosa intercessão do patriarca; e finalmente, a execução do juízo que transformou cidades prósperas em exemplo perpétuo das consequências do pecado.
A presença do Senhor na vida dos seus servos é uma realidade constante nas Escrituras. Deus continua se manifestando aos Seus filhos hoje, não mais em teofanias visíveis, mas através do Espírito Santo que habita em nós (João 14:16-17).
Joã 14:16 E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Advogado,a fim de que esteja para sempre convosco,
Joã 14:17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque Ele vive convosco e estará dentro de vós.
Assim como Abraão teve um encontro pessoal com o Senhor, nós também somos chamados a cultivar uma intimidade profunda com Deus através da oração, da adoração e da meditação na Palavra.
2. A Hospitalidade de Abraão
A reação imediata de Abraão ao ver os visitantes foi notável: "E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra" (Gênesis 18:2, ACF).
Mesmo sendo um homem de idade avançada e status elevado, Abraão demonstrou humildade e prontidão extraordinárias.
Ele não apenas ofereceu hospitalidade, mas se apressou em servir pessoalmente seus hóspedes.
Observe a generosidade do patriarca: ele oferece água para lavar os pés, sombra para descanso, pão para restauração (que na verdade tornou-se um banquete completo com bezerro, manteiga, leite e bolos), e faz tudo com alegria e diligência. Sara também participou do preparo, demonstrando que a
hospitalidade era um valor familiar. O escritor aos Hebreus comenta este episódio: "Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos" (Hebreus 13:2).
Heb 13:2 Não vos esqueçais de praticar a hospitalidade; pois agindo assim, mesmo sem perceber, alguns acolheram anjos.
Esta atitude de Abraão estabelece um padrão para o povo de Deus em todas as épocas. A hospitalidade cristã não é opcional, mas um mandamento bíblico (Romanos 12:13; 1 Pedro 4:9).
Rom 12:13 Cooperai com os santos nas suas necessidades. Praticai a hospitalidade.
1Pe 4:9 sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações.
Ela reflete o caráter acolhedor de Deus, que nos recebeu quando éramos estranhos e inimigos (Efésios 2:12-13).
Efs 2:12 que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
Efs 2:13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
Devemos manter nossas casas e corações abertos para servir aos irmãos e até mesmo aos estranhos, pois nunca sabemos quando estamos ministrando ao próprio Senhor (Mateus 25:35-40).
Mat 25:35 porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Mat 25:36 estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Mat 25:37 Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?
Mat 25:38 E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?
Mat 25:39 E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?
Mat 25:40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
3. O Riso de Sara
Quando o Senhor reafirmou a promessa de que Sara teria um filho "segundo o tempo da vida" (Gênesis 18:10), ela, ouvindo da porta da tenda, riu em seu íntimo, dizendo: "Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?" (Gênesis 18:12, ACF).
Este riso não nasceu de alegria, mas de incredulidade. Sara, com aproximadamente noventa anos de idade e já na pós-menopausa, considerou biologicamente impossível conceber e dar à luz.
A resposta do Senhor foi direta e reveladora: "Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado tornarei a ti segundo o tempo da vida, e Sara terá um filho" (Gênesis 18:14, ACF).
Esta pergunta retórica ecoa através das Escrituras como uma declaração da onipotência divina. Para Deus, não existe impossível!
Quando Sara negou ter rido, o Senhor afirmou: "Não digas isso, porque riste" (Gênesis 18:15).
Deus conhece os pensamentos mais íntimos do coração humano (Salmo 139:2).
Esta passagem nos ensina sobre a fragilidade da fé humana e a fidelidade divina. Mesmo os grandes patriarcas tiveram momentos de dúvida. No entanto, Deus não abandonou Seu propósito por causa da incredulidade temporária de Sara.
Hebreus 11:11 nos diz que "pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido". Sara cresceu na fé, e seu riso de incredulidade transformou-se em riso de alegria quando Isaque nasceu
(Gênesis 21:6).
II. DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO
1. O Anúncio da Destruição
Após o diálogo sobre o nascimento de Isaque, os homens se levantaram e olharam para Sodoma.
O Senhor então revelou seus planos a Abraão: "Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e todas as nações da terra serão benditas nele?" (Gênesis 18:17-18, ACF).
Esta declaração revela a intimidade que Deus estabelece com Seus servos fiéis.
O Senhor disse: "Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei" (Gênesis 18:20-21, ACF).
O "clamor" mencionado aqui pode referir-se ao clamor das vítimas da violência e injustiça praticadas nessas cidades. Deus não é indiferente ao sofrimento causado pelo pecado.
Este anúncio demonstra um princípio fundamental: Deus não age precipitadamente em juízo.
Ele investiga, dá oportunidades e busca razões para exercer misericórdia. Como disse Amós: "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas" (Amós 3:7, ACF).
Abraão foi incluído nos conselhos divinos porque era amigo de Deus (Tiago 2:23) e porque seu papel como intercessor e pai espiritual de muitas nações requeria este conhecimento.
2. O Pecado Leva à Destruição
A Escritura é clara quanto ao princípio de que "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23, ACF).
Sodoma e Gomorra são exemplos supremos desta verdade imutável. O pecado dessas cidades havia atingido tal magnitude que sua destruição tornou-se inevitável. Ezequiel 16:49-50 especifica os pecados de Sodoma: "Eis que esta foi a maldade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do aflito e do necessitado. E se ensoberbeceram, e fizeram abominação diante de mim; pelo que as tirei dali, vendo eu isto."
O termo "abominação" refere-se especialmente às práticas sexuais pervertidas que caracterizavam essas cidades. O Novo Licenciado para Testamento confirma: "Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se corrompido como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno" (Judas 7, ACF).
A expressão "outra carne" indica relações sexuais contra a natureza, especialmente a homossexualidade, que passou a ser conhecida como "sodomia".
Contudo, é crucial entender que o juízo não veio apenas por causa da imoralidade sexual, mas pela combinação de orgulho, injustiça social, opressão aos pobres e rebelião persistente contra Deus. O pecado sempre produz morte - espiritual, moral e, finalmente, física.
No Novo Testamento, Paulo é explícito: "Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro" (Romanos 1:26-27).
Primeira Coríntios 6:9-10 é igualmente claro: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas... herdarão o reino de Deus". O versículo seguinte, porém, oferece esperança: "E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6:11).
É crucial enfatizar que, embora a Bíblia condene a prática homossexual como pecado, ela não autoriza ódio, violência ou discriminação contra pessoas que lutam com tais tentações. Todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3:23), e Cristo morreu por todos os pecadores.
A igreja deve manter a verdade bíblica com firmeza, chamando o pecado pelo seu nome, mas também deve estender amor, compaixão e a mensagem de esperança do evangelho a todos, incluindo aqueles enredados em pecados sexuais.
O poder transformador do Espírito Santo pode libertar e santificar qualquer pessoa, independentemente de quão profundo seja o pecado. A resposta cristã ao sodomismo não deve ser meramente condenação, mas proclamação do evangelho que oferece perdão, purificação e poder para viver em santidade.
h573. A Intercessão de Abraão
A intercessão de Abraão é um dos exemplos mais poderosos de oração persistente e ousada em toda a Escritura. Ao saber do juízo iminente, Abraão "ficou ainda em pé diante do Senhor" (Gênesis 18:22, ACF) e iniciou uma negociação intercessória extraordinária. Ele começou perguntando se Deus pouparia a cidade por amor a cinquenta justos, e gradualmente reduziu o número até dez pessoas.
Note a humildade e reverência de Abraão: "Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza" (Gênesis 18:27).
Apesar de reconhecer sua insignificância diante da majestade divina, Abraão se aproximou com confiança, baseando seus argumentos na justiça e no caráter de Deus: "Longe de ti que faças tal coisa... Não faria justiça o Juiz de toda a terra?" (Gênesis 18:25).
A cada petição, Deus respondeu afirmativamente: "Se achar... pouparei" (Gênesis 18:26).
Isto demonstra a receptividade divina à oração intercessória. Embora Deus seja soberano, Ele escolheu operar através das orações de Seu povo. Tiago declara: "A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tiago 5:16, ACF).
Abraão parou em dez justos, possivelmente pensando em Ló, sua esposa, seus genros e filhos - mas tristemente, nem dez justos foram encontrados em Sodoma.
Cremos que Deus genuinamente responde às orações e pode alterar circunstâncias por causa da intercessão.
Embora Deus conheça todas as coisas antecipadamente, Ele não está preso a um destino imutável, mas interage dinamicamente com Suas criaturas. A oração de Abraão não mudou o caráter de Deus, mas revelou Sua disposição para mostrar misericórdia. Que sejamos inspirados a interceder com a mesma ousadia e fé!
III. A DESTRUIÇÃO DE SODOMA
1. Deus é Fogo Consumidor
Gênesis 19 narra a execução do juízo divino: "Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra" (Gênesis 19:24).
Este evento catastrófico não foi um fenômeno natural aleatório, mas um ato direto de juízo divino. A expressão "do Senhor desde os céus" enfatiza a origem sobrenatural da destruição.
A Escritura frequentemente descreve Deus como "fogo consumidor" (Deuteronômio 4:24; Hebreus 12:29).
Este fogo representa Sua santidade absoluta que não pode tolerar o pecado indefinidamente. Isaías 33:14 questiona: "Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?" A resposta é clara: somente aqueles purificados pela graça e vivendo em retidão podem estar na presença de Deus.
2. Uma Catástrofe Sem Igual
A destruição foi total e irreversível: "E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra" (Gênesis 19:25). Nada sobreviveu - pessoas, animais, vegetação, tudo foi consumido. A região fértil que antes era comparada ao jardim do Éden (Gênesis 13:10) transformou-se em desolação permanente.
A manhã seguinte revelou a extensão da catástrofe: "E olhou para Sodoma e Gomorra, e para toda a terra da campina; e viu, que a fumaça da terra subia, como a fumaça duma fornalha" (Gênesis 19:28).
A fumaça visível desde a distância onde Abraão estava indica a magnitude do fogo que consumiu as cidades. Esta visão deve ter sido aterradora e solene.
Deuteronômio 29:23 descreve a desolação permanente: "Toda a sua terra abrasada com enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela crescerá erva alguma".
Até hoje, a região do Mar Morto permanece estéril, uma testemunha silenciosa do juízo divino. Esta catástrofe serve como advertência perpétua: Deus é paciente, mas Sua paciência tem limites. Quando o pecado atinge sua medida completa, o juízo é certo.
3. Transformação em Estátua de Sal
Um dos detalhes mais memoráveis do relato é o destino da esposa de Ló: "E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal" (Gênesis 19:26).
Os anjos haviam ordenado claramente: "Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina" (Gênesis 19:17). A desobediência trouxe consequências fatais.
O "olhar para trás" de sua esposa não foi apenas físico, mas representou um coração dividido. Ela havia saído de Sodoma fisicamente, mas seu coração permaneceu apegado à cidade condenada. Lucas 17:32 traz a advertência de Cristo: "Lembrai-vos da mulher de Ló". Jesus usou este exemplo para alertar sobre a necessidade de abandono total do mundo quando o juízo vier.
Esta história contém uma lição espiritual profunda para nós hoje. Não basta escapar fisicamente do pecado; nossos corações devem ser completamente desprendidos das atrações do mundo. "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 João 2:15).
A mulher de Ló perdeu a vida porque seu coração estava dividido. Ela queria salvação sem renúncia total, liberdade sem abandono completo do pecado.
Como servos de Cristo que pregamos santidade, devemos nos examinar constantemente: nossos corações estão totalmente voltados para Deus, ou ainda há olhares nostálgicos para o mundo que deixamos? "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus" (Lucas 9:62). Que esta advertência penetre profundamente em nossos corações!
Conclusão
Vimos a hospitalidade de Abraão e seu coração intercessor; testemunhamos a paciência de Deus que investiga antes de julgar; contemplamos a terrível realidade do juízo divino sobre o pecado impenitente; e aprendemos a lição trágica da mulher de Ló sobre os perigos de um coração dividido.
Esta narrativa não é apenas história antiga, mas uma advertência viva para nossa geração.
Vivemos em dias semelhantes aos de Sodoma - caracterizados por orgulho, materialismo, imoralidade sexual desenfreada e desprezo pelas coisas de Deus. A sociedade contemporânea, em muitos aspectos, ecoa os pecados que provocaram o juízo divino sobre aquelas cidades. Porém, Deus permanece o mesmo - infinitamente santo, perfeitamente justo e misericordioso para com os que se arrependem.
O juízo é real. O inferno é real. Mas a graça de Deus também é real e poderosa para salvar todos os que invocam o nome do Senhor. Que esta lição nos impulsione a uma vida de maior consagração, intercessão fervorosa e evangelização urgente. O tempo é curto. A noite vem quando ninguém pode trabalhar (João 9:4). Enquanto é dia, trabalhemos na seara do Mestre!

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